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 Editado
por Lívia de Almeida E o verde tomou
conta do Rio Alexandre
Sant'Anna
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Foram
doze dias de programação oficial. Mas os preparativos para a Conferência
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
mexeram com a cidade inteira. Afinal, não é todo
dia que uma cidade recebe 100 chefes de Estado de uma tacada só, ao lado
de outros 20 000 visitantes de todos os cantos do mundo. Obras longamente
esperadas como a Linha
Vermelha finalmente saíram do papel. E uma extensa programação
cultural foi organizada
durante a Rio 92. A importância do evento na vida da cidade levou a conferência
a ser capa de quatro edições de Veja Rio. Das obras da cidade
aos transtornos no trânsito e às figuras exóticas que freqüentavam
o Fórum Global,
evento paralelo (foto acima), nada foi esquecido. O
que a cidade ganhou na época da Rio 92 Alexandre
Sant'Anna
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Construção da Linha Vermelha e seus acessos
42 quilômetros de iluminação
pública na região em torno do Riocentro e na Rua Bela, em São
Cristóvão
4 000 telefones e modernização
da rede na Barra e no Recreio dos Bandeirantes; 10 000
linhas para transmissão de dados; 350
orelhões; 1 000 telefones celulares
Recuperação do Parque Nacional da Tijuca, Jardim Zoológico
e Jardim Botânico Frases
"Estamos
enfeitando a casa para receber o visitante, e, quando ele for embora, vai dizer
para todo mundo que encontrou uma casa bonita e arrumada".
ÂNGELO
VIVACQUA, presidente da Associação Brasileira da Indústria
Hoteleira, em
junho de 1992 "Você
oferece conforto para a visita, mas não dá sua cama para ela dormir,
né?" LUÍS
DE FREITAS, estilista, reclamando dos transtornos esperados para os
dias da Rio 92, em junho de 1992 "Vai
ser uma loucura. O carioca devia fazer uma conferência prática do
meio ambiente na Região dos Lagos e da serra."
NILO
BATISTA,
então secretário de Justiça e Polícia Civil, recomendando
o êxodo nos dias da Rio 92, em maio de 1992 |