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REPORTAGEM DE CAPA O
secretário estratégico Joaquim
Levy tem a missão de aprumar a economia do estado
Sofia Cerqueira
André
Valentim/Strana  | | Joaquim
Levy: experiência e rigor para pôr as contas do estado em ordem |
Uma
megaoperação movimentou os bastidores do alto escalão da
política nacional há pouco mais de um mês. Envolveu o presidente
Lula, os ex-ministros da Fazenda Pedro Malan e Antônio Palocci, o ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, e o governador de Minas, Aécio Neves.
Todos, depois de contatos com o governador eleito do Rio, Sérgio Cabral,
fizeram duas ligações para Washington, nos Estados Unidos. Uma para
o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luiz Alberto Moreno,
num esforço de convencê-lo a liberar um de seus mais importantes
colaboradores. E a outra para o economista Joaquim Vieira Ferreira Levy, 45 anos,
o "funcionário em questão", no intuito de persuadi-lo a deixar um
cargo de projeção internacional a vice-presidência
do BID , abandonar a vida confortável em um subúrbio da capital
americana e assumir as finanças de um estado endividado e corroído
economicamente. Funcionou. Tanta mobilização já dá
pistas do seu prestígio e da expectativa depositada no homem que, a partir
da próxima segunda (1º), com a posse do novo governo, terá
a chave do cofre do estado. Carioca,
longe da cidade desde 1987, o novo secretário estadual da Fazenda desembarca
no Rio com apenas algumas malas de roupas a família só virá
em setembro. Mas promete arrumar a casa e fazer uma grande mudança na economia
do estado. "Vim convencido da seriedade, do compromisso do novo governo com transformações
profundas e porque acredito no Rio", diz Levy. "A experiência no governo
federal mostrou que mesmo em situações altamente voláteis
é possível mudar. Não tem por que não dar certo aqui",
completa ele, que foi secretário do Tesouro Nacional entre 2003 e março
deste ano. Carrega ainda a bagagem de ter trabalhado por sete anos no Fundo Monetário
Internacional (FMI). Conhecido pela austeridade e pelo rigor com que conduz as
contas públicas, Levy deverá adotar mãos-de-ferro também
nas finanças estaduais. "Ele é o grande timoneiro da futura gestão.
É o secretário estratégico", define Sérgio Cabral.
André
Valentim/Strana
 | Ricardo
Stuckert/Presidência da República/Divulgação
 | | Ligações
de peso: convicto de que Joaquim Levy era o nome certo para controlar as finanças
do estado do Rio, Sérgio Cabral (à esq.) montou um megaesquema
para convencê-lo a deixar a vice-presidência do BID: o presidente
Lula (à dir.) e os ex-ministros da Fazenda Malan (abaixo, à
esq.) e Palocci (abaixo, à dir.) telefonaram para Moreno, presidente
do BID, e para o próprio Levy, em Washington, ressaltando a importância
da sua vinda para o Rio | Roberto Castro/Agência
Estado
 | Givaldo
Barbosa/Agência O Globo  |
Longe dos números, o economista é um apaixonado por meio ambiente
e planeja escrever um guia sobre o Aterro do Flamengo, adora ver filmes infantis
com as filhas, lê de tudo, até almanaque de efemérides, espera
ver um jogo do seu Botafogo no Maracanã e sonha singrar de barco pela Baía
de Guanabara de preferência, com o programa de despoluição,
uma de suas bandeiras, a todo o vapor. Mas avisa: "Não vim ao Rio a passeio".
Trabalho não faltará. Levy recebe o cofre do estado com um rombo
de 914 milhões de reais, resultado de uma antecipação de
royalties com o governo federal. Ao valor somam-se 2 bilhões de reais de
"restos a pagar" (despesas anteriores). No total, a dívida com a União
é de cerca de 40 bilhões de reais. Mesmo diante do descontrole financeiro
e do fantasma de problemas no caixa o governador já manifestou o
temor de ter dificuldade para cobrir a folha de pagamento , ele prevê
um crescimento de 5%. Para isso, planeja uma série de medidas: enxugar
gastos, dar transparência à execução do orçamento
(35,5 bilhões de reais, em 2007), focar prioridades, modernizar o sistema
de ICMS com a adoção da nota fiscal eletrônica e aumentar
a arrecadação, mantendo a carga tributária estável.
