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CIDADE Verão
sem tapumes? Orla Rio acelera obras para
aprontar quiosques Fabio Brisolla Fotos
André Valentim/Strana
 | | Novos
quiosques: inauguração marcada para janeiro |
A
obra foi a toque de caixa. Nos últimos três meses, a concessionária
Orla Rio armou onze canteiros de obras ao longo das praias de Copacabana e do
Leme para construir 22 quiosques. Os tapumes tomaram conta do calçadão.
Mas, de acordo com a concessionária, tudo estará pronto até
o próximo sábado (30). A velocidade nas obras do novo mobiliário
teve motivo: a intrincada disputa judicial envolvendo quiosqueiros e a Orla Rio.
A empresa obteve a concessão para substituir os quiosques das praias cariocas
em 1999, mas uma decisão judicial proibiu a intervenção.
A autorização só veio em março de 2005 e, com a disputa
na Justiça, apenas quatro quiosques foram instalados. Em agosto passado,
a Orla Rio obteve a permissão para prosseguir e investiu na construção
simultânea de 22 quiosques. "Deixaremos tudo pronto para o Ano-Novo. Sem
os tapumes, com calçadão e deque concluídos, e a areia de
volta ao lugar", promete João Marcello Barreto, vice-presidente da Orla
Rio. O presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães,
é contrário ao projeto. "A poucos dias do evento mais importante
do ano, a Praia de Copacabana é um canteiro de obras. Não houve
planejamento, há uma série de irregularidades", reclama Horácio.
 | | Demora:
só quatro quiosques prontos |
Segundo o representante da concessionária, a inauguração
dos quiosques será em janeiro e a intenção é iniciar
em seguida a construção de mais 38 unidades, concluindo a reformulação
do mobiliário do eixo LemeCopacabana. "A idéia é terminar
todos os quiosques antes dos Jogos Pan-Americanos", diz Barreto. Cada quiosque
custa 1,5 milhão de reais e quatro empresas Nestlé, Ambev,
Souza Cruz e Coca-Cola estão contribuindo para a realização
das obras. Em contrapartida, essas empresas poderão estampar sua marca
em pontos determinados nos quiosques. "A Orla Rio está transferindo direitos
de concessão para outras empresas. Isso é uma ilegalidade", protesta
Júlio César Gomes, advogado da Orla Legal, entidade que reúne
quiosqueiros contrários ao projeto da concessionária. O ponto mais
polêmico é a obra subterrânea tocada abaixo de cada quiosque
para a construção de banheiros, depósito e cozinha. As licenças,
segundo o advogado, foram concedidas sem um estudo de impacto ambiental. A Orla
Legal reúne quinze quiosqueiros de Copacabana que prometem resistir às
mudanças programadas pela concessionária. "A Orla Rio terá
de entrar com ação judicial porque os quiosqueiros não vão
sair. A briga vai continuar", conclui o representante da Orla Legal. |