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3 de setembro de 2003
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Restauro da hora

O trabalho dos raros especialistas
em
relógios antigos


Heudes Regis
De Paula, em sua oficina na Bela Vista: "É como um quebra-cabeça"

Dias depois de arrematar um relógio francês de parede do século XVIII em um leilão da Sotheby's, em Londres, o empresário Walter Gebara, dono do L'Hotel, descobriu que estava com um problema. Feito a mão na corte de Luís XVI, o mecanismo chegou desregulado a São Paulo. "Apesar de a peça ter sido cuidadosamente embalada, a viagem prejudicou seu funcionamento", conta Gebara, que demorou a encontrar alguém para acertar os ponteiros de sua jóia, cujo valor supera 10.000 reais. Um dos únicos especialistas em relógios antigos da cidade, Baltazar Joaquim de Paula venceu o desafio. "Foi um trabalho minucioso", diz ele, que tem entre seus clientes a atriz Beatriz Segall, o banqueiro Gastão Vidigal e o empresário Aloysio Faria. "É como um quebra-cabeça." O reparo de uma máquina leva até seis horas, dependendo da complexidade. Em alguns casos, o conserto pode custar 1 500 reais. Em sua oficina, aberta há 32 anos na Bela Vista, existem modelos da Alemanha, da França e da Inglaterra, muitos deles com mais de 200 anos. A cada hora, ouvem-se incontáveis badaladas.

 
Centro dos Relógios Antigos. Rua Rocha, 93, Bela Vista, 289-5633.
Galeria do Relógio Antigo. Rua Afonso Brás, 618, Vila Nova Conceição, 3842-0860.

 

         
     
 
 
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