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MEU ESTILO J. R.
Duran Fotógrafo, 52 anos Nana
Caetano
Auto-retrato J. R. Duran  | |
Gisele Bündchen, Carolina Dieckmann,
Luana Piovani, Ana Hickmann... As lentes do fotógrafo J.R. Duran já
flagraram a beleza das atrizes e modelos mais famosas e desejadas do país.
Apesar de exercer a profissão dos sonhos de muitos homens, esse catalão
que se mudou para cá aos 18 anos não se considera um privilegiado.
"Invejado é ator de novela da Globo", diz.
De
onde vem o J.R.? Isso eu não conto. Quando cheguei ao Brasil, acompanhando
meus pais, percebi que meu nome era difícil de pronunciar. Comecei a assinar
J.R. Duran e assim ficou. São Paulo
ou Barcelona? São Paulo, Barcelona, Nova York, Lisboa, Paris, Londres,
Copenhague... Tenho um pedaço de mim em cada lugar e me sinto em casa em
todos eles. O que São Paulo tem de melhor?
Aqui existe uma energia interessante. Tudo o que eu boto na cabeça consigo
fazer. Principalmente desafios profissionais. E
de pior? É uma cidade muito feia. Não sou como Caetano.
Não consigo enxergar a dura poesia concreta de suas esquinas.
Você fotografa mulheres lindas. Fica exigente na
vida pessoal? Uma coisa é a vida profissional e outra é
o dia-a-dia. Seria o mesmo que perguntar ao Schumacher se ele pilota a 300 quilômetros
por hora em uma estrada normal. Qual foi a
beleza que mais o impressionou? Não posso dizer. Imagina como ficaria
a segunda mulher mais bonita que fotografei ao saber que ela não é
a primeira! Sente-se invejado? Acho
que, se saísse com todas essas mulheres, eu seria. Mas eu só fotografo.
Invejado é ator de novela da Globo. De
tanto conviver no ambiente da moda, você ficou ligado em roupas?
Não. Sou um cara bastante básico. Estou sempre de jeans, tênis
e camisa. Gosto de conforto e preciso usar roupas que permitam que eu me arraste
no estúdio, ajoelhe, vá a reuniões e fale com pessoas absolutamente
deslumbrantes. Para isso, o jeans é o que há de melhor.
Considera-se vaidoso? Não.
Tem algum hobby? Meu hobby é a fotografia.
Quem faz o que gosta conta com o privilégio de ter uma carga horária
mais leve. Gosto também de desafios: fiz rali duas vezes, aprendi a pilotar
helicóptero... Ainda quero dar a volta ao mundo. Outra atividade é
escrever. Depois de Lisboa, está vindo outro romance, que se chamará
Santos. Quem você gostaria de
fotografar e ainda não fotografou? Não sei se isso quebra
muito a fantasia das pessoas, mas eu não fotografo só mulheres lindas.
Sou um fotógrafo de gente. Pode ser mulher, homem, feio, bonito... A cara
das pessoas me fascina. Alguma personalidade?
Gostaria de fazer um livro com retratos de políticos. Acho que o Brasil
passa por um período interessante, de amadurecimento. Já tivemos
governos de direita, de centro-esquerda e agora temos o Lula, que é um
novo espectro político no país. Acho que é um momento-chave.
O que falta fazer na vida? Dirigir
filmes e escrever muitos livros. E falta eles venderem tanto quanto os do Paulo
Coelho. |