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Emoção nas nuvens

Clima e ventos suaves fazem
desta época
do ano a mais
indicada para passear de balão

 
Fotos Leo Feltran
ran

Preparativos do vôo, em Piracicaba: ajuda para eliminar a tensão


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Domingo, 6h15. Enquanto o sol nasce e manda embora um pouco do friozinho da manhã, o envelope de náilon azul com detalhes em vermelho e amarelo vai sendo desenrolado sobre o campo. Minutos depois, um ventilador começa a inflá-lo. O cesto revestido de vime e alumínio recebe quatro cilindros de gás propano e o maçarico que, em instantes, terminará de encher de ar quente o imenso balão. Para quem madrugou às 4h30 e botou o carro na estrada antes de o dia clarear para experimentar as sensações de um vôo turístico, acompanhar os preparativos é uma forma de acabar com qualquer tensão pré-decolagem.

Cenas como essa se repetem, todos os fins de semana, nos arredores de Piracicaba, Sorocaba e Sumaré, localizadas a pouco mais de uma hora da capital. Nessas cidades, algumas empresas oferecem passeios de balão com uma hora de duração. Apesar do preço – de 210 a 220 reais por pessoa –, a atual época do ano é a mais propícia para a realização dos vôos. Entre abril e agosto, o clima estável e as temperaturas menores deixam os ventos mais suaves. "Quanto mais cedo for a decolagem, mais tranqüilo será o passeio", explica Feodor Nenov, proprietário da Air Brasil, de Piracicaba, que em julho irá instalar-se também em Campos do Jordão.

Nenov, Mônica e Rocio: piquenique

Pontualmente às 7 horas, o balão deixa o gramado do campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) levando seis passageiros. À medida que ganha altura e distância, o piloto se comunica com a equipe de resgate, cuja missão é encontrá-los no local de pouso. Ele define a trajetória apenas minutos antes da decolagem, de acordo com a direção dos ventos. Em geral, ou segue para os lados da serrinha próxima a Águas de São Pedro ou ruma pelo curso do Rio Piracicaba, sobrevoando pastagens e roças de cana-de-açúcar a 400 metros de altura. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de um programa para adeptos de esportes radicais. Crianças a partir de 8 anos e gente da terceira idade embarcam na aventura numa boa. "É uma maravilha!", descreve a publicitária Mônica Guiselini, que mora em São Paulo e fez o passeio pela primeira vez no início do mês. "Normalmente tenho muita vertigem, mas aqui em cima não sinto nada", completa a amiga espanhola Rocio Almodóvar.

O silêncio só é quebrado quando se aciona o maçarico, responsável por fazer o balão subir ou descer. Assim que avista uma área qualquer segura para o pouso – pode ser um parque ou um sítio repleto de vacas hipnotizadas pela estranha aeronave –, o piloto prepara o retorno à terra firme. Após a aterrissagem suave e a providencial ajuda dos passageiros para enrolar os 170 quilos de náilon, todos se reúnem num piquenique ali mesmo, com direito a brinde com espumante nacional (incluído no preço do passeio). E eles juram que vão repetir a dose.

 

PIRACICABA

Air Brasil, (19) 3413-1925 e 9706-6603. Sábado e domingo, 7h. R$ 210,00 por pessoa. www.balonismobrasil.com.br.

SOROCABA

Rubic Balões, (11) 5031-0807. Sábado e domingo, 6h30. R$ 220,00 por pessoa. www.rubic.com.br.

SUMARÉ

Balão no Ar, (11) 5611-0393 e 5613-6874. Sábado e domingo, 7h. R$ 220,00 por pessoa. www.balaonoar.com.br.

Consiglio, (11) 5044-5570. Sábado e domingo, 7h. R$ 220,00 por pessoa.

         
     
 
 
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