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1° de dezembro de 2004
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Para ver e usar

Museu da Casa Brasileira reúne o melhor
da criação em móveis e utensílios

Orlando Margarido

Fotos divulgação
O pufe maleável Uooou, da designer Renata Martins Moura: na sala ou ao ar livre

A colorida cadeira infantil Maneric: leve e lúdica, vem em caixas para pais e filhos montarem juntos



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Vitrine do que se produz de mais inovador no design nacional, o 18º Prêmio Museu da Casa Brasileira confirma, a partir de terça (30), o bom ano vivido por criadores, fabricantes e vendedores de móveis e utensílios domésticos. Em setembro, por exemplo, a cidade ganhou a gigantesca Etna, a maior loja de decoração e utilitários para casa do país. Nesta semana, também, a Rua Haddock Lobo prepara-se para acomodar a Estação SP Design, um espaço com loja e restaurante. O papel do prêmio nesse caso é de meio-de-campo. Além de apontar tendências, os 115 selecionados, dos quais dezenove premiados, levarão 78 invenções ao museu quase em regime de pronta entrega. Embora nada ali esteja à venda, a maior parte dos produtos expostos já tem garantia de fabricação em escala suficiente para ser oferecida ao mercado consumidor.

 
Luminária Luna: o recurso de rotação da lâmpada garantiu o primeiro lugar para o paulistano Fernando Prado

É o caso do pequenino utilitário 828/2, o colorido carro desenhado por Anísio Campos e efetivado pela equipe carioca da Obvio, primeiro lugar na categoria Novas Idéias e Conceitos; ou de um prosaico mas funcional prendedor de roupas, utensílio que foi o preferido do júri e premiou Marcela Albuquerque e Taciana de Abreu e Silva. "O sonho dos profissionais sempre foi ver sua idéia popularizada e admirada pelo maior número de pessoas; a questão é que os empresários acordaram recentemente para esse mercado", aponta Adélia Borges, diretora do museu, instituição responsável pelo prêmio criado em 1986 pelo publicitário Roberto Duailibi. Naquele momento, design era sinônimo de luxo e preços altos. Na atual edição, uma categoria inédita batizada de Novas Idéias leva em conta o perfil industrial do invento, a exemplo do pufe Uooou, menção honrosa para a catarinense Renata Martins Moura.

O modelo 828/2: seus 2,65 metros de comprimento têm espaço garantido nas cidades

Outra novidade é que os prêmios serão entregues tanto ao criador como ao fabricante, contemplando os dois lados da atividade. Um dos nomes que melhor simbolizam essa preocupação é o designer carioca Guto Índio da Costa. Ele ficou conhecido com seu ventilador de apenas duas pás Spirit e comparece agora, em equipe, com um purificador de ar e uma lavadora de roupa que devem entrar em linha de produção. "É bom lembrar que um design de automóveis como o da americana Cadillac, que ganhou recente renovação, não se tornaria ícone mundial se não tivesse uma grande indústria por trás", lembra Adélia. Isso não significa que a qualidade de uma idéia original e autoral tenha de ser medida pela popularização. A linha Bandeirola rendeu o primeiro lugar na categoria mobiliário ao carioca Ivan Rezende por ser bonita e versátil. Mas a base sustentada por dois cubos com recortes de bandeirinhas de São João dificilmente será encontrada em lojas de varejo. A proposta aqui é valorizar o rigor do desenho a partir de um material bem brasileiro, a madeira, mesmo que ela encareça um pouco o custo final.

 

Prendedores de varal bonitos e inventivos: sem a mola metálica dos pregadores, que podem enferrujar a roupa

Linha Bandeirola: uma base e dois cubos de madeira recortados que viram banco, mesa, revisteiro...

 

Poltrona de plástico Barriguda: formas arredondadas para relaxar no jardim

Simples e bem bolado: o porta-PET carrega até quatro garrafas de refrigerante, além de sacolas

 

18º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. Museu da Casa Brasileira. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, 3032-3727. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis aos domingos. Até 16 de janeiro de 2005. A partir de quarta (1º). Vernissage na terça (30), 19h.
     
   
 
 
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