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 O
Rio de Janeiro como personagem Desde
1995, quando começou o movimento denominado de retomada, o cinema brasileiro já
produziu cerca de 300 filmes. Um terço deles tem a cidade como cenário. Veja alguns
exemplos. Novas
estações para o cinema Dilmar
Cavalher/Strana
 | | Ilda
(à esq.) com
o diretor Sérgio Rezende e Marisa Leão: na abertura do Estação
Ipanema, em 2000 |
O
grupo Estação começou em 1985, ocupando um cinema decadente
em uma acanhada galeria de Botafogo. Em 1991, contava com cinco salas. Hoje, prepara-se
para um salto e tanto: até julho, vai dobrar de tamanho. Está para
abrir treze novas salas de exibição, cinco em Botafogo, cinco no
Shopping da Gávea e três na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.
As novas salas se somarão a outras treze que já estão em
operação na cidade, como as do Espaço Unibanco, Barra Point
e Estação Ipanema, esta última inaugurada em 2000. "Conseguimos
estabelecer uma marca de qualidade e um público fiel, que permitiu à
gente ter esse crescimento", festeja Ilda Santiago, uma das diretoras. "Nosso
diferencial, além da programação, é uma relação
mais pessoal com o público, que não acontece nos multiplex", diz
Marcelo Mendes, outro diretor do grupo.
Frases "Cinema
bom tem de ser ao rés do chão. Às vezes você entra
num multiplex, anda um bocado e acaba descobrindo que tem de pegar um táxi
até a sala 16." JOSÉ
LEWGOY explica sua preferência pelo cinema Leblon, em 2002
"Eu tinha
preconceito contra os multiplex. Estava errada. Há salas ótimas
e tem sempre lugar para parar o carro." MARIA
RIBEIRO, atriz, em 2002 Editado
por Lívia de Almeida. Colaborou Rogério Durst |