"É essencial mudar a maneira desorganizada e, em alguns casos, quase desleixada
com que o setor público funciona", diz. Executar o orçamento dentro
da previsão de receita é uma premissa. "As despesas não podem
ir sendo criadas e depois se correr atrás indiscriminadamente. Isso mata
o contribuinte, o empresário." Quem conhece Levy, um dos economistas mais
tarimbados em finanças e gestão fiscal do país, não
duvida de sua rigidez para tocar as contas do estado com o segundo PIB do Brasil
274,7 bilhões de reais (2005), só perdendo para São
Paulo. À frente do Tesouro Nacional, foi responsável pela recomposição
da dívida pública, que ficou mais sólida e menos vulnerável
externamente. Também comandou o aperto nos gastos públicos e executou
o ajuste fiscal, que é tido como um dos grandes acertos da política
econômica do primeiro governo de Lula. "Levy é um técnico
de excelente qualidade. No Ministério da Fazenda e no Banco Central, Lula
teve o bom senso de manter gente como ele. Isso assegurou certa continuidade na
gestão da política econômica", comenta o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso. O anúncio
de Levy para arrumar as contas do estado veio acompanhado de um sopro de otimismo.
"Como carioca e economista, foi a melhor notícia que tive em anos. Ele
está no rol dos burocratas de alto calibre que a gente pode contar nos
dedos de uma mão no Brasil", diz Edward Amadeo, secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda no governo FHC. "O Levy se dedica
integralmente àquilo em que acredita e não cede a pressões.
Tem jogo de cintura, mas com fortes convicções na racionalidade
econômica", reforça Luiz Guilherme Schymura, diretor do Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Em outras palavras:
"É tranqüilo, afável, mas sabe dizer não como ninguém",
completa Sérgio Cabral. As reverências à capacidade de Levy
são proporcionais a sua fama de workaholic. O economista teve seu primeiro
cargo no governo federal em 2000, quando foi adjunto de Amadeo na Secretaria de
Política Econômica. "É um trabalhador incansável. Várias
vezes saía do gabinete às 21 horas e ele continuava", conta Amadeo.
Na época, quando foi economista-chefe do Ministério do Planejamento,
ainda no governo FHC, e à frente do Tesouro Nacional, no primeiro mandato
de Lula, corria a história em Brasília de que Levy volta e meia
dormia no sofá do gabinete. Também se comenta que ele tem por hábito
responder a e-mails de madrugada. O economista não confirma nem desmente.
"Preciso de seis horas de sono por noite. Mas tenho uma facilidade enorme de dormir
em qualquer lugar", diz. Seu último chefe, o presidente do BID, Luiz Alberto
Moreno, comprova sua disposição para a labuta. "Para ele, não
tem horário. É capaz de realizar vários trabalhos de uma
vez, todos com a mesma responsabilidade e sentido de compromisso", comenta. Para
relaxar, Levy costuma abrir um livro. No momento, lê 1491, de Charles
C. Mann, um estudo inovador sobre a ocupação das Américas,
e relê a biografia da escritora americana Gertrude Stein. "Leio até
publicação de efemérides brasileiras. Tenho uma edição
antiga, é divertido." "Habemus
secretário de Fazenda!" A exclamação feita por Sérgio
Cabral para anunciar a vinda de Levy, com o bordão usado pelo Vaticano,
não demonstra só seu prestígio. Revela que as negociações,
concluídas em 28 de novembro, foram árduas. Sabe-se que Levy é
movido por desafios. Estava em jogo, porém, abrir mão de um cargo
de visibilidade internacional com uma remuneração condizente
e, em especial, de sua estrutura familiar. Depois de seis anos em Brasília,
Levy estava no BID, em Washington, havia apenas sete meses. "Estava fazendo obras
em casa e esperava ficar ali cinco anos", conta. O economista, a mulher, a advogada
Denise, que trabalha numa ONG de defesa do meio ambiente, e as duas filhas
Paulina, 11 anos, e Gisela, 8 moram em um bairro residencial da capital
americana. Têm por hábito andar de bicicleta à beira de um
pacato canal. Por causa do ano letivo americano, a mulher e as filhas só
se mudam para o Rio em setembro. Nesses meses, Levy buscará abrigo na casa
da mãe, no Flamengo, bairro onde nasceu e foi criado. Ele tem quatro irmãos,
seu pai era médico e sua mãe, professora de inglês. O economista
estudou em dois colégios particulares, um em Laranjeiras e outro na Tijuca,
e em uma escola pública de Copacabana. "A experiência foi interessante,
conheço bem a cidade." Apaixonado por barcos chegou a remar e a
ter um laser na adolescência , formou-se em engenharia naval na UFRJ.
Detalhe: passou entre os dez primeiros no vestibular. Trabalhou na companhia de
navegação Flumar. Nessa época, decidiu fazer mestrado em
economia na FGV. "Como aluno, já exibia as qualidades de hoje: inteligentíssimo,
trabalhador, hábil e determinado", descreve Armínio Fraga, ex-presidente
do Banco Central, que foi seu professor. Mais um detalhe: fez o mestrado da FGV,
que normalmente dura trinta meses, em um ano e meio. Depois engrenou o doutorado
na Universidade de Chicago, berço dos economistas que têm a austeridade
fiscal como lema. Não por acaso, é um defensor da Lei de Responsabilidade
Fiscal, um limitador de gastos e endividamentos. Quando ocupava o cargo de secretário
do Tesouro, chegou a bloquear a transferência de recursos para a prefeitura
petista de Marta Suplicy e para o governo fluminense de Rosinha Garotinho. Em
ambos os casos, por problemas na prestação de contas para a União.
Oscar
Cabral
 | | Atenção
especial: com o ajuste nas finanças, será dada prioridade a alguns
projetos, como o programa de despoluição da Baía de Guanabara,
que se arrasta há mais de quinze anos |
Se
Levy tem ótimo trânsito no governo federal, também circula
com desenvoltura por organismos internacionais. Durante sete anos, entre 1992
e 1999, trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington,
nos departamentos do hemisfério ocidental e da Europa. Por cerca de um
ano, ainda foi do Banco Central Europeu e morou em Frankfurt, na Alemanha. Tanto
no exterior como no governo federal, chegava a fazer mais de vinte viagens internacionais
por ano. Levy gosta de ver filmes infantis com as filhas. Os longas adultos, ele
costuma assistir a bordo. "Para dizer a verdade, vejo a maior parte dos filmes
no avião." Em cada país que visita costuma comprar miniaturas de
barcos e livros sobre botânica. No último dia 13, cruzou novamente
o Oceano Atlântico. Veio ao Rio para compromissos do BID e teve reuniões
com membros do novo governo. Sol Garçon, ex-secretária de Fazenda
do município e consultora fiscal, e Renato Villela, que foi secretário
adjunto do Tesouro Nacional, trabalhou no FMI e era diretor adjunto do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), já foram convocados para integrar
o núcleo de administração de despesa da sua pasta. Integração
é palavra-chave. Entre as dezenove secretarias (veja
quadro) no governo anterior eram 27 , ele destaca
a importância de estar afinado com a equipe de Planejamento e Gestão.
