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30 de dezembro de 2006

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Museu com ar de futuro

A história das telecomunicações
ganha novo espaço na cidade

Isabel Butcher

 
Fotos André Valentim/Strana
Mesa telefônica de 1900 e ambiente futurista: lado a lado no museu

A fachada de 1918 contrasta com a arquitetura interna, para lá de contemporânea, do Oi Futuro – o novo nome do Centro Cultural Telemar e antigo Museu do Telefone, no Flamengo. Desde a reabertura, em maio de 2005, o lugar virou ponto de referência do que há de mais moderno em termos de produção cultural. São peças de teatro para adultos e crianças, exposições, palestras e música. Mas muitos sentiam falta do Museu do Telefone, fechado em 2000 para ser reformulado. A partir de 29 de janeiro, o acervo que conta a história das telecomunicações no Brasil estará de volta, com a abertura do Museu das Telecomunicações. São apenas 210 metros quadrados, no 3º andar do prédio, mas o espaço pequeno não significa que o passeio seja rápido. Usando aparelhinhos semelhantes a iPods, o visitante faz o percurso ouvindo informações sobre o acervo. "O passeio pode levar de vinte minutos a cinco horas e meia", conta Maria Arlete Gonçalves, curadora e gerente do Oi Futuro.

O museu foi montado com base nos conceitos de hipertexto, ou seja, em camadas de informações. O visitante liga uma tela e, a partir daí, poderá acionar outras telas para aprofundar-se no tema. Ao entrar, à direita, um semicírculo fixado no chão exibe imagens do vídeo A Rede, de Marcello Dantas, Gringo Cardia e Carlos Nader, já mostrado na Oca, em São Paulo, o que dá um tom futurista ao lugar. Um pouco mais adiante estão aparelhos telefônicos dispostos em ordem cronológica, de um raro modelo de 1886 até os atuais. Uma mesa telefônica de 1900 também está exposta. "Mantivemos as jóias do acervo", diz Arlete. Em outra sala, um aparelho de TV informa sobre fatos relevantes que aconteceram em determinado período histórico, desde a pré-história. Outro destaque são os registros de vozes de grandes personalidades, como Freud e Thomas Edson. Para pôr em prática as idéias que Arlete tinha para o museu, foi chamado Marcello Dantas, expert na convergência de arte e tecnologia – criou, há pouco, a concepção tecnológica do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A luz é de Peter Gasper e a programação visual de Gringo Cardia. Para os conteúdos, houve a ajuda de instituições de peso como a BBC de Londres, o History Channel, o Museu Graham Bell, no Canadá, e a biblioteca do Congresso americano, entre outros. "Quisemos criar um espaço de reflexão, onde o visitante vai aprender coisas novas cada vez que voltar", diz Gringo.

     
   

 

 
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