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 Editado
por Lívia de Almeida
Faxina geral
nos bairros cariocas
Ricardo
Fasanello/Strana
 | | Obras
na Visconde
de Pirajá, em Ipanema: confusão
no trânsito e
polêmica |
Entre
1993 e 1996, o Rio virou um canteiro de obras. O Rio Cidade, um projeto de renovação
urbana iniciado pelo prefeito Cesar Maia, atingiu simultaneamente quinze bairros,
cada trecho a cargo de um escritório de arquitetura. Não foi fácil
a convivência do carioca com a quebradeira, que custou 200 milhões
de reais. O caos instalou-se no trânsito e algumas inovações
criaram polêmica, como a retirada das pedras portuguesas das calçadas
de Copacabana. O projeto prossegue até hoje e já imprimiu modificações
urbanas a 33 bairros.
Aprovados
Arthur
Cavaliere /Strana
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A reforma do Leblon, levemente futurista, com o melhor aproveitamento da Praça
Antero de Quental (foto) e as mudanças no trânsito da Dias
Ferreira.
A revitalização da Praça São Salvador, em
Laranjeiras.
Melhorias na calçada e na iluminação estimularam os bares
da Voluntários da Pátria a ocupar a rua. |
Polêmicos
Ricardo
Fasanello/Strana
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O imponente obelisco (foto) criado por Paulo Casé fincado
em pleno asfalto de Ipanema.
A retirada das pedras portuguesas das calçadas de Copacabana, substituídas
por cimento.
Esculturas como a fonte luminosa da Ilha do Governador
e a "broca" plantada no calçadão de Campo Grande. |
Não
ficou pedra sobre pedra
O Rio Cidade
interferiu em 33 bairros, cobrindo uma área
de 2 milhões de metros quadrados o equivalente a
208 campos de futebol.
Desde 1993,
o projeto instalou 70 quilômetros de galerias de drenagem, pavimentou 1
037 quilômetros de ruas e instalou
201,9 quilômetros de redes de energia elétrica.
Todas as etapas
consumiram, segundo a prefeitura, 472,8
milhões de reais.
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Frases
"Dividiram
a cidade
em sesmarias
para os arquitetos
brincarem
com a gente." LUÍS
OCTAVIO DA MOTTA VEIGA, advogado, em outubro de 1995
"O Leblon
ficou bonito. Foi o lugar onde o Rio Cidade funcionou em termos estéticos."
MAURÍCIO
VALLADARES,
DJ, em dezembro de 1996 |