| |
| |  | |
TECNOLOGIA
Museu com ar de futuro
A história das telecomunicações ganha novo espaço
na cidade Isabel Butcher Fotos
André Valentim/Strana
 |  | | Mesa
telefônica de 1900 e ambiente futurista: lado a lado no museu |
A
fachada de 1918 contrasta com a arquitetura interna, para lá de contemporânea,
do Oi Futuro o novo nome do Centro Cultural Telemar e antigo Museu do Telefone,
no Flamengo. Desde a reabertura, em maio de 2005, o lugar virou ponto de referência
do que há de mais moderno em termos de produção cultural.
São peças de teatro para adultos e crianças, exposições,
palestras e música. Mas muitos sentiam falta do Museu do Telefone, fechado
em 2000 para ser reformulado. A partir de 29 de janeiro, o acervo que conta a
história das telecomunicações no Brasil estará de
volta, com a abertura do Museu das Telecomunicações. São
apenas 210 metros quadrados, no 3º andar do prédio, mas o espaço
pequeno não significa que o passeio seja rápido. Usando aparelhinhos
semelhantes a iPods, o visitante faz o percurso ouvindo informações
sobre o acervo. "O passeio pode levar de vinte minutos a cinco horas e meia",
conta Maria Arlete Gonçalves, curadora e gerente do Oi Futuro.
O museu foi montado com base nos conceitos de hipertexto, ou seja, em camadas
de informações. O visitante liga uma tela e, a partir daí,
poderá acionar outras telas para aprofundar-se no tema. Ao entrar, à
direita, um semicírculo fixado no chão exibe imagens do vídeo
A Rede, de Marcello Dantas, Gringo Cardia e Carlos Nader, já mostrado
na Oca, em São Paulo, o que dá um tom futurista ao lugar. Um pouco
mais adiante estão aparelhos telefônicos dispostos em ordem cronológica,
de um raro modelo de 1886 até os atuais. Uma mesa telefônica de 1900
também está exposta. "Mantivemos as jóias do acervo", diz
Arlete. Em outra sala, um aparelho de TV informa sobre fatos relevantes que aconteceram
em determinado período histórico, desde a pré-história.
Outro destaque são os registros de vozes de grandes personalidades, como
Freud e Thomas Edson. Para pôr em prática as idéias que Arlete
tinha para o museu, foi chamado Marcello Dantas, expert na convergência
de arte e tecnologia criou, há pouco, a concepção
tecnológica do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
A luz é de Peter Gasper e a programação visual de Gringo
Cardia. Para os conteúdos, houve a ajuda de instituições
de peso como a BBC de Londres, o History Channel, o Museu Graham Bell, no Canadá,
e a biblioteca do Congresso americano, entre outros. "Quisemos criar um espaço
de reflexão, onde o visitante vai aprender coisas novas cada vez que voltar",
diz Gringo. |