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TEATRO
O
espetáculo da Zona Leste
Com
boas montagens, Sesc Belenzinho
torna-se um disputado palco da cidade
Mônica Santos
Lenise Pinheiro
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Rejane Carneiro
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Woyzeck,
com
Nachtergaele:
ingressos
só para
agosto
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João
Miguel, como Bispo do Rosário: ainda
há algumas vagas
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Quando iniciou suas atividades, em janeiro de 1999, o Sesc Belenzinho
ganhou um codinome. "Você já foi ao Sesc bem longinho?",
era comum ouvir. Instalado numa antiga fábrica da Zona Leste,
o local não sustentou o apelido por muito tempo e agora,
graças a uma programação teatral de fazer inveja
às tradicionais salas da cidade, se tornou o queridinho de
diretores, atores, cenógrafos... E, principalmente, do público.
No ano passado, sua bilheteria vendeu 49.000
ingressos para peças adultas e infantis. Só nos primeiros
seis meses de 2003, esse número chegou perto dos 30.000.
"Conquistamos nossa platéia", comemora Elisa Maria Americano
Saintive, gerente da unidade que exibe no momento quatro peças
disputadíssimas. Elas distribuem-se pelos quatro amplos galpões
de pé-direito alto, interligados por corredores. Nesse labirinto,
cabem desde pequenas produções itinerantes para sessenta
pessoas até montagens com acomodações para
300 numa arquibancada. Há ainda o confortável teatro
com 303 poltronas.
Paulo Barreto/Divulgação
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Mariana
Lima, em A
Paixão Segundo G.H.:
esgotado há
semanas
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Quem viu Mariana Lima triunfar na adaptação teatral
do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector,
deu uma tremenda sorte. Não há mais um único
lugarzinho na temporada, que segue até 10 de agosto. Com
Woyzeck O Brasileiro, estrelada por Matheus Nachtergaele,
a situação é parecida. A peça estreou
no dia 7 de junho e só tem ingressos disponíveis para
as duas últimas apresentações, também
em agosto. Menos procurado mas nem tanto , o monólogo
Bispo conta com poucos lugares em algumas das sessões.
O feito atinge também o infantil Miranda, em cartaz
até este domingo (29).
O cenógrafo Marcos Pedroso, responsável pelos caprichados
cenários de A Paixão Segundo G.H. e Woyzeck
O Brasileiro, credita o sucesso do Sesc Belenzinho a sua
filosofia. "Existindo condições técnicas, lá
pode tudo. O Sesc Belenzinho nos permite viajar." Viagem, é
bom deixar claro, só as artísticas, como a de Cacá
Carvalho, que em 12 de julho estréia por lá A Poltrona
Escura. Ou de uma ousada montagem do drama 4.48 Psychose,
de Sarah Kane, prometida para setembro, dentro de um silo (um buraco
mesmo!). Os freqüentadores, ao que tudo indica, aprenderam
que o Sesc Belenzinho é mais perto do que parece e nem se
incomodam com a ausência de estacionamento. A partir da Praça
da Sé, bastam quatro estações de metrô,
ou 8,6 quilômetros para quem vai de carro. Trânsito
na Radial Leste? Esquece. Não há sessões às
sextas-feiras. E a partir deste fim de semana a gerência do
lugar promete uma van para levar o público até o metrô
após o espetáculo.
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