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30 de dezembro de 2006

REPORTAGEM DE CAPA

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GASTRONOMIA
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AS BOAS COMPRAS
VEJA RIO 15 ANOS
BEIRA-MAR
CRÔNICA
OPINIÃO DO LEITOR
  

OPINIÃO DO LEITOR


Tutty Vasques 1

Tenho 73 anos e desde criança me lembro de meu pai ter decifrado a razão da expressão "cuspido e escarrado" (Veja Rio, 8/11/2006): a origem seria "esculpido e encarnado" (no sentido de transformado em carne), o que aceitei como certo, por sua coerência, até hoje.
Affonso Carmo
Por e-mail

 

Tutty Vasques 2

Há tempos Tutty Vasques escreveu uma crônica sobre a Tijuca, com a qual me identifiquei muito. Morei no bairro até um ano e meio atrás, quando me mudei para o Arpoador. Passei cerca de um ano resmungando que sentia falta das Sendas, do Extra, da padaria da Rua Maria Amália, onde eu morava, do que ainda resta do jeito interiorano do lugar. Meu marido, para implicar comigo, me oferece sair daqui para morar numa "coberturinha no Grajaú". Esse pessoal "criado em beira de praia", como diz minha mãe, também tijucana, não entende nada de tradição! Até hoje, quando tenho uma folguinha (o que anda raro porque tenho um bebê de 10 meses), dou um pulo na Tijuca, onde visito minha mãe e faço diversas coisas pelo bairro. Fiquei mais contente ainda de saber que, além de tijucano que reconhece as virtudes e os defeitos do bairro, você também é um admirador do doutor José Balli ("Meu anjo da guarda", Veja Rio, 20/12/2006). O doutor Balli é médico da minha mãe há muitos anos e é titular da nossa mais profunda admiração. Já telefonei para ele em sábados, domingos, feriados, de madrugada... Uma vez ela teve um ataque cardíaco bem na hora do jogo do Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 98. Fiquei constrangida, mas ele, além de me atender com o carinho de sempre, ainda chegou ao hospital mais rápido que a ambulância! Algumas vezes, em virtude da idade dela e de seu estado de saúde já bastante grave, o doutor Balli foi forçado a me dizer claramente que não tinha mais nada a fazer por ela. Só que ele sempre faz e dá certo, porque o sujeito é um craque, é o tal. Parabéns a Tutty Vasques por sua iniciativa de homenagear esse médico ilustre, ser humano fantástico, que honra seus títulos combinando capacidade técnica, inteligência e grandes qualidades morais. Bem que podiam surgir uns doutores Balli na classe política.
Maria José Villa Verde Rutman
Por e-mail

 

Tutty Vasques 3

Tenho a felicidade de ser leitor assíduo de Tutty Vasques desde sua "fundação" e nutro grande admiração por sua inteligência e oportunos textos que tantos exemplos nos deixam. Assim, não poderia deixar de me manifestar no momento em que descubro ser seu parceiro sob o generoso "guarda-chuva" do tão querido doutor José Balli! Perto dele, de sua competência e atenção, saí das trevas do medo e passei a crer que a medicina séria e correta nos traz o conforto e a compreensão das passagens que temos nesta existência.
Antonio Carlos Leite
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A pena da discórdia

É profundamente lamentável que a família imperial brasileira mais uma vez apareça citada na mídia por disputa patrimonial entre os herdeiros de dom Pedro II, conforme matéria de Cristina Grillo ("A pena da discórdia", Veja Rio, 20/12/2006). A pena de ouro usada pela princesa Isabel na assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888 já deveria encontrar-se no Museu de Petrópolis há muito tempo, pelo significado que ela tem para a história do nosso país. Os próprios integrantes da família imperial, conscientes de que não há mais nenhuma possibilidade de revitalização da monarquia no Brasil, deveriam fazer a doação ou promover a venda para os museus que preservam acervos relacionados com o Império de todos os móveis, documentos e objetos mais significativos que ainda estão sob a guarda de tantas pessoas diferentes.
Sinvaldo do Nascimento Souza
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