Referência
em móveis dos anos 40 aos 70 Dilmar
Cavalher /Strana
 | Graphos
Brasil: "modernariato" |
O
bolor e o cheiro de naftalina passam longe. Conhecido como reduto de antiquários,
o Shopping Cidade Copacabana, na Rua Siqueira Campos, vem aos poucos virando referência
também em outra categoria: mobiliário moderno brasileiro dos anos
40 aos 70 e clássicos do design. O shopping já acolhe sete lojas
especializadas em móveis, objetos decorativos e luminárias desse
estilo. A maioria delas prima pela organização e vende peças
já restauradas ou em ótimo estado. "É um lugar em que vale
a pena dar uma olhada. Tem sempre peças bacanas", opina o arquiteto Luiz
Fernando Grabowsky. Entre os grandes achados do lugar está a loja Graphos
Brasil. Em um showroom bem decorado de 90 metros quadrados, o cliente não
raro depara com preciosidades de Joaquim Tenreiro, Sérgio Rodrigues e Zanine
Caldas. "A gente trabalha com o que se chama de modernariato. Móveis e
objetos modernos do século XX", explica o dono, Ricardo Souza. Ele ainda
mantém no shopping a loja Graphos Tradição, só com
peças dos anos 20 e 30. Dilmar
Cavalher /Strana
 | Cadeiras:
na Arquivo Moderno |
Embora
muitos desses pontos não tenham aspecto atulhado, é preciso garimpar.
"Se o cliente não acha o que quer na hora, vale conversar com o dono. Ele
pode conseguir a peça ou mesmo tê-la guardada em outro lugar", sugere
Grabowsky. A primeira loja no shopping a trabalhar com móveis de design
da segunda metade do século XX foi a Hully Gully, das irmãs Nádia
e Norma Bastos, aberta há treze anos. "Quando começamos, as pessoas
não davam valor a esse tipo de mobiliário, achavam cafona. Existe
agora um outro olhar", diz Nádia. A Hully Gully, embora acanhada, dispõe
de ótimo depósito com móveis de nomes consagrados e produtos
vendidos pela loja Oca e pelas fábricas Tepperman e Cimo. Ainda tem uma
linha de objetos kitsch, como pingüins de geladeira e geleiras no formato
de maçã. "O shopping era um centro de antiquários. Agora
se pode dizer que também é de design", define Richard Valansi, sócio
da Arquivo Moderno, aberta há três meses, que chama atenção
pelas cadeiras penduradas no teto.
SHOPPING
CIDADE COPACABANA, Rua Siqueira Campos, 143, Copacabana,
2235-6835.
ARQUIVO
MODERNO, sobreloja 84,
2549-6476. 11h/19h (seg. a sex.) e 10h/14h (sáb.). O forte são
móveis de design dos anos 50 e 60, em especial cadeiras. Vende ainda objetos.
GRAPHOS
BRASIL, sobrelojas 1 e 2,
2256-3268. 10h/19h (seg. a sex.) e 10h/14h (sáb.). Cc.: A, D e M. Tem
belo showroom com mobiliário dos anos 40 aos 70. Um sofá de três
lugares de Sérgio Rodrigues sai a R$ 6 500,00.
GRAPHOS
TRADIÇÃO, sobreloja 123,
2255-8283. 10h/19h (seg. a sex.) e 10h/14h (sáb.). Cc.: A, D e M. Voltada
para peças dos anos 20 e 30. Vende bufês, mesas de bar e laterais,
entre outros.
HULLY
GULLY, sobreloja 102,
2236-6564 e 8112-2755. 11h/18h30 (seg. a sex.) e 11h/16h (sáb.). Recomenda-se
ligar antes. Oferece mobiliário brasileiro e clássicos do design,
além de um bom acervo de peças kitsch.
LUXX
DESIGN, sobreloja 116,
2256-3557. 10h/19h (seg. a sex.) e 10h/14h (sáb.). Luminárias
nacionais e importadas dos anos 20 aos 70. Uma peça alemã dos anos
30, de metal cromado, sai a R$ 1 200,00.
RETRÔ,
sobreloja 159,
2257-1310. 11h/19h (seg. a sex.) e 10h/16h (sáb.). Trabalha principalmente
com móveis, objetos e luminárias das décadas de 40 a 70.
Uma estante de jacarandá dos anos 50 custa R$ 1 900,00.
X-93,
sobreloja 118,
2255-1855. 10h/19h (seg. a sex.) e 10h/14h (sáb.). O dono, o arquiteto
e artista plástico Mauro Bellagamba, seleciona peças dos anos 50,
60 e 70. Uma poltrona da década de 50 sai por volta de R$ 1 600,00.
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