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1° de junho de 2005
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J. R. Duran
Fotógrafo, 52 anos

Nana Caetano

Auto-retrato J. R. Duran
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Galeria de imagens da publicação Freeze
Portfólio de J.R. Duran


Gisele Bündchen, Carolina Dieckmann, Luana Piovani, Ana Hickmann... As lentes do fotógrafo J.R. Duran já flagraram a beleza das atrizes e modelos mais famosas e desejadas do país. Apesar de exercer a profissão dos sonhos de muitos homens, esse catalão que se mudou para cá aos 18 anos não se considera um privilegiado. "Invejado é ator de novela da Globo", diz.

De onde vem o J.R.?
Isso eu não conto. Quando cheguei ao Brasil, acompanhando meus pais, percebi que meu nome era difícil de pronunciar. Comecei a assinar J.R. Duran e assim ficou.

São Paulo ou Barcelona?
São Paulo, Barcelona, Nova York, Lisboa, Paris, Londres, Copenhague... Tenho um pedaço de mim em cada lugar e me sinto em casa em todos eles.

O que São Paulo tem de melhor?
Aqui existe uma energia interessante. Tudo o que eu boto na cabeça consigo fazer. Principalmente desafios profissionais.

E de pior?
É uma cidade muito feia. Não sou como Caetano. Não consigo enxergar a dura poesia concreta de suas esquinas.

Você fotografa mulheres lindas. Fica exigente na vida pessoal?
Uma coisa é a vida profissional e outra é o dia-a-dia. Seria o mesmo que perguntar ao Schumacher se ele pilota a 300 quilômetros por hora em uma estrada normal.

Qual foi a beleza que mais o impressionou?
Não posso dizer. Imagina como ficaria a segunda mulher mais bonita que fotografei ao saber que ela não é a primeira!

Sente-se invejado?
Acho que, se saísse com todas essas mulheres, eu seria. Mas eu só fotografo. Invejado é ator de novela da Globo.

De tanto conviver no ambiente da moda, você ficou ligado em roupas?
Não. Sou um cara bastante básico. Estou sempre de jeans, tênis e camisa. Gosto de conforto e preciso usar roupas que permitam que eu me arraste no estúdio, ajoelhe, vá a reuniões e fale com pessoas absolutamente deslumbrantes. Para isso, o jeans é o que há de melhor.

Considera-se vaidoso?
Não.

Tem algum hobby?
Meu hobby é a fotografia. Quem faz o que gosta conta com o privilégio de ter uma carga horária mais leve. Gosto também de desafios: fiz rali duas vezes, aprendi a pilotar helicóptero... Ainda quero dar a volta ao mundo. Outra atividade é escrever. Depois de Lisboa, está vindo outro romance, que se chamará Santos.

Quem você gostaria de fotografar e ainda não fotografou?
Não sei se isso quebra muito a fantasia das pessoas, mas eu não fotografo só mulheres lindas. Sou um fotógrafo de gente. Pode ser mulher, homem, feio, bonito... A cara das pessoas me fascina.

Alguma personalidade?
Gostaria de fazer um livro com retratos de políticos. Acho que o Brasil passa por um período interessante, de amadurecimento. Já tivemos governos de direita, de centro-esquerda e agora temos o Lula, que é um novo espectro político no país. Acho que é um momento-chave.

O que falta fazer na vida?
Dirigir filmes e escrever muitos livros. E falta eles venderem tanto quanto os do Paulo Coelho.

     
   
 
 
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