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VEJA SÃO
PAULO RECOMENDA
TEATRO
Gal Oppido
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| João
Vitti e Leopoldo Pacheco: quase tragédia |
PÓLVORA E POESIA. O tempestuoso relacionamento dos poetas
Paul Verlaine e Arthur Rimbaud deu o que falar nos cafés
parisienses do fim do século XIX. E também rendeu
um magnífico espetáculo. Leopoldo Pacheco interpreta
o simbolista Verlaine, cuja vida vira de pernas para o ar quando
conhece Rimbaud (João Vitti). Com garra e paixão,
os dois atores levam à cena a fúria que os guiou para
um fim quase trágico. Ao vivo, o pianista Fernando Esteves
permeia a trama com temas de Chopin. Os elegantes figurinos (de
Gabriel Villela), a direção minimalista e, principalmente,
o texto compõem uma peça poética, merecedora
de três prêmios Shell para o autor, Alcides Nogueira,
o diretor, Márcio Aurélio, e o ator Leopoldo Pacheco.
EXPOSIÇÃO
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| Tela
de Antonio Poteiro: pop ingênuo |
POP
BRASIL A ARTE POPULAR E O POPULAR NA ARTE. Uma volta
às origens da arte no país, longe dos salões
urbanos, é a aposta da ambiciosa mostra que toma conta do
CCBB. O crítico Paulo Klein inspirou-se no roteiro de viagem
de Mário de Andrade para reunir peças de noventa artistas,
criadas a partir dos anos 30. A escola primitivista lidera as duas
centenas de obras, entre elas o óleo sobre tela Alegoria,
de Antonio Poteiro. De seus colegas ingênuos, como José
Antônio da Silva, chega-se aos contemporâneos, a exemplo
do carioca Cildo Meirelles e sua instalação Camelô
e do mineiro Marcos Coelho Benjamin, cujos objetos de terra, madeira
e pedra resultam numa mescla bem brasileira.
CONCERTO
Divulgação
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| Os
músicos italianos: êxito de três décadas
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QUARTETO BEETHOVEN DE ROMA. Depois de um hiato de três anos,
o tarimbado conjunto italiano volta à cidade para três
noites no Teatro Cultura Artística. Criado há 32 anos,
o grupo tem em sua formação o violoncelista Mihai Dancila,
o violista Alfonso Ghedin, o pianista Carlo Bruno e o violinista Felix
Ayo, este último muito conhecido também pelo trabalho
desenvolvido no grupo de câmara I Musici. Embora carregue no
nome uma homenagem explícita a Beethoven, o quarteto não
restringe seu repertório às peças do mestre alemão.
Nos três ecléticos e saborosos programas que traz, Beethoven
tem lugar garantido, mas há espaço também para
pequenas jóias escritas por Mozart, Brahms, Schumann, Dvorák,
Mahler, Fauré e Copland. |