Publicidade
 

 
 
 


2 de julho de 2003
GASTRONOMIA
POLÍTICA
DIVERSÃO
TEATRO
NOITE
TENDÊNCIA
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
AS BOAS COMPRAS
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
   

TEATRO

O espetáculo da Zona Leste

Com boas montagens, Sesc Belenzinho
torna-se um disputado palco da cidade

Mônica Santos

 

Lenise Pinheiro
Rejane Carneiro

Woyzeck, com Nachtergaele: ingressos só para agosto

João Miguel, como Bispo do Rosário: ainda há algumas vagas

Quando iniciou suas atividades, em janeiro de 1999, o Sesc Belenzinho ganhou um codinome. "Você já foi ao Sesc bem longinho?", era comum ouvir. Instalado numa antiga fábrica da Zona Leste, o local não sustentou o apelido por muito tempo e agora, graças a uma programação teatral de fazer inveja às tradicionais salas da cidade, se tornou o queridinho de diretores, atores, cenógrafos... E, principalmente, do público. No ano passado, sua bilheteria vendeu 49.000 ingressos para peças adultas e infantis. Só nos primeiros seis meses de 2003, esse número chegou perto dos 30.000. "Conquistamos nossa platéia", comemora Elisa Maria Americano Saintive, gerente da unidade que exibe no momento quatro peças disputadíssimas. Elas distribuem-se pelos quatro amplos galpões de pé-direito alto, interligados por corredores. Nesse labirinto, cabem desde pequenas produções itinerantes para sessenta pessoas até montagens com acomodações para 300 numa arquibancada. Há ainda o confortável teatro com 303 poltronas.


Paulo Barreto/Divulgação

Mariana Lima, em A Paixão Segundo G.H.: esgotado há semanas


Quem viu Mariana Lima triunfar na adaptação teatral do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, deu uma tremenda sorte. Não há mais um único lugarzinho na temporada, que segue até 10 de agosto. Com Woyzeck – O Brasileiro, estrelada por Matheus Nachtergaele, a situação é parecida. A peça estreou no dia 7 de junho e só tem ingressos disponíveis para as duas últimas apresentações, também em agosto. Menos procurado – mas nem tanto –, o monólogo Bispo conta com poucos lugares em algumas das sessões. O feito atinge também o infantil Miranda, em cartaz até este domingo (29).

O cenógrafo Marcos Pedroso, responsável pelos caprichados cenários de A Paixão Segundo G.H. e Woyzeck – O Brasileiro, credita o sucesso do Sesc Belenzinho a sua filosofia. "Existindo condições técnicas, lá pode tudo. O Sesc Belenzinho nos permite viajar." Viagem, é bom deixar claro, só as artísticas, como a de Cacá Carvalho, que em 12 de julho estréia por lá A Poltrona Escura. Ou de uma ousada montagem do drama 4.48 Psychose, de Sarah Kane, prometida para setembro, dentro de um silo (um buraco mesmo!). Os freqüentadores, ao que tudo indica, aprenderam que o Sesc Belenzinho é mais perto do que parece e nem se incomodam com a ausência de estacionamento. A partir da Praça da Sé, bastam quatro estações de metrô, ou 8,6 quilômetros para quem vai de carro. Trânsito na Radial Leste? Esquece. Não há sessões às sextas-feiras. E a partir deste fim de semana a gerência do lugar promete uma van para levar o público até o metrô após o espetáculo.

         

 

     
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo | VEJA Noite São Paulo
copyright © 2002 . Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados