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4 de fevereiro de 2004
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O perigo da vez

Pílulas que aceleram o metabolismo
saem das academias para as boates

Marcella Centofanti

Fotos Renato Chaui/J. Miranda
Os comprimidos, comercializados ilegalmente: risco de ataque cardíaco e derrame

Um comprimido que é a sensação entre os marombeiros das academias está sendo consumido agora nas casas noturnas paulistanas. Trata-se da efedrina, composto natural derivado da planta asiática Ephedra sinica. Proibida no Brasil desde 1995 (seu uso é liberado para alguns descongestionantes nasais), ela é vendida por trás do balcão em lojas de suplementos alimentares sob nomes como Therma Pro, Unidyne, Xenadrine e Thermo Size. A efedrina acelera o metabolismo e dá energia para malhar em dobro e dançar a noite toda sem sentir cansaço. Os efeitos colaterais são diversos: palpitação, tremor, euforia, insônia e aumento da pressão arterial. Há ainda relatos de mortes por ataque cardíaco e derrame. Com o uso contínuo, o corpo se adapta e exige doses maiores para que sejam obtidos os mesmos efeitos. "Como a efedrina mascara a fadiga, o usuário pode exceder sua capacidade cardiovascular", afirma o endocrinologista João Alberto Ferreira de Mattos, professor do Centro de Estudos e Ciências da Atividade Física (Cecafi), da Universidade de São Paulo. "Se for misturada com álcool e energético, o risco é ainda maior." Na semana passada, a efedrina entrou na lista de substâncias proibidas na FDA, agência americana que controla remédios e alimentos.

         
     
 
 
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