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ARTE
Novos centros culturais
História
e boas mostras em cinco
espaços recém-abertos na cidade
Orlando Margarido
Leo Feltran
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A
Pinacoteca Estação, na Luz: exposições
no prédio que abrigava o Dops
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A
cidade acaba de ganhar mais 14.000 metros quadrados destinados à
arte e à cultura. São cinco endereços, a maioria
no centro antigo ou nas imediações, caso do Mackenzie,
que adaptou um prédio de seu campus para mostras e arquivo.
Neste, por enquanto, não há um calendário de
eventos, mas pode-se visitar o edifício restaurado. Os novos
espaços culturais, voltados prioritariamente para exposições,
também permitem que se conheça um pouco da história
paulistana. Entre todos eles, o que melhor representa essa dupla
função é o imóvel de 1914 recém-ocupado
pela Pinacoteca do Estado. A construção de tijolinhos
da Luz foi, até 1993, sede do Departamento de Ordem Política
e Social (Dops). Recuperada, passou a abrigar em 2002 o Museu do
Imaginário do Povo Brasileiro, iniciativa de vida curta e
sem programação. É o contrário do que
acontece agora com a Pinacoteca Estação, novo nome
do lugar. Ali, neste momento, o público pode conferir uma
belíssima individual do pintor muralista mexicano José
Clemente Orozco.
Mario Rodrigues
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Nossa
Caixa: fotografias e museu
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Outra
iniciativa semelhante partiu da Fundação Armando Álvares
Penteado (Faap) ao restaurar, na Praça do Patriarca, o Edifício
Lutetia. Erguido em 1923 para o próprio conde Álvares
Penteado, passou décadas ocupado por escritórios.
Três de seus oito andares foram adaptados para receber exposições,
uma delas em homenagem ao arquiteto Ramos de Azevedo, que projetou
o Lutetia. Bem perto de lá, na Rua Álvares Penteado,
a Nossa Caixa aproveitou o embalo do aniversário de São
Paulo e inaugurou um acanhado mezanino ligado ao pequeno museu da
instituição, onde podem ser vistas fotografias sobre
a cidade. Vale uma parada a caminho do suntuoso Conjunto Cultural
da Caixa Econômica Federal, na Praça da Sé.
Embora já existisse no 3º andar da instituição,
a galeria mudou e agora ocupa a ala esquerda do térreo. Nela
podem ser vistas até dia 28 de março noventa telas
da pintora paulistana Anita Malfatti (1889-1964), um dos nomes mais
importantes do movimento modernista.
Pablo de Sousa
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| A
galeria da Caixa Econômica Federal e uma das noventa pinturas
de Anita Malfatti: modernista em outra casa |
Di Bonetti
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Centro Cultural Mackenzie. Rua Maria Antônia,
403, Vila Buarque. Segunda a sexta, 10h às 17h. Visitas
monitoradas,
3236-8661. Grátis.
Conjunto Cultural da Caixa. Praça da Sé,
111, centro, 3107-0498,
Metrô Sé. Segunda a sexta, 9h às 21h.
Grátis.
Edifício Lutetia. Praça do Patriarca,
78, Metrô Anhangabaú. Informações,
3662-7198. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado,
10h às 14h. A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis.
Espaço Nossa Caixa. Rua Álvares Penteado,
70, centro,
3244-6838, Metrô Sé. Segunda a sexta, 10h às
16h. Grátis.
Pinacoteca Estação. Largo General Osório,
66, Luz, Metrô Luz,
222-8968. Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria
fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados.
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