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MALHAÇÃO
Boas de briga
Corpo em forma e alívio da tensão
atraem mulheres para aulas de luta
Gustavo Ferro
Fotos Rogerio Pallatta
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| Gigi Monteiro, Duda Yankovich, Nathalia Rudek
e Janaína Garcia, na Companhia Athletica: contra o stress do
dia-a-dia |
Engana-se quem pensa que aulas
de artes marciais ou de defesa pessoal são exclusivas para
marmanjos dispostos a esquecer o stress do dia-a-dia distribuindo
sopapos na academia. O interesse feminino por esportes de luta vem
crescendo nos últimos anos. Em algumas modalidades, as mulheres
já ocupam o espaço dos ringues ou tatames em condição
de igualdade com os homens. Isso quando não são maioria.
Na Runner, por exemplo, elas representam 70% da classe de circuito
(que reúne técnicas de diversas modalidades). Na Fórmula,
correspondem a 40% dos praticantes de jiu-jítsu em
2000 não chegavam a 10%. "Antigamente, o preconceito de quem
estava fora era muito maior", conta a professora Duda Yankovich,
que ensina boxe há quatro anos e atualmente está na
Companhia Athletica. "Eu mesma sofri muito com a minha família
e amigos."
As aulas mais procuradas pelas
mulheres hoje em dia são as de boxe, jiu-jítsu, caratê
e kenpo havaiano (veja quadro). Mas há quem faça
kickboxing, muai tai, kung fu, aikidô, judô e capoeira.
Opção é o que não falta. O principal
motivo que leva as mulheres a deixar a esteira e os pesos de lado
para se dedicar às lutas é a promessa de que aliam
perda de peso, condicionamento físico e alívio das
tensões. "Saio completamente leve e renovada, pronta para
outra batalha", afirma a atriz e apresentadora Gigi Monteiro, praticante
de boxe há três anos. Em uma dessas aulas (cuja duração
vai de 45 a 90 minutos) queimam-se de 700 a 800 calorias, dependendo
do nível de intensidade dos golpes. Nas classes, vêem-se
desde adolescentes até cinqüentonas que não suportam
a monotonia da musculação. "Reunimos psicólogas,
médicas, estudantes, executivas, dentistas e até donas-de-casa",
diz Beatriz Campos, coordenadora técnica da Runner.
Rogerio Pallatta
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| Anemarie Aimi e Maria Alves, na Runner: elas
representam 70% da classe de circuito |
A preocupação com
a segurança também é apontada como uma das
razões que levam as mulheres a essas atividades. "Como podemos
ser assaltadas e seqüestradas a qualquer momento, sinto-me
mais segura para enfrentar um eventual momento de perigo", explica
Mariana Guerra, praticante de jiu-jítsu na Bio Ritmo. Mas
é claro que nenhum professor incentiva a reagir a um assalto
ou arrumar briga com engraçadinhos por aí. Nesse campo,
o principal objetivo é fazer com que os praticantes se conheçam
melhor e saibam administrar situações adversas. "Desde
que comecei a lutar kenpo havaiano, há dois anos, sou uma
pessoa bem mais equilibrada, concentrada e disciplinada", afirma
a publicitária Thalita Posella. "O que aprendo nas aulas
me ajuda a tomar decisões importantes, inclusive no trabalho."
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Onde praticar
Bio Ritmo
Rua Quinze de Novembro, 194, centro,
3242-6000, mais onze endereços. www.bioritmo.com.br
Companhia Athletica
MorumbiShopping,
5188-2000, mais quatro endereços. www.ciaathletica.com.br
Fórmula
Shopping Eldorado,
3094-3100, e Shopping Market Place,
5180-3400. www.formulaacademia.com.br
Reebok Sports Club
Rua Olimpíadas, 205, Vila Olímpia,
3847-7878, e Rua Duquesa de Goiás, 800, Morumbi,
3759-7878. www.reebokclub.com.br
Runner
Rua Tupiguaés, 169, Santana,
6959-7625, mais dez endereços. www.runner.com.br
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Como são as aulas
Boxe
As moças dão socos em sacos de areia e acolchoados,
além de pular corda e treinar corrida. Dependendo da
academia, pode haver combate entre os alunos.
Rogerio Pallatta
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Caratê
Os praticantes aprendem a dar socos e chutes. Professores
valorizam a concentração e a autodefesa.
Jiu-jítsu
Esporte de contato físico em que os lutadores
tentam imobilizar um ao outro com a força de braços,
pernas e abdômen.
Kenpo havaiano
É um mix de diversas modalidades, como aikidô,
caratê, kung fu, boxe e jiu-jítsu. Não
há contato físico.
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