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3 de setembro de 2003
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Homem não entra

Antigo privilégio masculino, confrarias
de
vinhos e champanhe agora atraem
mulheres

Otávio Canecchio


Mario Rodrigues
Primeira Confraria das Mulheres Enófilas: brindes de até 600 reais

Uma vez por mês, treze mulheres entre 20 e 60 anos se reúnem em restaurantes da cidade como D.O.M., La Casserole e Le Tan Tan para experimentar várias marcas de champanhe. Fundadoras da Confraria Madame Pompadour, uma espécie de clube feminino que se dedica a degustações do espumante francês, elas provam a bebida e discutem as qualidades de cada garrafa aberta durante o almoço. "Nosso objetivo é apurar o paladar", explica a presidente do clube, Núbia Talarico de Camargo, que deu nota 10 ao Moët & Chandon Brut Impérial Rosé degustado no último encontro. "Levamos os champanhes de casa, e quando uma colega viaja sempre traz alguma raridade", conta. Tradicionais redutos masculinos, as confrarias têm atraído cada vez mais o interesse das paulistanas.


Heudes Regis
Sônia Esteves corta o gargalo com um golpe de sabre: reuniões mensais

Entre uma taça e outra, as integrantes da Les Femmes du Vin, outro desses grupos, discutem aromas e sabores de tintos e brancos. Nesse círculo, só entendidas no assunto participam. "Caso contrário, a pessoa não consegue aproveitar nada", acredita a jornalista Fernanda Fonseca, uma das sócias. As reuniões da Primeira Confraria das Mulheres Enófilas de São Paulo costumam juntar vinte mulheres, de donas-de-casa a empresárias. Nos encontros mensais, que acontecem no Sofitel, no Ibirapuera, elas recebem enólogos renomados e abrem garrafas de até 600 reais. Cada associada paga 100 reais por mês para conversar sobre cabernet sauvignon, merlot, chardonnay – e colocar o papo em dia. "Os vinhos ajudam a descontrair, e as reuniões viram animados jantares entre amigas", diz a organizadora, Vera Amaral Mauro.

         
     
 
 
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