Aventura no paredão de água

 
Grant Ellis
Rodrigo e a onda de 20 metros: aventureiro de carteirinha, ele só tem medo de viajar de avião

O carioca Rodrigo Resende ganhou no Havaí a principal competição mundial de surfe em ondas grandes. Formado em medicina, ele embarca nesta terça para lá de novo em busca de outros desafios.  

Como é deslizar numa onda da altura de um prédio de oito andares?
Não há nada comparável. Talvez seja como andar numa montanha-russa, com uma diferença: nela você sabe que vai chegar inteiro.

E se sua filha de 13 anos decidir ser como o pai?
Vou ficar amarradão.

O que lhe mete medo?
Viajar de avião. Se ele cai, não dá para fazer nada.

 

Duas Valérias na Sapucaí

Bruno Veiga/Strana

Valéria: desfile em dose dupla, com fantasias bem diferentes


A mesma pessoa, em duas embalagens diferentes. Como de hábito, Valéria Valenssa vai desfilar em duas escolas de samba. As privilegiadas deste Carnaval são a Grande Rio e a Mangueira. Na primeira, ela sairá como de costume: coberta apenas de purpurina. Na verde-e-rosa, a história é outra. A Mangueira não permite mulheres nuas como destaque. Nada que faça a modelo desistir. "Quando uma pessoa vai à casa de alguém, tem de respeitar as normas do local", acata Valéria. Ela não sabe ainda detalhes da novidade, mas é provável que desfile sob o recato de um microbiquíni. Valéria se prepara para gravar seu CD de estréia e anuncia que pode desfalcar o Sambódromo no Carnaval de 2003. "Meu maior projeto é ter um filho. Ainda não sei o que vai acontecer."

 

Roteiro dos sebos cariocas

André Valentim/Strana

Secchin: um guia de "utilidade pública"


Ele perdeu a conta das expedições por prateleiras em busca de preciosidades. O poeta, bibliófilo, professor e crítico literário Antônio Carlos Secchin decidiu fazer uma boa ação. "Percebi que meu conhecimento era quase de utilidade pública", diz ele, que lança nesta semana a edição atualizada do Guia dos Sebos das Cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A parte carioca reúne cinqüenta endereços, com um perfil conciso de cada loja. O autor dá uma dica. "Chorar o preço é indispensável, senão o livreiro fica ofendido." Os planos para a próxima edição são ousados. "Quero listar todos os sebos do Brasil."

 

 

O destino prega cada peça

Leonardo Lemos

Sérgio Britto e Cleyde Yáconis: peça no CCBB

Em 1977, Sérgio Britto voltou de Nova York disposto a montar A Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O'Neil. "Vi a adaptação para o cinema, com a Katharine Hepburn, e imediatamente pensei na Cleyde Yáconis para o papel", lembra. As agendas da dupla impediram, até hoje, que os amigos dividissem a cena. Mas o desencontro tem data para acabar: em 11 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil, a dupla finalmente vai protagonizar a peça de O'Neil, com direção de Naum Alves de Souza. O convite foi feito pelo produtor da montagem, Hermes Frederico. "Quando os convidamos não sabíamos dessa história antiga. Eles nunca haviam atuado juntos. Foi uma fantástica coincidência", diz Hermes.

 

O sucesso da Xuxinha

André Nazareth/Strana

Renata: brasileira famosa na TV equatoriana


O sonho era o mesmo de boa parte das garotas ali na faixa dos 10 anos. "Eu queria ser paquita", lembra Renata Dominguez. Não deu. Ela se mudou com a família para o Equador, mas lá o destino tratou de lhe dar uma força. Renata foi convidada para fazer um teste de bailarina na TV e acabou comandando um programa para adolescentes. Foram cinco anos de trabalho. "Ganhei o apelido de Xuxinha por causa da paixão que eles têm pela Xuxa", diz. Virou embaixadora do Unicef e representante do Disney Clube no país. Ela está de volta ao Rio. Por aqui, trocou a função de apresentadora por um papel em Malhação. "Foi um presente. Não contei para ninguém minha história. Fiz o teste e passei."

 

Carioca na Olimpíada

Divulgação

Franziska: com saudade da feijoada e da farofinha


O casamento com um escandinavo a fez trocar o Rio pela Noruega. Logo percebeu que lutar contra o frio era como enxugar gelo. "A melhor forma de encarar o inverno de Oslo é com alto-astral e prática de esporte", diz Franziska Becskehazy, que assim se iniciou no esqui cross-country. A carioca é uma das duas mulheres da equipe brasileira na Olimpíada de Inverno de Salt Lake City, que começa no dia 8. "Não posso me comparar às adversárias, que esquiam desde a infância." Ela faz planos. "Vou ao Rio depois. Estou com saudade da família, da feijoada, da farofa e da água-de-coco."

 

 

Editado por Sérgio Garcia.
Colaborou Melissa Jannuzzi