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 Editado
por Lívia de Almeida.
Uma
biblioteca carioca "No
início dos anos 90, tínhamos uma seção chamada Brasil,
na qual ficavam livros destinados aos turistas", diz Marcos Gasparian, um dos
sócios da livraria Argumento. "Em 1996, com a multiplicação
de lançamentos sobre a cidade, tivemos de criar uma seção
exclusiva para o Rio", completa. Hoje, ela conta com 435 títulos. Anna
Paula Martins, da editora Dantes, percebeu outro filão: a reedição
de livros sobre a cidade que havia muito tempo só eram encontrados em sebos,
como Dentro da Noite, de João do Rio. "Muita coisa bacana continua
esgotada e pronta para ser redescoberta", diz. Na ficção, uma safra
de novos autores ambientou seus romances na cidade. Veja abaixo: O
Rio que saiu do papel para as telas
Oscar
Cabral  | Fotos
divulgação
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Luiz
Alfredo Garcia-Roza usou as ruas da cidade como cenário das aventuras do
detetive Espinosa, fictício morador do Bairro Peixoto, protagonista de
cinco romances. O segundo da série, Achados e Perdidos, foi adaptado
para o cinema, com Antonio Fagundes (na foto com Juliana Knust)
no papel do atormentado ex-policial Vieira, sob direção de José
Joffily. Chico
Buarque lançou seu primeiro romance, Estorvo, em 1991, e desde então
dedica-se intensamente à tarefa literária. Publicou Benjamin
em 1998 e depois o elogiadíssimo Budapeste. Em 2004, enjamin
foi filmado por Monique Gardenberg e revelou Cléo Pires ao público
(à dir.). Paulo
Jares  |  |
Paulo
Lins relatou as mudanças ocorridas em uma favela carioca entre os anos
60 e 80 em seu romance de estréia, Cidade de Deus, editado
em 1997. A adaptação cinematográfica assinada por Fernando
Meirelles e Kátia Lund, em 2003 (com Luís Otávio,
na foto), concorreu ao Oscar. Frase
"O Rio é natureza e volúpia. Por causa de
sua geografia nunca entediante, plana ou escassa, a cidade cresceu fragmentada
por montanhas, mangues, rios, lagunas; tornou-se uma metrópole
feita de pequenas cidades ligadas por túneis, pontes ou barcas. Cada
bairro tem suas residências e seu comércio ou indústria. Cada
bairro tem sua favela." Ana
Miranda assina "Inferno ou paraíso?", capa de Veja Rio em 4 de
maio de 1994 |