Publicidade
 
 


 
 



30 de maio de 2007

PERFIL

CIDADE
ENTRETENIMENTO
MEMÓRIA
MEU ESTILO
AS BOAS COMPRAS
BEIRA-MAR
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
   

ENTRETENIMENTO

Metamorfose ambulante

Como o ex-mambembe Circo Voador
virou uma casa de shows de qualidade

Gustavo Autran

Ricardo Fasanello/Strana
O circo reformado: boa estrutura atrai shows de grandes nomes

Gabriel de Paiva/Ag. O Globo
Casa cheia: melhorias também trouxeram mais público

Tom Zé já cantarolou no palco uma musiquinha em sua homenagem, com a platéia fazendo coro. Marina Lima, em sua primeira apresentação na casa, menos de um mês atrás, lamentou o tempo que havia perdido até então. Jorge Ben Jor só sai de cena depois de quase três horas de show, ensopado de suor. As estrelas da MPB se sentem à vontade no palco do Circo Voador, na Lapa. O que nos anos 80 funcionava de forma meio mambembe se transformou, ao ser reaberto em 2004, em um dos principais espaços musicais na cidade: ganhou infra-estrutura decente para artistas, com camarins bem equipados, tratamento acústico e palco maior, e para o público, com iluminação e telões externos, além de rampas de acesso e banheiros destinados a portadores de necessidades especiais.

Não só medalhões da MPB se apresentam por lá. Sensação do rock atual, o quarteto escocês Franz Ferdinand levou ao delírio o público que lotou a casa em fevereiro de 2006. Caetano Veloso escolheu o Circo para fazer, no fim do ano passado, o primeiro show da turnê do festejado CD no Rio. Até Chico Buarque, que há anos mantém a tradição de se apresentar somente no Canecão, se rendeu aos encantos da casa. Na quinta (31), ele divide o palco com a talentosa cantora paulista Mônica Salmaso. Para o fim de julho, está programado um festival de indie rock com atrações como as bandas inglesas The Magic Numbers e The Rakes. Também estão previstos shows com Os Mutantes (em junho), a banda californiana Rufio (julho) e o grupo americano Living Colour (agosto).

"Não nos comportamos como capitalistas selvagens", diz Maria Juçá, diretora do Circo. "Temos uma relação de confiança com os artistas, e isso rompe barreiras. A proximidade de quem está no palco com o público também colabora para o sucesso. "Uma moça chegou a coçar a minha perna enquanto eu cantava no palco. Uma loucura", derrete-se Tom Zé. "Fiquei tão à vontade ali que até tirei um rapaz para dançar no meio do show", recorda Marina Lima. A boa fama pode render mais frutos: a casa de espetáculos está no páreo para uma possível apresentação da cultuada banda Artic Monkeys na cidade. Sem dúvida, novos tempos para o Circo.

         
     

 

 
VEJA on-line | Veja Rio
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados