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GUIA IMOBILIÁRIO
O que você precisa saber antes de comprar a casa própria Carol
Zappa O
panorama é favorável para quem quer comprar a casa própria?
É
amplamente favorável. Desde o ano passado, os bancos vêm ampliando
os financiamentos imobiliários e incrementando as linhas de crédito.
A oportunidade deve-se a medidas econômicas que obrigaram as instituições
bancárias a aumentar a concessão de crédito para habitação.
"O governo devolveu aos bancos um grande volume de dinheiro, oriundo do Fundo
de Compensação de Variações Salariais. Essa verba
tem de ser aplicada no mercado imobiliário em até dez anos, ou devolvida
com juros", explica Rubem Vasconcelos, presidente da corretora imobiliária
Patrimóvel. "Há agora crédito à vontade para financiar
a compra da casa própria, e vive-se uma grande expectativa de mudança",
anima-se. Os números comprovam a bonança. A Caixa Econômica
Federal, que vinha operando somente com recursos de ganhos operacionais, voltou
a utilizar as verbas da poupança, que somaram 2 bilhões de reais
em 2005. No ano passado, a CEF apresentou um crescimento de 70% no financiamento
habitacional, atingindo índices recordes. Só no Rio, foram financiadas
25 070 unidades, movimentando 752 milhões de reais. "Para este ano esperamos
que o valor seja ainda superior, em torno de 1,1 bilhão de reais, resultando
em um crescimento de 45%. A intenção é gerar 33 000 unidades
e 65 000 empregos", sinaliza José Domingos Vargas, superintendente institucional
da Caixa no Rio. "Com o novo sistema de habitação, o mercado está
mais confiante e estável. Os recursos disponíveis são maiores,
aumentando a concorrência e gerando mais segurança. Para quem deseja
sair do aluguel e adquirir um imóvel, este é o momento certo", afirma
ele. Quais
são os tipos de financiamento oferecidos pelos bancos?
Os bancos oferecem
diversas opções de financiamento, para todo tipo de demanda. A disputa
por clientes resultou em produtos atrativos e novas modalidades de crédito,
com mais facilidade de pagamento, prazos maiores e, principalmente, queda significativa
dos juros. No Sistema Financeiro da Habitação, as taxas que
antes ultrapassavam a cifra de 12% estão caindo para cerca de 10%
ao ano, mais a taxa referencial (TR). Um exemplo é o condomínio
Cores da Lapa, em que os apartamentos avaliados em até 120 000 reais foram
vendidos com taxa de 8,5% a 10% de juro ao ano. Para imóveis de até
130 000 reais, a Caixa Econômica Federal oferece taxa de juro de 10% ao
ano. Para rendas mais baixas, os juros podem ser ainda menores.
A renda salarial
é o único critério levado em conta para obter financiamento?
Não.
Há outros critérios que podem atestar a capacidade de pagamento
do cliente que não só a comprovação de renda. Em tempo
de forte presença da economia informal, os pré-requisitos para obter
um financiamento são o cadastro e a capacidade de pagamento do cliente.
"Há algum tempo, era necessário somente que o valor da prestação
não ultrapassasse 30% da renda do requerente. Agora o banco busca critérios
alternativos para comprovar a capacidade de quitar o empréstimo", diz Renato
Ventura, superintendente de negócios imobiliários do Unibanco. O
consumo no cartão de crédito, a posse de automóveis ou outros
apartamentos, a poupança e até entrevistas pessoais são itens
que ajudam na aprovação. Depois desse processo, o banco avalia o
imóvel para conferir se comporta os valores de financiamento e se o preço
deste está na faixa especificada. É feita também uma avaliação
jurídica, com o propósito de checar se o imóvel pertence
mesmo ao vendedor ou se não está compromissado, com uma garantia
maior para o comprador. O Unibanco, por exemplo, exige renda mínima de
2 000 reais para qualquer tipo de financiamento. Na Caixa, há opções
para diversas faixas de renda.
Que
tipo de cuidado o interessado deve ter antes de adquirir um imóvel?
Devem-se
ter em mente certas regras básicas, como o tipo de empreendimento e o histórico
da construtora. Algumas dicas ajudam o comprador a não cair em armadilhas.
"Um prédio novo geralmente oferece melhores condições de
pagamento que um antigo. Veja a tradição da construtora e se ela
costuma entregar as obras em dia", aconselha Rubem Vasconcelos. Outros cuidados
fundamentais para quem vai comprar um imóvel em lançamento:
Deve-se ficar atento às chamadas obras por administração,
nas quais não há um orçamento fechado. É bom conferir
se estão incluídos no preço, além da obra em si, a
preparação do terreno, os elevadores, os jardins e demais despesas,
para não haver surpresas no fim.
Checar com imobiliárias e no mercado em geral o histórico da construtora
principalmente sua saúde financeira e se ela costuma entregar
os imóveis no prazo estabelecido.
Verificar no cartório onde está registrado o imóvel o memorial
de incorporação: se a escritura do terreno está no nome da
construtora, se ela está em dia com pagamentos fiscais e se tem as certidões
negativas.
Verificar na prefeitura a aprovação do projeto e se não há
empecilhos à obra. 
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