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4 de fevereiro de 2004
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MODA

Fashion Week S/A

Na maior vitrine da moda brasileira,
não circulam somente algumas das mais
cobiçadas e deslumbrantes beldades do
mundo. Pelos corredores da Bienal, desfilam
também estilistas envaidecidos, famosos
alvoroçados, empresários poderosos. Tudo
em meio a muitos babados, chiliques e tititis

Erika Sallum, Flávia Salvetti e Lúcia Monteiro


Patricia Santos/AE
Hélvio Romero/AE
Gisele Bündchen, para Zoomp Rodrigo Santoro, para Ricardo Almeida


Alexandre Schneider
Mario Rodrigues
Alexandre Schneider
Mario Rodrigues


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Galeria de imagens

Da decoração dos banheiros femininos, bancada por uma marca de absorvente, ao ferro que as camareiras usam para passar as roupas dos estilistas, quase tudo é patrocinado na 16ª São Paulo Fashion Week, que termina na terça-feira na Bienal do Ibirapuera. Vincular o nome da marca ao megaevento, cujo custo gira em torno de 5 milhões de reais, é garantia de exposição. São 43 desfiles de 37 grifes, 200 modelos, um batalhão de 1 100 jornalistas e 90 000 espectadores. O frisson para ver-e-ser-visto é tanto que os organizadores colocaram alunos de faculdades de moda com camisetas numeradas para guardar o lugar dos vips na primeira fila dos desfiles. Por dia, pagam 30 reais aos estudantes e garantem, assim, que as celebridades apareçam e sejam fotografadas como manda o figurino. Neste ano, cachorro, cobra e cavalo também tiveram seu espaço na passarela. Bem-vindos ao mundo da Fashion Week S/A.

 

As tops


Fotos Patricia Santos/AE
os/AE
Elettra Rossellini, para Carlota Joakina Mariana Weickert, para Triton

A cada edição do evento, centenas de corpos magérrimos sonham em pisar nas passarelas da Bienal. Duzentos modelos conseguem. Como nas grandes empresas, o mundo fashion tem uma hierarquia muito bem definida. As chamadas new faces ou C formam o maior grupo. Estão no início de carreira e ganham 400 reais por desfile. Num patamar acima ficam as new tops ou B, promessas da temporada, com cachês de até 1.000 reais. As tops, que recebem pelo menos 5.000 reais por desfile, não passam de vinte. Neste caso, são os patrocinadores da São Paulo Fashion Week que bancam as principais beldades: Letícia Birkheuer, Ana Hickmann, Jeísa Chiminazzo, Liliane Ferrarezi e a italiana Elettra Rossellini. Para garantir que não participassem do Fashion Rio, evento considerado concorrente pelos organizadores, algumas modelos receberam um aumento de até 50% em relação ao ano passado.


Fotos Patricia Santos/AE
os/AE
Isabeli Fontana, para Carlota Joakina Marcelle Bittar, para Triton

Além do ganho bem mais polpudo, as tops são agraciadas com mimos e mais mimos. Parcerias entre agências e concessionárias de automóveis garantiram para cada uma delas um carro com motorista durante a estada em São Paulo. Na hora de relaxar os pés que deram duro na passarela, tiveram à disposição as banheiras de hotéis classudos como Emiliano, Unique e Fasano. Sem falar nos convites para festas concorridas e nos vários presentes dados pelos estilistas. "Neste ano, elas desfalcaram minha coleção", conta Renato Kherlakian, da Zoomp. "Levaram bota, cinto, jeans, tudo! Eu adoro, claro." Ana Beatriz Barros, que vestiu os biquínis da Cia. Marítima no ano passado, faturou várias peças da marca. No topo do topo da carreira, só Gisele Bündchen e o americano R.J., que, ao lado do ator Rodrigo Santoro, emprestou seu talento ao estilista Ricardo Almeida. Gisele, financiada por uma empresa da área de bebidas, veio, esbanjou charme no desfile da Zoomp, fez a alegria dos fotógrafos com seu olhar 43 e levou extra-oficialmente 100.000 reais.

