Publicidade
 

 
 
 


2 de julho de 2003
GASTRONOMIA
POLÍTICA
DIVERSÃO
TEATRO
NOITE
TENDÊNCIA
MISTÉRIOS DA CIDADE
TERRAÇO PAULISTANO
AS BOAS COMPRAS
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
   

NOITE

Cuidado para não
levar chapéu

O que fazer para evitar extravios nas
chapelarias das casas noturnas

Otávio Canecchio

 
Heudes Regis

O movimento do Na Mata: entra-e-sai de bolsas

Durante o inverno, as chapelarias das casas noturnas costumam ficar tão movimentadas quanto as pistas de dança. Nesta época, o entra-e-sai de casacões, blazers, sobretudos e bolsas cresce bastante. Toda essa agitação, porém, faz aumentar também o número de extravios. Três semanas atrás, a fisioterapeuta Alexandra Camolesi passou por uma situação difícil na danceteria D-Edge, na Barra Funda. Quando estava prestes a ir embora, sua bolsa com dinheiro, documentos e celular havia desaparecido. Ela entrou em pânico. "O desespero durou uns quinze minutos", lembra. Depois de muita procura a encontraram em outra prateleira. "Agora, penso duas vezes antes de deixar qualquer coisa em chapelaria", afirma Alexandra.

As casas noturnas cobram entre 2 e 5 reais pelo serviço. Esse valor, em geral, não pode ser descontado da consumação mínima. Teoricamente, o sumiço de algum objeto é responsabilidade do estabelecimento. Mas isso nem sempre ocorre. Em uma balada na Cheers, na Vila Olímpia, a jaqueta jeans importada da estudante Marina Souza desapareceu na chapelaria. Segundo ela, o casaco jamais foi encontrado e a danceteria não quis cobrir o prejuízo. "Nessa brincadeira perdi uns 300 reais", lamenta Marina. A direção da Cheers, por sua vez, afirmou que desconhece esse caso e que reembolsa todos os clientes que têm seus pertences extraviados no local.

Apesar de normalmente ficar num canto escondido, a chapelaria é um espaço precioso nas casas noturnas. A Disco, reduto de famosos e patricinhas, costuma receber bolsas Chanel e Louis Vuitton que custam até 10.000 reais. No Na Mata Café, uma cliente americana certa vez esqueceu uma bolsa repleta de dólares. Por sorte, o lugar cadastra os telefones de todas as pessoas que usam o serviço. "Quando o movimento está forte, isto aqui pega fogo", diz Zenaide Batista dos Santos, funcionária responsável por guardar os objetos. Situações curiosas também não faltam. Na recém-inaugurada Lucky, uma jovem deixou seu gato de estimação na chapelaria. "Ela falou que apenas ia cumprimentar uma amiga que fazia aniversário", conta a gerente Daniela Del Nero. A danceteria não permite a entrada de animais, mas para esse caso abriu uma estranha exceção.

 

Sem surpresas no fim da noite

• Não confie em lugares que colocam etiquetas colantes para fazer o controle. O adesivo pode se despregar e sua bolsa acabar em mãos erradas.

• Ao deixar mais de um item na chapelaria, confira se foram guardados juntos ou se pegou uma senha para cada objeto.

• Observe se existem cabides para pendurar os casacos e escaninhos reservados para as bolsas. Isso evita que os pertences fiquem amontoados e diminui o risco de extravios.

• Leve com você objetos pessoais de que poderá precisar durante a noite, pois muitas casas não permitem que algo seja retirado da bolsa depois que estiver guardada.

 

         
     
 
 
VEJA on-line | Veja São Paulo | VEJA Noite São Paulo
copyright © 2002 . Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados