| |
| |  | |
ARQUITETURA
Tecnologia na dose certa Menos high tech, a Casa Cor ganha
em aconchego Fátima Sá
Fotos AndréValentim/Strana
 | | Quitanda
chique: no restaurante criado por MAURÍCIO NÓBREGA
as portas da estante movem-se por sistema de contrapeso. Os alimentos estão
bem à vista, despertando o apetite do visitante. E a fiação
ficou à mostra, para simplificar o ambiente. A elegância sem exageros
deixou o espaço mais confortável. |
A
TV de plasma, o notebook de última geração, a supergeladeira
e o fogão high tech estão lá. Mas a 16ª edição
da Casa Cor, que abre as portas nesta terça (26), está longe de
ser o paraíso dos Jetsons. Desta vez a tecnologia aparece como coadjuvante,
ao lado de troncos de madeira, objetos inspirados no barroco, revestimentos de
palha e até parede de pau-a-pique. O rústico suaviza o tecnológico.
E os objetos de família, carregados de história, incorporam-se aos
espaços. "O que diferencia um ambiente do outro é a história
de quem vive nele", diz Patrícia Quentel, uma das organizadoras da mostra.
"É a mistura das nossas coisas que faz com que a gente tenha vontade de
voltar para casa", sentencia Patrícia Mayer, a outra organizadora.
 |  | | FERNANDA
PESSOA DE QUEIROZ: o quarto inspirado no surfista-empresário
Fred D'Orey tem ares de galpão. Descontraído, mas antenado, mistura
madeira de demolição com tecnologia. Num único espaço,
ultracolorido, reúne quarto, bancada de trabalho e home theater.
| Rústica
e sofisticada: a sala de leitura de FÁBIO BOUILLET
e RODRIGO JORGE tem parede de pau-a-pique e
móveis com design marcante, como a poltrona com ripas de madeira. Na estante,
artesanato trazido do Ceará e de Pernambuco. O espaço tem dois níveis.
O superior ganhou piso de tapete. O inferior foi coberto por granito. |
Nesta
edição da Casa Cor, os contrastes se harmonizam. No jardim-de-inverno
de Paola Ribeiro, móveis de antiquário convivem com poltronas de
desenho moderno, e, no espaço que André Piva criou para o empresário
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, materiais brutos e
o melhor da tecnologia se unem. Outra marca desta edição é
a marcenaria, com móveis desenhados pelos próprios arquitetos. Lia
Siqueira, por exemplo, projetou para seu estúdio estantes totalmente articuladas.
Também se firmam como tendência o uso do artesanato brasileiro, os
tons variando de cinza a bege queimado, as paredes cobertas por papéis,
ripas de madeira e outros revestimentos. A Casa Cor 2006 está com mais
cara de casa. E muito mais aconchegante.
 | | Neobarroco
carioca: o arquiteto CHICÔ GOUVÊA
fez uma releitura do estilo barroco em sua sala de jantar. Pela primeira vez desenhou
até os objetos, tendo como referência formas de cocos e coroas de
festas religiosas. Misturou madeiras novas e antigas, aço e ferro. Mas
manteve intactos o piso e a janela da casa, que considerou lindíssimos.
|  | | Artes
do Brasil: MARIO SANTOS e ELIANE
AMARANTE deram ao artesanato nacional lugar de destaque em sua sala
de estar. Toda de madeira, do piso às paredes, ela tem iluminação
dramática e tecidos que convidam ao toque. Combinação exata
de luxo e aconchego. |
Casa Cor 2006.
Rua Pacheco Leão, 894, Horto,
2294-9398. Ter. a dom., 12h/21h. R$ 20,00 (ter. e qua.) e R$ 25,00 (qui. a dom.).
Estac.: R$ 10,00. www.casacorrio. com.br. Até 5 de novembro.
|