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COMPORTAMENTO
O
perigo da vez
Pílulas
que aceleram o metabolismo
saem das academias para as boates
Marcella
Centofanti
Fotos Renato Chaui/J. Miranda
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| Os
comprimidos, comercializados ilegalmente: risco de ataque cardíaco
e derrame |
Um
comprimido que é a sensação entre os marombeiros
das academias está sendo consumido agora nas casas noturnas
paulistanas. Trata-se da efedrina, composto natural derivado da
planta asiática Ephedra sinica. Proibida no Brasil
desde 1995 (seu uso é liberado para alguns descongestionantes
nasais), ela é vendida por trás do balcão em
lojas de suplementos alimentares sob nomes como Therma Pro, Unidyne,
Xenadrine e Thermo Size. A efedrina acelera o metabolismo e dá
energia para malhar em dobro e dançar a noite toda sem sentir
cansaço. Os efeitos colaterais são diversos: palpitação,
tremor, euforia, insônia e aumento da pressão arterial.
Há ainda relatos de mortes por ataque cardíaco e derrame.
Com o uso contínuo, o corpo se adapta e exige doses maiores
para que sejam obtidos os mesmos efeitos. "Como a efedrina mascara
a fadiga, o usuário pode exceder sua capacidade cardiovascular",
afirma o endocrinologista João Alberto Ferreira de Mattos,
professor do Centro de Estudos e Ciências da Atividade Física
(Cecafi), da Universidade de São Paulo. "Se for misturada
com álcool e energético, o risco é ainda maior."
Na semana passada, a efedrina entrou na lista de substâncias
proibidas na FDA, agência americana que controla remédios
e alimentos.
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