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2 de abril de 2003
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EXPOSIÇÃO

Tortura chinesa

O que fazer para ver as preciosidades
da
Cidade Proibida e os guerreiros de
terracota sem enfrentar filas de até
1 quilômetro

Marcella Centofanti


Julio Vilela
A multidão entre as estátuas de Xi'an: mostra já reuniu 126 000 pessoas

Desde que a mostra Guerreiros de Xi'an e os Tesouros da Cidade Proibida estreou no Parque do Ibirapuera, em 20 de fevereiro, os paulistanos têm enfrentado filas de até 1 quilômetro. Nos fins de semana, a espera dura pelo menos quarenta minutos. Não raro as portas da Oca são fechadas para que o número de visitantes não ultrapasse 700. Em pouco mais de um mês, a exposição que reúne preciosidades da Cidade Proibida e alguns dos célebres guerreiros de terracota atraiu 126.000 pessoas. Os organizadores apostam que até o encerramento, em 18 de maio, a bilheteria do evento ultrapasse os 400.000 ingressos conseguidos por Monet, cujas obras estiveram expostas no Masp em 1997. "A gente entra cansado e acaba não apreciando as peças com a atenção que deveria", diz o economista Miguel Ângelo Alonso, que passeou por ali no domingo. Apesar de a dica não ser infalível, há horários em que a exposição é menos concorrida (veja quadro abaixo).

O consultor de comércio exterior Walter Thomaz ficou tão extasiado com os achados arqueológicos da região de Xi'an, no sudoeste da China, que decidiu repetir o programa. Voltou com a filha e uma cadeira de acampamento, dessas desmontáveis. "É bom também não esquecer o casaco para enfrentar a baixa temperatura da sala", aconselha. O diretor de projetos da BrasilConnects e responsável pelo evento, Emilio Kalil, diz que não se trata de um problema de falta de organização. "Em qualquer lugar do mundo, exposições de sucesso formam fila", afirma. É verdade. Talvez a diferença seja que em lugares como o Louvre e o Metropolitan não existem, além das filas, flanelinhas que achacam e ameaçam o "doutor" que se nega a deixar 10 reais "para a cervejinha".

 

Os melhores horários

Julio Vilela

Se só tiver o fim de semana para visitar a exposição, prefira a manhã de sábado. A fila dura em torno de vinte minutos.

Domingo é o dia mais movimentado. Antes das 14 horas, leva-se em média meia hora para entrar. Depois disso, mais de quarenta minutos.

De segunda a sexta, não há demora. Em compensação, o movimento de excursões é grande. Os melhores horários para evitá-las são às 9 horas, das 12 às 14 horas e depois das 19 horas.

         
     
 
 
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