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3 de julho de 2002
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VEJA SÃO PAULO RECOMENDA


TEATRO


Gal Oppido
João Vitti e Leopoldo Pacheco: quase tragédia


PÓLVORA E POESIA.
O tempestuoso relacionamento dos poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud deu o que falar nos cafés parisienses do fim do século XIX. E também rendeu um magnífico espetáculo. Leopoldo Pacheco interpreta o simbolista Verlaine, cuja vida vira de pernas para o ar quando conhece Rimbaud (João Vitti). Com garra e paixão, os dois atores levam à cena a fúria que os guiou para um fim quase trágico. Ao vivo, o pianista Fernando Esteves permeia a trama com temas de Chopin. Os elegantes figurinos (de Gabriel Villela), a direção minimalista e, principalmente, o texto compõem uma peça poética, merecedora de três prêmios Shell – para o autor, Alcides Nogueira, o diretor, Márcio Aurélio, e o ator Leopoldo Pacheco.

Veja também
Pólvora e Poesia: trecho do livro Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud

 

 

EXPOSIÇÃO


Tela de Antonio Poteiro: pop ingênuo

POP BRASIL – A ARTE POPULAR E O POPULAR NA ARTE. Uma volta às origens da arte no país, longe dos salões urbanos, é a aposta da ambiciosa mostra que toma conta do CCBB. O crítico Paulo Klein inspirou-se no roteiro de viagem de Mário de Andrade para reunir peças de noventa artistas, criadas a partir dos anos 30. A escola primitivista lidera as duas centenas de obras, entre elas o óleo sobre tela Alegoria, de Antonio Poteiro. De seus colegas ingênuos, como José Antônio da Silva, chega-se aos contemporâneos, a exemplo do carioca Cildo Meirelles e sua instalação Camelô e do mineiro Marcos Coelho Benjamin, cujos objetos de terra, madeira e pedra resultam numa mescla bem brasileira.

Veja também
Galeria de fotos

 

CONCERTO

Divulgação
Os músicos italianos: êxito de três décadas

QUARTETO BEETHOVEN DE ROMA.
Depois de um hiato de três anos, o tarimbado conjunto italiano volta à cidade para três noites no Teatro Cultura Artística. Criado há 32 anos, o grupo tem em sua formação o violoncelista Mihai Dancila, o violista Alfonso Ghedin, o pianista Carlo Bruno e o violinista Felix Ayo, este último muito conhecido também pelo trabalho desenvolvido no grupo de câmara I Musici. Embora carregue no nome uma homenagem explícita a Beethoven, o quarteto não restringe seu repertório às peças do mestre alemão. Nos três ecléticos e saborosos programas que traz, Beethoven tem lugar garantido, mas há espaço também para pequenas jóias escritas por Mozart, Brahms, Schumann, Dvorák, Mahler, Fauré e Copland.
         
     
 
 
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