| |
|
|
 |
|
NOITE
Cuidado
para não
levar chapéu
O
que fazer para evitar extravios nas
chapelarias das casas noturnas
Otávio
Canecchio
Heudes Regis
 |
|
O
movimento do
Na Mata: entra-e-sai
de
bolsas
|
Durante
o inverno, as chapelarias das casas noturnas costumam ficar tão
movimentadas quanto as pistas de dança. Nesta época,
o entra-e-sai de casacões, blazers, sobretudos e bolsas cresce
bastante. Toda essa agitação, porém, faz aumentar
também o número de extravios. Três semanas atrás,
a fisioterapeuta Alexandra Camolesi passou por uma situação
difícil na danceteria D-Edge, na Barra Funda. Quando estava
prestes a ir embora, sua bolsa com dinheiro, documentos e celular
havia desaparecido. Ela entrou em pânico. "O desespero durou
uns quinze minutos", lembra. Depois de muita procura a encontraram
em outra prateleira. "Agora, penso duas vezes antes de deixar qualquer
coisa em chapelaria", afirma Alexandra.
As casas noturnas cobram entre 2 e 5 reais pelo serviço.
Esse valor, em geral, não pode ser descontado da consumação
mínima. Teoricamente, o sumiço de algum objeto é
responsabilidade do estabelecimento. Mas isso nem sempre ocorre.
Em uma balada na Cheers, na Vila Olímpia, a jaqueta jeans
importada da estudante Marina Souza desapareceu na chapelaria. Segundo
ela, o casaco jamais foi encontrado e a danceteria não quis
cobrir o prejuízo. "Nessa brincadeira perdi uns 300 reais",
lamenta Marina. A direção da Cheers, por sua vez,
afirmou que desconhece esse caso e que reembolsa todos os clientes
que têm seus pertences extraviados no local.
Apesar de normalmente ficar num canto escondido, a chapelaria é
um espaço precioso nas casas noturnas. A Disco, reduto de
famosos e patricinhas, costuma receber bolsas Chanel e Louis Vuitton
que custam até 10.000 reais. No Na Mata Café, uma
cliente americana certa vez esqueceu uma bolsa repleta de dólares.
Por sorte, o lugar cadastra os telefones de todas as pessoas que
usam o serviço. "Quando o movimento está forte, isto
aqui pega fogo", diz Zenaide Batista dos Santos, funcionária
responsável por guardar os objetos. Situações
curiosas também não faltam. Na recém-inaugurada
Lucky, uma jovem deixou seu gato de estimação na chapelaria.
"Ela falou que apenas ia cumprimentar uma amiga que fazia aniversário",
conta a gerente Daniela Del Nero. A danceteria não permite
a entrada de animais, mas para esse caso abriu uma estranha exceção.
|
Sem
surpresas no fim da noite
Não confie em lugares que colocam
etiquetas colantes para fazer
o controle. O adesivo pode
se despregar e sua bolsa acabar
em mãos erradas.
Ao deixar mais de um item na
chapelaria, confira se
foram guardados juntos
ou se pegou uma
senha para cada
objeto.
Observe se existem cabides para pendurar os casacos
e escaninhos reservados para as bolsas.
Isso evita que os pertences fiquem amontoados e diminui o
risco de extravios.
Leve com você objetos pessoais de
que poderá precisar durante a noite, pois
muitas casas não permitem que algo
seja retirado da bolsa depois que
estiver guardada.
|
|