A execução orçamentária não poderá ser
descolada da programação financeira. "Os próximos quatro
anos serão duros, o estado vai ter de gastar menos, diminuir o endividamento
e reduzir a carga tributária em cima da sociedade", enumera Sérgio
Rui Barbosa, à frente do Planejamento. O desafio é grande: um estudo
recente do Tribunal de Contas da União e da FGV revelou o caos financeiro
e administrativo do estado. Embora ainda esteja tomando pé da situação,
Levy, que tem carta-branca do governador, dará atenção especial
a alguns assuntos. Um deles é o Programa de Despoluição da
Baía de Guanabara, que se arrasta por quinze anos. "Sua recuperação
é fundamental, faz parte da auto-estima do Rio. Experiências nos
rios Tâmisa (Londres) e no Hudson (Nova York) já mostraram que é
viável", enfatiza. O projeto do Arco Viário do Rio, que interligará
o Porto de Sepetiba às principais rodovias federais que cortam o estado,
é outra bandeira. "Vai reduzir drasticamente o custo de logística
e desatravancar rodovias."
AntonioAugusto
Fontes
 | | Projeto
pessoal: Levy planeja fazer um guia sobre o Aterro |
Austero
nas finanças, Levy é considerado bem-humorado no trato. O rosto
tem uma expressão marcante. "Um sorriso enigmático. Ele ri quando
acha engraçado e também quando está nervoso", diz o amigo
Guilherme Shymura. Por causa da peculiaridade, já passou por embaraços.
No fim de 2005, durante um depoimento de Palocci na Câmara dos Deputados,
provocou a fúria do líder do PFL na casa, Rodrigo Maia. "O senhor
está achando graça no que eu estou dizendo, doutor Levy?", questionou
o deputado. "Já nos encontramos inúmeras vezes depois disso, não
há nenhum problema", põe um ponto final na história o economista.
Longe dos holofotes da política, Levy adora falar de plantas e meio ambiente.
Planeja, inclusive, fazer um guia com a localização e a identificação
das mais de 11.000 árvores do Aterro do Flamengo. Economia é seu
ofício e um hábito. Certa vez, quando trabalhava no governo federal,
chegou a pagar do próprio bolso uma passagem aérea e depois pedir
reembolso porque tinha achado uma promoção em outra companhia. Nas
finanças domésticas, é mais complacente. "Gosto de coisas
que sejam bonitas e que a gente aproveite. Dinheiro existe para ser usado, com
prioridades e cumprindo obrigações", receita. De volta ao Rio
sua presença foi confirmada na posse , ele cogita comprar um barco.
Mas seus esforços estão concentrados em fazer as finanças
do Rio retomar o prumo e a maré econômica virar.
O currículo do secretário
Workaholic, Joaquim Levy, nomeado secretário
da Fazenda do novo governo fluminense, acumulou vasta experiência trabalhando
tanto para o governo federal como para instituições internacionais
Mestrado em economia na Fundação Getulio Vargas (1987).
Doutorado na Universidade de Chicago (1992).
Trabalhou sete anos no Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington,
nos departamentos do hemisfério ocidental, europeu e nas divisões
de mercado de capitais e da União Européia.
Durante um ano integrou a equipe do banco central europeu, em Frankfurt, na Alemanha.
Em 2000 foi nomeado secretário adjunto de Política Econômica
do Ministério da Fazenda, no governo Fernando Henrique Cardoso. No ano
seguinte, assumiu o cargo de economista-chefe do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão.
Em 2003, início do primeiro governo Lula, foi designado secretário
do Tesouro Nacional.
Em abril de 2006 deixou o Tesouro Nacional e assumiu, em Washington, a vice-presidência
de Administração e Finanças do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID).
Em novembro de 2006 aceitou o convite para ser o novo secretário estadual
de Fazenda.
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Secretariado
de coalizão A cúpula
do novo governo estadual terá dezenove secretários. Os cargos foram
divididos entre técnicos e políticos oriundos de sete partidos.
Fotos
Rafael Neddermeyer/Agência Estado, Cezar Loureiro e Valter Camapanato/Agência
Brasil/Divulgação
 | | Benedita
(PT), Conde (PMDB) e Eduardo Paes (PSDB): novos secretários |
Secretário de Planejamento, Controle e Gestão, Sérgio
Rui Barbosa Ex-secretário de Fazenda e Planejamento de Caxias.
