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NOITE Reggae
de cara nova Ritmo sai do gueto e lota baladas descoladas
Thiago Lotufo Heudes
Régis
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no Jive: público duas vezes maior que o esperado |
O reggae fez a barba, cortou o cabelo e tomou um banho de loja. Aquelas trancinhas
rastafári (dreadlocks, para os iniciados) agora se restringem, quando muito,
aos artistas que ocupam o palco das novas baladas que apostam no ritmo jamaicano.
Pistas de casas com noites temáticas, como a Jive e a Susi in Transe, em
Santa Cecília, e a Mansão do Reggae, na Liberdade, ficam lotadas
de gente jovem, bonita e de visual descolado, que nada lembra os fãs desleixados
dos anos 80. "Tentei emplacar o reggae aqui por duas vezes e não consegui.
Desta vez, acho que é o momento certo", afirma Marcio Cecci, proprietário
da Jive, que há quinze dias inaugurou uma festa dedicada ao dancehall (vertente
mais animada, com letras despolitizadas). Cecci esperava a presença de
300 pessoas e surpreendeu-se com um público duas vezes maior.
Grande parte desse sucesso se deve aos DJs Magrão e Yellow P e ao operador
de som Bigodon. Além de animar a festa da Jive, eles promovem há
um ano e meio, no Susi in Transe, às sextas-feiras, uma noite de dub (espécie
de reggae psicodélico, mais instrumental). Ela atrai uma média de
250 pessoas. "Para quem está acostumado a curtir a cena eletrônica,
o dub é muito mais tranqüilo", diz a operadora de telemarketing Fabiana
Lima. "Dá para dançar um pouco, ir ao bar, bater papo..." Quem quiser
conhecer mais a fundo as atuais trilhas jamaicanas de São Paulo pode se
aventurar na Mansão do Reggae, evento que acontece uma vez por mês
em um galpão na Liberdade. O espaço abriga um genuíno "sound
system", como são chamados os equipamentos de som típicos da Jamaica,
com paredes móveis recheadas de alto-falantes. DJs "importados" de São
Luís, no Maranhão, considerada a capital brasileira do gênero,
são a maior atração. Por ali, ouve-se o tal "som de raiz"
e representantes mais românticos, como Gregory Isaacs e Eric Donaldson.
Bob Marley? Dificilmente. O reggae, afinal, está de cara nova. A
Jamaica é aqui • Stamina Dancehall Balada
quinzenal de dancehall, reggae mais dançante que o tradicional. A próxima
festa será na quinta (3), com a presença do DJ Magrão e do
rapper Funk Buia, do grupo Z'África Brasil. Jive. Alameda Barros, 376,
Santa Cecília,
3824-0097. Quinta, a partir das 23h. Entrada: R$ 5,00 (mulheres) e R$ 10,00 (homens)
• Susi in Dub Reúne
um público formado por conhecedores do dub, vertente recheada de efeitos
sonoros. Yellow P comanda os pick-ups. Na última sexta de cada mês,
há um show com o grupo Dub Chanchada. Susi in Transe. Avenida São
João, 1956, Santa Cecília,
3668-5447. Sextas, a partir das 23h. Cons. mínima: R$ 15,00 •
Mansão do Reggae Festas mensais promovidas
pelo maranhense João Nunes Leal, o "Neto", dono da rede de lojas de CDs
Neto Discos. Toca a chamada "música de raiz". Rua do Glicério, 691,
Liberdade,
3141-2929. Sábado (5), a partir das 22h. Entrada: R$ 5,00 (mulheres) e
R$ 10,00 (homens) |
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