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BOA
FORMA
Mania
zen
Adaptada
ao público jovem, a
ioga
foi parar em academias, escritórios
e centros estéticos
Valéria
França
Heudes Regis
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apresentadora de TV Daniela Barbieri e seu instrutor, Carvalho,
em baddha padmásana: "A concentração
é indispensável" |
A ioga
é uma coisa antiqüíssima. Sua filosofia foi criada
há 5.500 anos, na Índia.
Entre nós, ficou conhecida três décadas atrás
como uma atividade de senhoras que meditavam durante horas na mesma
posição, a de lótus. Hoje a história
é outra. Nunca a ioga teve tantos praticantes jovens. São
paulistanos, entre 20 e 40 anos, que contorcem e esticam o corpo
sarado em movimentos, digamos, desafiadores. Ora eles estão
equilibrados horizontalmente sobre a cabeça, ora verticalmente
nos cotovelos. Outra mudança que salta aos olhos é
a quantidade de lugares que passaram a oferecer a disciplina. Além
das escolas especializadas, ela começou a fazer parte do
cardápio da maioria das academias. Também está
em empresas, igrejas, centros de medicina preventiva e clínicas
de estética. Ainda não se sabe ao certo o número
de praticantes. A Federação de Yôga do Estado
de São Paulo arrisca uma estatística exagerada. Segundo
ela, cerca de 1 milhão de pessoas no Estado teriam incluído
alguma forma da prática em seus exercícios físicos.
(A diferença de grafia se dá porque ioga é
simplesmente a forma aportuguesada de yôga, a pronúncia
do termo original, em sânscrito.) "É uma das aulas
mais concorridas da academia", diz José Otávio Berça
Marfará, proprietário da Reebok Sports Club (140 praticantes)
e fundador da Runner (3.000). Em fevereiro,
o Projeto Acqua aderiu à onda. "Foi uma exigência dos
alunos", afirma a coordenadora Eledir Busanello.
Renato Chaui
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atleta Adriana se estica para o rája bhujángásana:
"Parece fácil, mas exige muito alongamento"
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Há muitas linhas na ioga. As mais modernas surgiram de sua
adaptação ao mundo da malhação. É
o caso da power ioga, que nasceu nos Estados Unidos e virou moda
entre celebridades. O roqueiro Sting, a atriz Gwyneth Paltrow e
a pop star Madonna são praticantes. O método se resume
à prática dos ássanas (nome em sânscrito
das posições físicas), que são feitos
em uma velocidade acelerada. Eles exigem força, dedicação
(os movimentos mais difíceis só são reproduzidos
depois de meses de treinamento), alongamento e elasticidade. Encadeados,
os exercícios formam uma espécie de coreografia. Quando
executados por um iogue experimentado, parecem um balé. As
linhas que caíram na preferência dos jovens, mesmo
quando oferecem outras atividades na aula básica, como exercícios
respiratórios, mantras e meditação, dão
ênfase aos ássanas. A beleza da técnica atrai
os novatos. Foi assim que a atleta Adriana Telg, adepta da musculação,
passou a engrossar o número de alunos zen na Reebok. "Estava
curiosa, mas acabei ficando, porque os exercícios estão
desenvolvendo meu alongamento", diz Adriana, que há três
meses faz ioga duas vezes por semana.
Heudes Regis
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personal Euksuzian executa o rája utthita mayurásana:
"O segredo é o equilíbrio" |
São
muitos os benefícios. "Os exercícios queimam calorias,
modelam o corpo e ajudam no equilíbrio emocional", enumera
a apresentadora de TV Daniela Barbieri, que pratica hatha ioga há
sete anos. "Outro efeito é estimular nossos pontos de energia,
os chacras", completa seu instrutor, Sérgio Carvalho, do
Kyron, um centro de medicina estética e preventiva. Apesar
de os exercícios serem a base da prática, a parte
filosófica não fica de fora. Os instrutores sutilmente
incentivam os alunos a adotar hábitos como não ingerir
bebida alcoólica, não fumar nem comer carne. Nada
é obrigatório. "A mudança do estilo de vida
acontece naturalmente, quando as pessoas vão mais fundo no
assunto", diz o personal Fábio Euksuzian, de 27 anos. Assim
como os alunos, os professores, na maioria, são jovens. Antes
eram senhores barbudos qua usavam uma espécie de longa bata
branca. Por isso, é importante ter alguns cuidados na hora
de escolher o instrutor. "Peça seu currículo e procure
saber, por exemplo, quem é seu mestre e guru", sugere Regina
Shakti, presidente do Instituto de Yoga de São Paulo, que
há trinta anos forma discípulos.
Serviço:
Federação
de Yôga do Estado de São Paulo,
5042-0259;
Reebok Sports Club,
3759-7878;
Kyron,
3095-3000;
Projeto Acqua,
3849-0522;
Fábio Euksuzian,
9945-1427;
Instituto de Yoga de São Paulo,
(12) 263-3168. |
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