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31 de maio de 2006

REPORTAGEM DE CAPA
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OPINIÃO DO LEITOR
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AS BOAS COMPRAS
CRÔNICA
  

OPINIÃO DO LEITOR


Astronautas do mar

Estou aposentada e todos os dias faço caminhadas na Praia do Pecado, em Macaé, no Rio de Janeiro, onde moro. Uma de minhas satisfações é ver os corajosos surfistas fazer manobras sobre as ondas em suas pranchas. Quando li a reportagem "Astronautas do mar" (Veja Rio, 24/5/2006) e soube que os senhores Renato Bellizzi e Robson Gitti, corajosos mergulhadores, também são surfistas, não pude deixar de lhes transmitir minha admiração e respeito pelo trabalho tão difícil e importante que realizam em nossos mares.

Aurora Pacheco

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Coronel na Copa

Como parente e amiga de policiais militares (graduados e não oficiais) não posso deixar de expressar minha indignação a respeito da ida do PM Aristeu Leonardo Tavares para a Alemanha (Veja Rio, 17/5/2006). Enquanto soldados, cabos e sargentos não conseguem sequer uma licença para fazer uma prova de faculdade, esse senhor vai se ausentar do QG, onde exerce a função de relações-públicas da PM, para ser árbitro na Alemanha. Sua função (dar satisfação à sociedade sobre os acontecimentos em nosso estado) é tão importante quanto a permanência de nossos policiais nas ruas do Rio de Janeiro. Policiais que querem melhorar sua condição de vida com outra opção mais honesta e menos arriscada do que o bico, concluindo uma faculdade, também poderiam obter essa concessão. Igualdade para todos!!!

Isabel do Nascimento

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Mocinhas & Vilãs

Manoel Carlos, tenho 26 anos e sou professor de filosofia. Poucas vezes assisti a algum capítulo de telenovela. Acompanho, vez por outra, um programa ou capítulo de novela para poder "assuntar" em sala de aula. Na maior parte das vezes em que transponho um assunto da telenovela para discussão em sala de aula, faço-o como crítica a algum padrão estabelecido que gera preconceitos. Em outras vezes, como maneira de refletir sobre o tema apresentado e abordá-lo sem polarizações. Em sua crônica ("Mocinhas & Vilãs", Veja Rio, 17/5/2006), você pergunta se o mal venceu o bem. Esse ponto de vista supõe que Bem e Mal são dois princípios distintos e em conflito eterno. Se aceitarmos esse pressuposto maniqueísta, concordaremos com a idéia de que é da própria natureza de um homem ou mulher nascer mau. Todos desejamos que os vilões sejam mortos ou punidos, mas, se alguém nasce intrinsecamente mau, como podemos julgá-lo por suas atitudes, dado que a pessoa não tem controle sobre seu próprio espírito? Vivemos em uma sociedade cuja crise de valores toma proporções imensuráveis e a violência, a perfídia, a ladroagem, a corrupção ganham destaque na ordem do dia. Tudo o que precisamos em uma sociedade em crise é de um estímulo, mas é a vilã quem ganha na própria sociedade um papel de destaque, porque é ela que movimenta a trama.

Rafael de Oliveira Vaz

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Tangos & Milongas

Adorei a crônica de Manoel Carlos "Tangos & Milongas" (Veja Rio, 3/5/2006). Não sou do tempo de Gardel, nasci em 1952, mas adoro tangos e boleros.

Gilberto Itajahy

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Tangos & Milongas 2

Caro Manoel Carlos, nasci em Belgrano em 1942 e hoje vivo em Ipanema. Li sua crônica "Tangos & Milongas" com um nó no estômago e uma lágrima caindo. Conheço muitos de seus conterrâneos que gostam de tango. Alguns por esnobismo. Outros, que são poucos, porque o sentem. Como você, que sente o tango com paixão, com lágrimas. Recortei a crônica e a guardei. Escrevo para agradecer do fundo do meu coração portenho por suas palavras, que transmitem calor e amor por algo que vem de meu país. Ler sua crônica me fez sentir os odores dos bairros, os sons das ruas, o passar dos trens. E enquanto escrevo ouço um tango.

Antonio Pilara

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