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4 de fevereiro de 2004
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ARTE

Novos centros culturais

História e boas mostras em cinco
espaços recém-abertos na cidade

Orlando Margarido

 
Leo Feltran

A Pinacoteca Estação, na Luz: exposições no prédio que abrigava o Dops

A cidade acaba de ganhar mais 14.000 metros quadrados destinados à arte e à cultura. São cinco endereços, a maioria no centro antigo ou nas imediações, caso do Mackenzie, que adaptou um prédio de seu campus para mostras e arquivo. Neste, por enquanto, não há um calendário de eventos, mas pode-se visitar o edifício restaurado. Os novos espaços culturais, voltados prioritariamente para exposições, também permitem que se conheça um pouco da história paulistana. Entre todos eles, o que melhor representa essa dupla função é o imóvel de 1914 recém-ocupado pela Pinacoteca do Estado. A construção de tijolinhos da Luz foi, até 1993, sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Recuperada, passou a abrigar em 2002 o Museu do Imaginário do Povo Brasileiro, iniciativa de vida curta e sem programação. É o contrário do que acontece agora com a Pinacoteca Estação, novo nome do lugar. Ali, neste momento, o público pode conferir uma belíssima individual do pintor muralista mexicano José Clemente Orozco.

 
Mario Rodrigues

Nossa Caixa: fotografias e museu

Outra iniciativa semelhante partiu da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) ao restaurar, na Praça do Patriarca, o Edifício Lutetia. Erguido em 1923 para o próprio conde Álvares Penteado, passou décadas ocupado por escritórios. Três de seus oito andares foram adaptados para receber exposições, uma delas em homenagem ao arquiteto Ramos de Azevedo, que projetou o Lutetia. Bem perto de lá, na Rua Álvares Penteado, a Nossa Caixa aproveitou o embalo do aniversário de São Paulo e inaugurou um acanhado mezanino ligado ao pequeno museu da instituição, onde podem ser vistas fotografias sobre a cidade. Vale uma parada a caminho do suntuoso Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal, na Praça da Sé. Embora já existisse no 3º andar da instituição, a galeria mudou e agora ocupa a ala esquerda do térreo. Nela podem ser vistas até dia 28 de março noventa telas da pintora paulistana Anita Malfatti (1889-1964), um dos nomes mais importantes do movimento modernista.

 
Pablo de Sousa
A galeria da Caixa Econômica Federal e uma das noventa pinturas de Anita Malfatti: modernista em outra casa
Di Bonetti

 

Centro Cultural Mackenzie. Rua Maria Antônia, 403, Vila Buarque. Segunda a sexta, 10h às 17h. Visitas monitoradas, 3236-8661. Grátis.

Conjunto Cultural da Caixa. Praça da Sé, 111, centro, 3107-0498, Metrô Sé. Segunda a sexta, 9h às 21h. Grátis.

Edifício Lutetia. Praça do Patriarca, 78, Metrô Anhangabaú. Informações, 3662-7198. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h às 14h. A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis.

Espaço Nossa Caixa. Rua Álvares Penteado, 70, centro, 3244-6838, Metrô Sé. Segunda a sexta, 10h às 16h. Grátis.

Pinacoteca Estação. Largo General Osório, 66, Luz, Metrô Luz, 222-8968. Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados.

         
     
 
 
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