 

Os camarins

Fotos Alexandre Schneider
os/AE
Raro momento de relax Os seguranças exaltados


A leitura de Marcelle Bittar

É uma afobação só. Ali acontecem os chiliques e o empurra-empurra. Também pudera. Os quatro camarins concentram uma quantidade incrível de profissionais. Fora as modelos, abrigam passadeiras, massagistas, maquiadores, cabeleireiros, fotógrafos, cinegrafistas, assessores de imprensa, seguranças, bombeiros e a equipe do bufê (sim, elas comem). As 200 camareiras estão entre os que menos ganham. A 50 reais por desfile, cada uma é responsável pelos looks de uma ou duas modelos. Neste ano, apenas o camarim da sala 3, onde Gisele Bündchen desfilou, está equipado com banheiro. Foram evitados assim os constrangimentos do ano passado, quando a top usou um copinho plástico para fazer xixi (sim, elas fazem).

 

A Fuvest das novatas


Fotos Alexandre Schneider
os/AE
Espera para o casting da Zapping O stylist Felipe Veloso seleciona fotos


Lucy, 14 anos, escolhida para seis desfiles

Elas chegam em vans, andam em filas e vestem roupas justinhas, quase sempre com o umbigo à mostra. Têm entre 14 e 18 anos e levam a tiracolo seu inseparável book, espécie de currículo com as melhores fotos e os dados pessoais (leia-se medidas da cintura, quadris, busto e altura). Vida de modelo em início de carreira é assim. Chegam a ficar três horas sentadas esperando por uma avaliação. Os chamados castings, um funil para selecionar quem vai participar da Fashion Week, são a parte mais tensa de seu trabalho. É preciso entrar na sala, deixar o book com o stylist (pessoa que, junto com o estilista, define qual será a cara do desfile) e caminhar por uma passarela improvisada. Tudo isso em menos de cinco minutos.

A equipe de criação de cada marca chega a ficar doze horas em uma sala, olhando fotos de rostinhos novos. Na semana passada, na fábrica da Zapping, em Tamboré, a estilista Thais Losso, o stylist Felipe Veloso e duas ajudantes analisaram 150 modelos – 85 foram escolhidos. "Só levamos quem tem a cara da coleção", explica Sonny Anderson, da agência Marilyn, que acompanhou o processo. "Na temporada de inverno, faz sucesso menina de pele bem branca, muito magra e alta." São exatamente os atributos da gaúcha Lucy Horn, 14 anos, 1,75 metro e 47 quilos. Ela chegou a São Paulo no dia 2 de janeiro, participou de doze castings e foi selecionada em seis. "Fiquei envergonhada na hora de desfilar na frente de todo mundo", diz Lucy. "Ainda por cima tinha de sorrir o tempo inteiro." O mais difícil, no entanto, é consolar as que nem são aprovadas para a seleção. Isso porque as grifes avaliam primeiro os books e só chamam quem interessa. Na agência Wired, no Brooklin, uma novata abriu o berreiro porque queria de todo jeito participar de um casting na terça-feira passada e não havia sido chamada. O chororô não adiantou. Passou o dia de molho.

 

As estrelas do rímel


Alexandre Schneider


Alexandre Schneider
Mario Rodrigues
Os retoques finais de Wanderley Carrasco, agora sem Gisele

