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EXPOSIÇÃO
Tortura
chinesa
O
que fazer para ver as preciosidades
da Cidade
Proibida e os guerreiros de
terracota sem enfrentar filas de até
1 quilômetro
Marcella
Centofanti
Julio Vilela
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| A
multidão entre as estátuas de Xi'an: mostra já reuniu 126 000
pessoas |
Desde
que a mostra Guerreiros de Xi'an e os Tesouros da Cidade Proibida
estreou no Parque do Ibirapuera, em 20 de fevereiro, os paulistanos
têm enfrentado filas de até 1 quilômetro. Nos
fins de semana, a espera dura pelo menos quarenta minutos. Não
raro as portas da Oca são fechadas para que o número
de visitantes não ultrapasse 700. Em pouco mais de um mês,
a exposição que reúne preciosidades da Cidade
Proibida e alguns dos célebres guerreiros de terracota atraiu
126.000 pessoas. Os organizadores apostam
que até o encerramento, em 18 de maio, a bilheteria do evento
ultrapasse os 400.000 ingressos conseguidos
por Monet, cujas obras estiveram expostas no Masp em 1997. "A gente
entra cansado e acaba não apreciando as peças com
a atenção que deveria", diz o economista Miguel Ângelo
Alonso, que passeou por ali no domingo. Apesar de a dica não
ser infalível, há horários em que a exposição
é menos concorrida (veja quadro abaixo).
O
consultor de comércio exterior Walter Thomaz ficou tão
extasiado com os achados arqueológicos da região de
Xi'an, no sudoeste da China, que decidiu repetir o programa. Voltou
com a filha e uma cadeira de acampamento, dessas desmontáveis.
"É bom também não esquecer o casaco para enfrentar
a baixa temperatura da sala", aconselha. O diretor de projetos da
BrasilConnects e responsável pelo evento, Emilio Kalil, diz
que não se trata de um problema de falta de organização.
"Em qualquer lugar do mundo, exposições de sucesso
formam fila", afirma. É verdade. Talvez a diferença
seja que em lugares como o Louvre e o Metropolitan não existem,
além das filas, flanelinhas que achacam e ameaçam
o "doutor" que se nega a deixar 10 reais "para a cervejinha".
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Os
melhores horários
Julio Vilela
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Se
só tiver o fim de semana para visitar a exposição,
prefira a manhã de sábado. A fila dura em torno
de vinte minutos.
Domingo é o dia mais movimentado. Antes das 14 horas,
leva-se em média meia hora para entrar. Depois disso,
mais de quarenta minutos.
De segunda a sexta, não há demora. Em compensação,
o movimento de excursões é grande. Os melhores
horários para evitá-las são às
9 horas, das 12 às 14 horas e depois das 19 horas.
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