Bisneto de Rui Barbosa, o administrador já foi conselheiro da Agência
Reguladora de Serviços Públicos do estado (Asep).
Secretário de Obras Públicas e vice-governador, Luiz Fernando
Pezão Vereador em Piraí na década de 80, foi eleito
prefeito da cidade em 1996 e reeleito em 2000. Por cinco anos, presidiu a Associação
de Prefeitos do Estado do Rio.
Secretário da Chefia do Gabinete Civil, Régis Fichtner
Advogado, procurador do estado e professor da Uerj e da Escola de Magistratura.
Foi procurador-geral da Assembléia Legislativa, no período em que
Sérgio Cabral presidia a casa.
Secretário de Segurança Pública, José Mariano
Beltrame Delegado federal, coordenou a Missão Suporte, braço
de inteligência das operações da PF no Rio. Também
era o coordenador de inteligência dos Jogos Pan-Americanos de 2007.
Secretário de Governo, Wilson Carlos Carvalho Coordenador-geral
da campanha de Cabral, com quem trabalha há dez anos.
Secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes
Diretor do Instituto de Traumato-Ortopedia (Into) desde 2002. Coordenou
a intervenção federal em hospitais do Rio e promoveu a revisão
de mais de cinqüenta contratos do Into.
Secretário de Educação, Nelson Maculan Filho
Desde 2004, era secretário de Educação Superior do
Ministério da Educação. Professor titular da UFRJ, em que
foi reitor entre 1990 e 1994.
Secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso
Médico e bacharel em direito, está no quarto mandato como
deputado federal. Foi secretário de Saneamento e Recursos Hídricos
do estado (1999) e preside o Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Rio.
Secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno
Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Espírito
Santo, foi também presidente do Inmetro e da Petrobras Distribuidora.
Secretário de Transportes, Julio Lopes O empresário
e deputado federal (PP) foi vice-presidente da CPI da Pirataria. É dono
dos colégios Centro Educacional da Lagoa (CEL) e Liceu Franco Brasileiro.
Secretário de Habitação, Noel de Carvalho
O deputado estadual (PMDB) e líder do governo na Assembléia foi
secretário de Educação do estado (1993) e secretário
de Agricultura (1999). Foi prefeito de Resende, sua terra natal, por duas vezes.
Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,
Carlos Minc Deputado estadual (PT), foi reeleito para o quinto mandato
consecutivo. Líder estudantil na ditadura militar, foi preso e exilado.
É um dos fundadores do Partido Verde.
Secretário de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Christino Áureo
Titular da pasta no governo Rosinha Garotinho, estava licenciado. Foi
coordenador de desenvolvimento econômico da Secretaria Executiva do Gabinete
do Governador, na gestão de Garotinho. Elegeu-se deputado estadual.
Secretária de Ação Social e Direitos Humanos, Benedita
da Silva Foi ministra da Ação Social no governo Lula.
Vice-governadora eleita em 1998, assumiu o governo do estado no fim da gestão
Anthony Garotinho. Duas vezes eleita deputada federal e uma vez senadora pelo
PT.
Secretário de Trabalho, Alcebíades Sabino Em
fevereiro de 2005, assumiu a subsecretaria estadual de Meio Ambiente. Foi duas
vezes prefeito de Rio das Ostras. Elegeu-se deputado estadual pelo PSC.
Secretário de Cultura, Luiz Paulo Conde Vice-governador
e secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano no governo
Rosinha. Foi prefeito do Rio (1997/2000), secretário estadual de Articulação
Governamental (2001/2002) e secretário municipal de Urbanismo (1993/1996).
Secretário de Esportes, Lazer e Turismo, Eduardo Paes
Foi candidato a governador pelo PSDB. Subprefeito da Barra e Jacarepaguá
no primeiro governo de Cesar Maia, elegeu-se vereador (1996) e duas vezes deputado
federal (1998 e 2002). Foi ainda secretário municipal de Meio Ambiente
(2000).
Secretaria de Administração Penitenciária (ainda não
havia sido anunciado o nome até o meio da semana). | |