Normalmente agitado, o mundinho beauty pega fogo em época de Fashion Week. Nesta edição, as estrelas do rímel e do delineador estão, mais do que nunca, em polvorosa. Tudo porque a M.A.C., gigante canadense na área de cosméticos, entrou pesado no mercado brasileiro. Philippe Chansel, maquiador sênior da empresa, veio de Nova York para assinar o make-up de nove grifes, entre elas Triton, Forum, G e Rosa Chá. Detalhe: nenhuma desembolsará nada pelo serviço. A novidade, é claro, não agradou aos concorrentes da área. Alguns foram pressionados a maquiar de graça ou por preços irrisórios – para embelezar as modelos de um desfile normalmente cobram cerca de 5.000 reais. "O mercado está prostituído, e um dos motivos é a entrada da M.A.C.", dispara Celso Kamura, responsável pelas madeixas da prefeita Marta Suplicy. Neste ano, ele cuida de apenas três desfiles, todos comandados pelo amigo Alexandre Herchcovitch. Em anos anteriores, fazia o dobro. "Agüentamos muito chilique, não dá para não cobrar", diz ele, que preparou para a Cori um visual "bem usável, gráfico, sem referências". Cabeleireiro da primeira-dama Marisa Letícia da Silva, Wanderley Nunes chegou a ser criticado pelos colegas por pentear as modelos que a M.A.C. se encarregava de maquiar. "Ganho mais no salão, mas só faço a Fashion Week porque minhas clientes acham o máximo", jura.

Alexandre Schneider
Mario Rodrigues
Philippe Chansel, da M.A.C. Kamura, fiel a Herchcovitch

A carteira de Carlos Carrasco foi a mais afetada. Além de enfrentar a marca canadense, ele acabou de ficar sem Gisele Bündchen, sua principal cliente. Na última Fashion Week, a top pediu-lhe que cancelasse todos os desfiles e fosse com ela para o Rio de Janeiro, onde gravaria um comercial. Carrasco ousou dizer não à bela e a perdeu para sempre. "Imagina, ela acha que é a única!"

 

O pai da criança

Mario Rodrigues


A
bsolutamente nada acontece na São Paulo Fashion Week sem o conhecimento ou a autorização de Paulo Borges. Criador da mais importante semana de moda brasileira, que no início se chamava MorumbiFashion, ele está por trás de cada detalhe, da madeira que revestirá as paredes do prédio da Bienal à escolha das novas grifes que participarão dos desfiles. Aos 40 anos, Borges tornou-se o empreendedor de moda mais poderoso do Brasil, capaz de conseguir patrocínios milionários e atrair celebridades para o evento. Desde 2001, ele também organiza o Amni Hot Spot, no qual apresenta ao mercado jovens estilistas.

Metódico, exigente, sempre atrasado para seus compromissos, muitas vezes impaciente, ele gosta de centralizar as principais decisões, delegando apenas algumas para poucos assistentes de confiança – como a irmã, Graça, seu braço direito. Adepto da antroposofia, doutrina espiritual que defende, em linhas gerais, o melhor relacionamento do ser humano consigo mesmo, com os outros e com a natureza, ele só perde a pose quando contrariado. Aí, ninguém segura seus conhecidos chiliques. "Já vi o Paulo expulsar aos berros de uma sala um produtor que tinha cometido um erro", conta um fotógrafo. Nos dias que antecedem a Fashion Week, chega a trabalhar dezoito horas sem parar, sempre segurando um walkie-talkie e dois celulares. "Tem dia que recebo sessenta recados e mais de 100 mensagens de texto no celular, fora as ligações que eu atendo", conta, esbaforido. "Mas, apesar de tudo, sou uma pessoa centrada."

 

Os convites


Marcos Rodrigues

No restrito mundo da Fashion Week, onde só entra quem é credenciado, os convites para os desfiles valem ouro. Geralmente criativos, podem vir na inusitada forma de salame, como fez a Cavalera, ou em uma gargantilha de pelúcia, opção de Gloria Coelho. "Gasto uns 15.000 reais só para confeccioná-los", conta Renato Kherlakian, da Zoomp, que enviou 1 100 cones de papelão com o famoso raio amarelo. No total, são distribuídos pelo menos 37.000 convites, e a disputa por um é acirradíssima. "Nessa época, meu celular não pára de tocar. É gente de todos os lugares implorando um convite", conta o jornalista Roberto Ethel, que assessora várias grifes. "Já me ofereceram até dinheiro, imagine a loucura."

