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ESTILO
A preferida dos chefs
Claudia Guerra veste os cozinheiros
mais estrelados do Rio e, agora, vai
exportar suas criações
Fátima Sá
Fotos Fernando Lemos
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| A empresária Claudia Guerra, na San Chef:
"Roupas resistentes na cozinha e bonitas no salão" |
Ela é item obrigatório nas cozinhas
mais saborosas da cidade do japonês Ten Kai ao francês
Olympe, passando pelo contemporâneo Roberta Sudbrack. Suas
criações seduziram os chefs de tal modo que desbancaram
até a tradicional marca francesa Bragard. Aos 41 anos, a
carioca Claudia Sanmartin Guerra tornou-se a estilista da maioria
dos grandes chefs do Rio. São dela os uniformes usados por
Claude Troisgros, Christophe Lidy, Frédéric de Maeyer,
Roland Villard, César Hasky, Claudia Mascarenhas, Teresa
Corção, Andréa Tinoco e Roberta Sudbrack. "Cada
um tem seu estilo, mas todas as roupas precisam ser resistentes
e confortáveis para a cozinha e, ao mesmo tempo, bonitas
para o salão", explica Claudia. Batizada de San Chef, a empresa,
que produz 400 peças por mês, tem representações
em São Paulo, Minas Gerais e Brasília. Agora, sete
anos depois de criada, começa também a exportar. Claudia
acaba de fazer uniformes para restaurantes na Espanha e na Austrália.
Boa de garfo e fogão, montanhista nas
horas vagas e faixa roxa de caratê, Claudia criava uniformes
em geral e ainda cria, cerca de 1.000 peças por mês
para empresas, escritórios e hotéis. Começou
em 1994, após uma tentativa frustrada no segmento de roupas
femininas. Logo percebeu a carência do mercado. "Faltava quem
fizesse roupa bacana para os chefs e suas equipes", lembra. A aposta
rendeu elogios de clientes exigentes. "Adoro o trabalho dela", afirma
o francês Christophe Lidy, do Garcia & Rodrigues, no Leblon,
dono de uma dúzia de uniformes assinados por Claudia e adepto
de um visual clássico, com jaqueta e avental brancos. "Ela
tem imaginação, estilo e compromisso com o conforto",
tira o chapéu Teresa Corção, do restaurante
O Navegador, no Centro. A ecochef, como se define, gosta de variar
a produção. Usa até jaqueta roxa, com botões
em formato de cacho de uva. "Agora estou inventando uns botões
que imitam feijões e montinhos de arroz", diverte-se.
Nascida no apartamento de Claudia, a San Chef
ocupa hoje um galpão de 500 metros quadrados, no Cais do
Porto. Ex-depósito de alimentos e ex-escritório de
uma fábrica de pneus, o espaço andava abandonado quando
a empresária cismou de fincar pé ali. "As pessoas
achavam que eu estava louca", recorda. Depois de reformar o local
e recheá-lo com cacarecos comprados em feirinhas ou doados
por amigos, ela montou um showroom, onde, junto com a mãe
e sócia Solange Sanmartin Guerra , cria e vende
seus modelos. Ali, tanto chefs tarimbados quanto cozinheiros amadores
podem comprar aventais, chapéus, calças e blusas de
variados estilos. O item mais caro é a jaqueta. Uma peça
pronta sai a partir de 99 reais. Uma sob medida, a 250 reais. Só
não vale imitar Roberta Sudbrack. Há quinze anos ela
usa uma exclusiva, bolada pela avó. "Eu trouxe o molde para
a Claudia e minha avó fez ajustes", conta Roberta. "Essa
ninguém tem. É modelo Sudbrack."
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Claudia Mascarenhas, do Solar do Império:
visual colorido e contemporâneo |
Teresa Corção, do restaurante O Navegador:
peças lúdicas com botões divertidos |
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Frédéric de Maeyer, do Eça, veste o clássico:
"Invenções só nas receitas" |
César Hasky, restaurateur do Ten Kai:
produção descolada para receber a clientela |
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Roberta Sudbrack: o uniforme exclusivo surgiu
de um molde feito pela avó Fátima Sá |
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