| |
| |  | |
DESIGN
Para ver e usar Museu da Casa Brasileira reúne o
melhor da criação em móveis e utensílios Orlando
Margarido
Fotos
divulgação
 |  | | O
pufe maleável Uooou, da designer Renata Martins Moura: na sala ou ao ar
livre | A colorida cadeira infantil
Maneric: leve e lúdica, vem em
caixas para pais e filhos montarem juntos |
Vitrine
do que se produz de mais inovador no design nacional, o 18º Prêmio
Museu da Casa Brasileira confirma, a partir de terça (30), o bom ano vivido
por criadores, fabricantes e vendedores de móveis e utensílios domésticos.
Em setembro, por exemplo, a cidade ganhou a gigantesca Etna, a maior loja de decoração
e utilitários para casa do país. Nesta semana, também, a
Rua Haddock Lobo prepara-se para acomodar a Estação SP Design, um
espaço com loja e restaurante. O papel do prêmio nesse caso é
de meio-de-campo. Além de apontar tendências, os 115 selecionados,
dos quais dezenove premiados, levarão 78 invenções ao museu
quase em regime de pronta entrega. Embora nada ali esteja à venda, a maior
parte dos produtos expostos já tem garantia de fabricação
em escala suficiente para ser oferecida ao mercado consumidor.  | Luminária
Luna: o recurso de rotação da lâmpada garantiu o primeiro
lugar para o paulistano Fernando Prado |
É
o caso do pequenino utilitário 828/2, o colorido carro desenhado por Anísio
Campos e efetivado pela equipe carioca da Obvio, primeiro lugar na categoria Novas
Idéias e Conceitos; ou de um prosaico mas funcional prendedor de roupas,
utensílio que foi o preferido do júri e premiou Marcela Albuquerque
e Taciana de Abreu e Silva. "O sonho dos profissionais sempre foi ver sua idéia
popularizada e admirada pelo maior número de pessoas; a questão
é que os empresários acordaram recentemente para esse mercado",
aponta Adélia Borges, diretora do museu, instituição responsável
pelo prêmio criado em 1986 pelo publicitário Roberto Duailibi. Naquele
momento, design era sinônimo de luxo e preços altos. Na atual edição,
uma categoria inédita batizada de Novas Idéias leva em conta o perfil
industrial do invento, a exemplo do pufe Uooou, menção honrosa para
a catarinense Renata Martins Moura.
 | | O
modelo 828/2: seus 2,65 metros de comprimento têm espaço garantido nas cidades
|
Outra novidade é que os prêmios
serão entregues tanto ao criador como ao fabricante, contemplando os dois
lados da atividade. Um dos nomes que melhor simbolizam essa preocupação
é o designer carioca Guto Índio da Costa. Ele ficou conhecido com
seu ventilador de apenas duas pás Spirit e comparece agora, em equipe,
com um purificador de ar e uma lavadora de roupa que devem entrar em linha de
produção. "É bom lembrar que um design de automóveis
como o da americana Cadillac, que ganhou recente renovação, não
se tornaria ícone mundial se não tivesse uma grande indústria
por trás", lembra Adélia. Isso não significa que a qualidade
de uma idéia original e autoral tenha de ser medida pela popularização.
A linha Bandeirola rendeu o primeiro lugar na categoria mobiliário ao carioca
Ivan Rezende por ser bonita e versátil. Mas a base sustentada por dois
cubos com recortes de bandeirinhas de São João dificilmente será
encontrada em lojas de varejo. A proposta aqui é valorizar o rigor do desenho
a partir de um material bem brasileiro, a madeira, mesmo que ela encareça
um pouco o custo final.  |  | Prendedores
de varal bonitos e inventivos: sem a mola metálica dos pregadores, que
podem enferrujar a roupa | Linha Bandeirola:
uma base e dois cubos de madeira recortados que viram banco, mesa, revisteiro...
|
 |  | Poltrona
de plástico Barriguda: formas arredondadas para relaxar no jardim | Simples
e bem bolado: o porta-PET carrega até quatro garrafas de refrigerante,
além de sacolas |
18º
Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. Museu da Casa Brasileira. Avenida
Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano,
3032-3727. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis
aos domingos. Até 16 de janeiro de 2005. A partir de quarta (1º).
Vernissage na terça (30), 19h. |
|