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30 de agosto de 2006

ESPECIAL DECORAÇÃO
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TENDÊNCIAS E SERVIÇOS
VEJA RIO 15 ANOS
BEIRA-MAR
CRÔNICA
  


Editado por Lívia de Almeida.

 

Uma biblioteca carioca

"No início dos anos 90, tínhamos uma seção chamada Brasil, na qual ficavam livros destinados aos turistas", diz Marcos Gasparian, um dos sócios da livraria Argumento. "Em 1996, com a multiplicação de lançamentos sobre a cidade, tivemos de criar uma seção exclusiva para o Rio", completa. Hoje, ela conta com 435 títulos. Anna Paula Martins, da editora Dantes, percebeu outro filão: a reedição de livros sobre a cidade que havia muito tempo só eram encontrados em sebos, como Dentro da Noite, de João do Rio. "Muita coisa bacana continua esgotada e pronta para ser redescoberta", diz. Na ficção, uma safra de novos autores ambientou seus romances na cidade. Veja abaixo:

O Rio que saiu do papel para as telas

Oscar Cabral
Fotos divulgação

Luiz Alfredo Garcia-Roza usou as ruas da cidade como cenário das aventuras do detetive Espinosa, fictício morador do Bairro Peixoto, protagonista de cinco romances. O segundo da série, Achados e Perdidos, foi adaptado para o cinema, com Antonio Fagundes (na foto com Juliana Knust) no papel do atormentado ex-policial Vieira, sob direção de José Joffily.

 

Chico Buarque lançou seu primeiro romance, Estorvo, em 1991, e desde então dedica-se intensamente à tarefa literária. Publicou Benjamin em 1998 e depois o elogiadíssimo Budapeste. Em 2004, enjamin foi filmado por Monique Gardenberg e revelou Cléo Pires ao público (à dir.).

 
Paulo Jares

Paulo Lins relatou as mudanças ocorridas em uma favela carioca entre os anos 60 e 80 em seu romance de estréia, Cidade de Deus, editado em 1997. A adaptação cinematográfica assinada por Fernando Meirelles e Kátia Lund, em 2003 (com Luís Otávio, na foto), concorreu ao Oscar.

 

Frase

"O Rio é natureza e volúpia. Por causa de sua geografia nunca entediante, plana ou escassa, a cidade cresceu fragmentada por montanhas, mangues, rios, lagunas; tornou-se uma metrópole feita de pequenas cidades ligadas por túneis, pontes ou barcas.
Cada bairro tem suas residências e seu comércio ou indústria. Cada bairro tem sua favela."
Ana Miranda assina "Inferno ou paraíso?", capa de Veja Rio em 4 de maio de 1994

 

     
   

 

 
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