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BEBIDA
Homem
não entra
Antigo
privilégio masculino, confrarias
de vinhos
e champanhe agora atraem
mulheres
Otávio
Canecchio
Mario Rodrigues
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| Primeira
Confraria das Mulheres Enófilas: brindes de até
600 reais |
Uma
vez por mês, treze mulheres entre 20 e 60 anos se reúnem
em restaurantes da cidade como D.O.M., La Casserole e Le Tan Tan
para experimentar várias marcas de champanhe. Fundadoras
da Confraria Madame Pompadour, uma espécie de clube feminino
que se dedica a degustações do espumante francês,
elas provam a bebida e discutem as qualidades de cada garrafa aberta
durante o almoço. "Nosso objetivo é apurar o paladar",
explica a presidente do clube, Núbia Talarico de Camargo,
que deu nota 10 ao Moët & Chandon Brut Impérial
Rosé degustado no último encontro. "Levamos os champanhes
de casa, e quando uma colega viaja sempre traz alguma raridade",
conta. Tradicionais redutos masculinos, as confrarias têm
atraído cada vez mais o interesse das paulistanas.
Heudes Regis
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| Sônia
Esteves corta o gargalo com um golpe de sabre: reuniões mensais
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Entre
uma taça e outra, as integrantes da Les Femmes du Vin, outro
desses grupos, discutem aromas e sabores de tintos e brancos. Nesse
círculo, só entendidas no assunto participam. "Caso
contrário, a pessoa não consegue aproveitar nada",
acredita a jornalista Fernanda Fonseca, uma das sócias. As
reuniões da Primeira Confraria das Mulheres Enófilas
de São Paulo costumam juntar vinte mulheres, de donas-de-casa
a empresárias. Nos encontros mensais, que acontecem no Sofitel,
no Ibirapuera, elas recebem enólogos renomados e abrem garrafas
de até 600 reais. Cada associada paga 100 reais por mês
para conversar sobre cabernet sauvignon, merlot, chardonnay
e colocar o papo em dia. "Os vinhos ajudam a descontrair, e as reuniões
viram animados jantares entre amigas", diz a organizadora, Vera
Amaral Mauro.
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