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30 de dezembro de 2006

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Até o fim de janeiro é época de abacaxi

Fernanda Thedim

 
Dilmar Cavalher/Strana
Cleiton e seu caminhão: 5 000 unidades vendidas em quatro dias

Ele está pelos quatro cantos da cidade. É o carro-chefe das casas de suco. Aparece em saladas, sanduíches, em elaboradas receitas com peixes e frutos do mar e faz bonito nas sobremesas. O abacaxi é a fruta do verão. Até o fim de janeiro, ele está na sua melhor forma. Nessa época, podem-se encontrar vistosos exemplares nas mãos de vendedores ambulantes nos sinais de trânsito ou em caminhões itinerantes como o do capixaba Cleiton Ferreira, que toda semana vem ao Rio vender a produção da sua fazenda em Marataízes. "São 5.000 unidades vendidas em quatro dias pelos bairros da Zona Sul", conta, oferecendo um pedaço da fruta, docinha, carnuda e com aroma que dá para sentir de longe. "Faz até engarrafamento", brinca. As duas variedades à venda mais encontradas são a smooth cayenne, conhecida como Havaí, e a pérola. A primeira pesa entre 1,3 e 2,5 quilos. Tem forma cilíndrica, polpa branca e é bem ácida. Já a pérola é menor, tem formato cônico, polpa amarelo-claro, é doce e pouco ácida. Para saber se a fruta está madura, Cleiton ensina: "É preciso dar um peteleco. Se o som for oco, ela ainda não está no ponto. Se for maciço, já pode abrir".

 
Fabio Castelo e Divulgação
Com costelinha de porco: no Banana Jack

Segundo os estudiosos, a palavra abacaxi tem origem tupi e vem de ibacati, uma junção de ibá (fruto) e cati (cheirar fortemente). Seu nome científico é Ananas comosus e é uma frutescência, ou seja, cada gominho é um fruto independente que se juntou com os demais durante o processo de crescimento em torno do miolo. O Brasil aparece em terceiro lugar no ranking de produção da Food and Agriculture Organization (FAO), atrás da Tailândia e das Filipinas. A abundante oferta se reflete nos cardápios cariocas. A fruta aparece tanto em combinações tradicionais, como o suco de abacaxi e hortelã ou o sanduíche de pernil do Cervantes, quanto em novidades como a salada do Quadrucci ( 2512-4551). Nela, o abacaxi é cortado na máquina de fatiar, bem fininho, como se fosse um carpaccio, e depois grelhado e servido com mix de folhas, rosbife e mussarela (25 reais). No Miam Miam ( 2244-0125), é um dos ingredientes do tartar de peixe-branco e camarão servido em minibeijus de tapioca (18,70 reais), e no Banana Jack ( 2249-3544) compõe o sanduíche de costelinha suína caramelizada na ciabatta (19,20 reais). Com a fruta é feito o chutney que acompanha o enrolado de salmão com pasta de salmão (8,90 reais, duas unidades) do Manekineko # ( 2540-7461).

Uma porção de uma xícara de abacaxi tem o equivalente a 40% das necessidades diárias de vitamina C de um adulto. Além de ser refrescante e hidratar o organismo, a fruta auxilia na digestão, graças à bromelina, substância que quebra a estrutura protéica da carne.

     
   

 

 
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