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GASTRONOMIA
Mil e uma utilidades
Até o fim de janeiro é época de abacaxi
Fernanda Thedim Dilmar
Cavalher/Strana  | | Cleiton
e seu caminhão: 5 000 unidades vendidas em quatro dias |
Ele
está pelos quatro cantos da cidade. É o carro-chefe das casas de
suco. Aparece em saladas, sanduíches, em elaboradas receitas com peixes
e frutos do mar e faz bonito nas sobremesas. O abacaxi é a fruta do verão.
Até o fim de janeiro, ele está na sua melhor forma. Nessa época,
podem-se encontrar vistosos exemplares nas mãos de vendedores ambulantes
nos sinais de trânsito ou em caminhões itinerantes como o do capixaba
Cleiton Ferreira, que toda semana vem ao Rio vender a produção da
sua fazenda em Marataízes. "São 5.000 unidades vendidas em quatro
dias pelos bairros da Zona Sul", conta, oferecendo um pedaço da fruta,
docinha, carnuda e com aroma que dá para sentir de longe. "Faz até
engarrafamento", brinca. As duas variedades à venda mais encontradas são
a smooth cayenne, conhecida como Havaí, e a pérola. A primeira pesa
entre 1,3 e 2,5 quilos. Tem forma cilíndrica, polpa branca e é bem
ácida. Já a pérola é menor, tem formato cônico,
polpa amarelo-claro, é doce e pouco ácida. Para saber se a fruta
está madura, Cleiton ensina: "É preciso dar um peteleco. Se o som
for oco, ela ainda não está no ponto. Se for maciço, já
pode abrir". Fabio
Castelo e Divulgação  | | Com
costelinha de porco: no Banana Jack |
Segundo
os estudiosos, a palavra abacaxi tem origem tupi e vem de ibacati, uma junção
de ibá (fruto) e cati (cheirar fortemente). Seu nome científico
é Ananas comosus e é uma frutescência, ou seja, cada
gominho é um fruto independente que se juntou com os demais durante o processo
de crescimento em torno do miolo. O Brasil aparece em terceiro lugar no ranking
de produção da Food and Agriculture Organization (FAO), atrás
da Tailândia e das Filipinas. A abundante oferta se reflete nos cardápios
cariocas. A fruta aparece tanto em combinações tradicionais, como
o suco de abacaxi e hortelã ou o sanduíche de pernil do Cervantes,
quanto em novidades como a salada do Quadrucci (
2512-4551). Nela, o abacaxi é cortado na máquina de fatiar, bem
fininho, como se fosse um carpaccio, e depois grelhado e servido com mix de folhas,
rosbife e mussarela (25 reais). No Miam Miam (
2244-0125), é um dos ingredientes do tartar de peixe-branco e camarão
servido em minibeijus de tapioca (18,70 reais), e no Banana Jack (
2249-3544) compõe o sanduíche de costelinha suína caramelizada
na ciabatta (19,20 reais). Com a fruta é feito o chutney que acompanha
o enrolado de salmão com pasta de salmão (8,90 reais, duas unidades)
do Manekineko # (
2540-7461). Uma porção
de uma xícara de abacaxi tem o equivalente a 40% das necessidades diárias
de vitamina C de um adulto. Além de ser refrescante e hidratar o organismo,
a fruta auxilia na digestão, graças à bromelina, substância
que quebra a estrutura protéica da carne. |