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ENTRETENIMENTO
Mudanças na paisagem
Casa de shows no MAM será
aberta em outubro
Gustavo Autran
Divulgação
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| Vivo Rio: obra aprovada pelo Iphan |
Muita gente tem estranhado as dimensões da
construção em andamento ao lado do MAM, no Aterro
do Flamengo, área tombada pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Dependendo
do ângulo de visão, a edificação encobre
parcialmente o museu. Mas a construção, que vai abrigar
uma casa de shows, respeita o projeto original do arquiteto Affonso
Eduardo Reidy, feito nos anos 50. "As obras só foram aprovadas
depois de constatarmos que a fachada e todas as demais características
externas foram mantidas", afirma Thays Pessotto, à época
da aprovação superintendente do Iphan no Rio e hoje
chefe de gabinete da presidência da instituição.
As únicas alterações permitidas foram internas.
"O espaço será adaptado às novas regras de
segurança e aos novos padrões tecnológicos
das grandes salas de espetáculo", explica Luiz Antonio Rangel,
que é responsável pelas obras e no início da
carreira estagiou no escritório de Reidy.
O projeto de Reidy previa a criação
de um teatro integrado ao MAM. Uma parceria entre a operadora de
celulares Vivo e o grupo Tom Brasil fez o projeto sair do papel.
A nova casa, que deve abrir em outubro, ocupa uma área de
11.000 metros quadrados e poderá acomodar 2.600 pessoas sentadas
ou 5.800 em pé. Deverá receber produções
nacionais e estrangeiras, ligadas à música popular,
ao teatro e à ópera. O espaço também
será equipado com um estúdio, que poderá ser
usado para gravar e editar CDs ou DVDs ao vivo. Depois do sim do
Iphan para as obras, a expectativa dos responsáveis pela
nova casa de shows é por um outro sim: o do cantor e compositor
João Gilberto, convidado para inaugurar o lugar. Agora é
torcer.
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