 

Os estilistas


Mario Rodrigues
Alexandre Schneider
Herchcovitch na prova de roupa O precoce Pedro Lourenço

As coleções começam a ser preparadas meses antes de aparecer na passarela. Mesmo assim, a semana que antecede os desfiles é crucial para os estilistas. Em geral, eles ficam estressadíssimos. "Só deixo a fábrica perto da meia-noite e durmo muito mal", conta Amir Slama, da Rosa Chá. "Resolvo mudar o fundo de uma estampa e depois fico morrendo de medo de não dar mais tempo." Alguns apelam para o misticismo e seguem rituais, certos de que desse modo tudo sairá como manda o figurino. Gloria Coelho já mudou o horário de seu desfile pela numerologia. Neste ano, consultou três magos da adivinhação. Seu marido, Reinaldo Lourenço, faz mapa astral e reza com a equipe minutos antes da apresentação. Com o filho do casal, Pedro Lourenço, 13 anos, o mais jovem estilista do evento, é praticamente impossível falar, tamanha sua agitação. Waldemar Iódice não abre mão da ginástica, às 7 da manhã, para manter o equilíbrio. Marcelo Quadros medita. Mário Queiroz beija cada modelo de sua grife de roupas masculinas.


Fotos Alexandre Schneider
Fernanda Calfat
os/AE
Kherlakian com a filha Jéssica Ricardo Almeida Renato Loureiro

Faniquitos normalmente acontecem no dia da prova de roupas. O mais temido é o sisudo Alexandre Herchcovitch. Quando ele está na sala, dando o toque final nas criações, ninguém à sua volta pede comida (mesmo depois de horas de trabalho), para o cheiro não incomodá-lo. Tudo em nome da concentração. O mineiro Ronaldo Fraga odeia esses últimos momentos. "Tenho de vestir trinta modelos e prestar atenção nos mínimos detalhes", conta. "Uma vez o desfile era de cabelo preso e não reparei que a modelo tinha orelhas de abano."

 

A montagem


Mario Rodrigues
Longe dos flashes, 3 000 funcionários armam a festa

Para erguer o maior circo da moda brasileira, são contratadas diretamente cerca de 3.000 pessoas, entre eletricistas, marceneiros, iluminadores, carregadores... É um mundaréu de gente que, três semanas antes de o evento começar, já ocupa o prédio da Bienal 24 horas por dia. Somente a equipe de limpeza conta com 100 faxineiros, e a segurança, com 350 homens. Além deles, mais sessenta bombeiros ficam a postos assim que a Fashion Week tem início para evitar qualquer incidente. "Passo doze horas com dois rádios ligados ao mesmo tempo só administrando pepinos", diz o segurança Fabiano Soares, encarregado há dois anos de impedir a entrada de pessoas sem credencial no edifício. "Tem um monte de menina que me passa cantada e dá até o telefone na esperança de ver algum desfile", revela. "É estressante, mas pelo menos vejo umas mulheres maravilhosas como a Daniella Cicarelli."

 

A imprensa


Mario Rodrigues
Os fotógrafos em busca do melhor ângulo

Quase tudo gira em torno dos flashes dos fotógrafos e das câmeras de TV na São Paulo Fashion Week. Mais de 500 jornais, revistas e sites do Brasil e do exterior publicam reportagens sobre o evento. Cerca de 5.000 jornalistas pedem credenciais para acompanhar os desfiles, mas pouco mais de 1.000 são atendidos. Neste ano, incluíram-se aí 41 profissionais estrangeiros, de países como Itália, Austrália e Estados Unidos.

