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OPINIÃO DO LEITOR Astronautas
do mar
Estou
aposentada e todos os dias faço caminhadas na Praia do Pecado, em Macaé,
no Rio de Janeiro, onde moro. Uma de minhas satisfações é
ver os corajosos surfistas fazer manobras sobre as ondas em suas pranchas. Quando
li a reportagem "Astronautas do mar" (Veja Rio, 24/5/2006) e soube
que os senhores Renato Bellizzi e Robson Gitti, corajosos mergulhadores, também
são surfistas, não pude deixar de lhes transmitir minha admiração
e respeito pelo trabalho tão difícil e importante que realizam em
nossos mares.
Aurora
Pacheco
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Coronel
na Copa Como
parente e amiga de policiais militares (graduados e não oficiais) não
posso deixar de expressar minha indignação a respeito da ida do
PM Aristeu Leonardo Tavares para a Alemanha (Veja Rio, 17/5/2006).
Enquanto soldados, cabos e sargentos não conseguem sequer uma licença
para fazer uma prova de faculdade, esse senhor vai se ausentar do QG, onde exerce
a função de relações-públicas da PM, para ser
árbitro na Alemanha. Sua função (dar satisfação
à sociedade sobre os acontecimentos em nosso estado) é tão
importante quanto a permanência de nossos policiais nas ruas do Rio de Janeiro.
Policiais que querem melhorar sua condição de vida com outra opção
mais honesta e menos arriscada do que o bico, concluindo uma faculdade, também
poderiam obter essa concessão. Igualdade para todos!!!
Isabel
do Nascimento
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Mocinhas
& Vilãs Manoel
Carlos, tenho 26 anos e sou professor de filosofia. Poucas vezes assisti a algum
capítulo de telenovela. Acompanho, vez por outra, um programa ou capítulo
de novela para poder "assuntar" em sala de aula. Na maior parte das vezes em que
transponho um assunto da telenovela para discussão em sala de aula, faço-o
como crítica a algum padrão estabelecido que gera preconceitos.
Em outras vezes, como maneira de refletir sobre o tema apresentado e abordá-lo
sem polarizações. Em sua crônica ("Mocinhas & Vilãs",
Veja Rio, 17/5/2006), você pergunta se o mal venceu o bem.
Esse ponto de vista supõe que Bem e Mal são dois princípios
distintos e em conflito eterno. Se aceitarmos esse pressuposto maniqueísta,
concordaremos com a idéia de que é da própria natureza de
um homem ou mulher nascer mau. Todos desejamos que os vilões sejam mortos
ou punidos, mas, se alguém nasce intrinsecamente mau, como podemos julgá-lo
por suas atitudes, dado que a pessoa não tem controle sobre seu próprio
espírito? Vivemos em uma sociedade cuja crise de valores toma proporções
imensuráveis e a violência, a perfídia, a ladroagem, a corrupção
ganham destaque na ordem do dia. Tudo o que precisamos em uma sociedade em crise
é de um estímulo, mas é a vilã quem ganha na própria
sociedade um papel de destaque, porque é ela que movimenta a trama.
Rafael
de Oliveira Vaz
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Tangos
& Milongas Adorei
a crônica de Manoel Carlos "Tangos & Milongas" (Veja Rio,
3/5/2006). Não sou do tempo de Gardel, nasci em 1952, mas adoro tangos
e boleros. Gilberto
Itajahy
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Tangos
& Milongas 2 Caro
Manoel Carlos, nasci em Belgrano em 1942 e hoje vivo em Ipanema. Li sua crônica
"Tangos & Milongas" com um nó no estômago e uma lágrima
caindo. Conheço muitos de seus conterrâneos que gostam de tango.
Alguns por esnobismo. Outros, que são poucos, porque o sentem. Como você,
que sente o tango com paixão, com lágrimas. Recortei a crônica
e a guardei. Escrevo para agradecer do fundo do meu coração portenho
por suas palavras, que transmitem calor e amor por algo que vem de meu país.
Ler sua crônica me fez sentir os odores dos bairros, os sons das ruas, o
passar dos trens. E enquanto escrevo ouço um tango.
Antonio
Pilara
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