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29 de março de 2006

REPORTAGEM DE CAPA
VEJA RIO 15 ANOS
CRÔNICA
  

O Rio de Janeiro como personagem

Desde 1995, quando começou o movimento denominado de retomada, o cinema brasileiro já produziu cerca de 300 filmes. Um terço deles tem a cidade como cenário. Veja alguns exemplos.

 
Zezé D'Alice/Divulgação
Vantoen Pereira Jr/Still Photos
A Partilha (2001)
Cazuza, o Tempo Não Pára (2004)
Divulgação
Redentor (2004)

 

Novas estações para o cinema

 
Dilmar Cavalher/Strana
Ilda (à esq.) com o diretor Sérgio Rezende e Marisa Leão: na abertura do Estação Ipanema, em 2000

O grupo Estação começou em 1985, ocupando um cinema decadente em uma acanhada galeria de Botafogo. Em 1991, contava com cinco salas. Hoje, prepara-se para um salto e tanto: até julho, vai dobrar de tamanho. Está para abrir treze novas salas de exibição, cinco em Botafogo, cinco no Shopping da Gávea e três na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. As novas salas se somarão a outras treze que já estão em operação na cidade, como as do Espaço Unibanco, Barra Point e Estação Ipanema, esta última inaugurada em 2000. "Conseguimos estabelecer uma marca de qualidade e um público fiel, que permitiu à gente ter esse crescimento", festeja Ilda Santiago, uma das diretoras. "Nosso diferencial, além da programação, é uma relação mais pessoal com o público, que não acontece nos multiplex", diz Marcelo Mendes, outro diretor do grupo.

 

Frases

"Cinema bom tem de ser ao rés do chão. Às vezes você entra num multiplex, anda um bocado e acaba descobrindo que tem de pegar um táxi até a sala 16."
JOSÉ LEWGOY explica sua preferência pelo cinema Leblon, em 2002

"Eu tinha preconceito contra os multiplex. Estava errada. Há salas ótimas e tem sempre lugar para parar o carro."
MARIA RIBEIRO, atriz, em 2002

 

Editado por Lívia de Almeida. Colaborou Rogério Durst

     
   

 

 
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