Consideradas gurus da moda, editoras como Erika Palomino (Folha de S. Paulo), Lilian Pacce (GNT) e Jussara Romão (Elle), sem falar das onipresentes Costanza Pascolato e Gloria Kalil, são veneradas – e temidas – pelos estilistas. Uma crítica delas pode arrasar ou alavancar uma grife – e isso vale muito dinheiro. Outros jornalistas dão duro por um bom lugar na platéia. No caso dos fotógrafos, a situação piora: é preciso até delimitar com dias de antecedência o lugar que cada um ocupará na arquibancada em frente à passarela, a chamada "marcação de pit". Mesmo assim, as confusões são inevitáveis. "Há alguns anos, um jornalista argentino cismou de ficar na nossa frente. Foi uma xingação e o maior empurra-empurra no meio de um desfile", conta Claudio Pedroso, da agência inglesa Reuters. Em toda Fashion Week, ele tira em média 8.000 fotos. "Já fiz lindas imagens de modelos deslumbrantes", diz Pedroso. "Mas nenhuma olha tão poderosamente para a câmera quanto a Gisele." É dele a foto que está na capa desta edição.

 

O gargarejo

Luciana Gimenez, de sapato Gucci e blusa Dolce & Gabbana, Sérgio Marone, de botas detonadas e colar de penas, Costanza, de blazer Rochas e bolsa Prada, Felipe Veloso, de jaqueta Isabela Capeto e muitos colares, o governador mineiro Aécio Neves, de terno Armani e Juliana Paes, de calça Diesel e blusa Tempo 4


Ricardinho Mansur, de blusa La Martina e calça Diesel, Erika Palomino, de blusa Gucci e sapatos Marc Jacobs, Supla, com sapatos rockabilly e camisa da loja "de uma japa", Dona Gabriella, de conjunto feito com tecido Santaconstancia, Carolina Dieckmann, de blusa Lacoste e bolsa Valentino e Lilian Pacce, de blusa Renato Loureiro e calça G

Não há lugar mais cobiçado do que a primeira fila dos desfiles. Apenas alguns artistas, jornalistas especializados, socialites e poderosos têm cadeira cativa no gargarejo. Quem não pode faltar? As jornalistas Erika Palomino, Lilian Pacce e Regina Guerreiro, as consultoras Gloria Kalil e Costanza Pascolato (sempre com sua mãe, Gabriella), atores da vez, caso de Carolina Dieckmann e Juliana Paes, e nomes da sociedade, como Yara Baumgart e Ricardinho Mansur. "Pago hotel e passagem para quem importa assistir ao meu desfile", diz Renato Kherlakian, da Zoomp. A maioria dos supervips capricha no modelão para ir ao evento. Confira os figurinos de alguns deles.

 

Só eles entendem

As gírias e expressões peculiares do mundinho da moda

Abalar: arrasar. "Esse desfile abalou", quer dizer, foi maravilhoso

Absurdo: algo demais, bacana, como "chocante" nos anos 80. "Nossa, que calça absurda", ou seja, que calça linda

Ai, que boring!: que coisa chata, sem graça

Backstage: o bom e velho camarim

Bi: corruptela usada pelos próprios gays quando se referem a outros gays

Casting: escolha das modelos que vão participar do desfile de cada grife

Fazer sitting: organizar os lugares na platéia de um desfile

Hype: o que está na moda hoje. Pode ser de uma roupa a um cantor, o importante é ser "hype"

Marcar pit: definir a posição de cada fotógrafo na arquibancada em frente à passarela

Montada no look: visual espalhafatoso, exagerado, que mais parece uma drag queen. "Nossa, como fulana está montada no look!"

Quebrou tudo: foi muito bem. "A Gisele quebrou tudo na passarela"

Stylist: profissional que ajuda o estilista na escolha do conceito do desfile, dos modelos que vão participar, dos acessórios que serão usados – e até palpita no cenário e na trilha sonora

Top: o melhor, o máximo, não apenas para designar modelos, mas tudo e todos. O "top maquiador", o "top estilista", o "top restaurante"

         
     
 
 
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