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DEZ MOTIVOS
Dez motivos para... ir
ao Tim Festival, que acontece de sexta (27) a domingo Gustavo
Autran 1
Novo endereço. A programação do Tim Festival (leia sobre
dias, preços e horários na coluna Shows) acontece, pela primeira
vez, na Marina da Glória cartão-postal da cidade, com vista
da Baía de Guanabara ainda mais exuberante que a dos jardins do Museu de
Arte Moderna, antiga sede do festival. O evento vai ter quatro palcos: Tim Stage,
o principal; Tim Club, o mais intimista; Tim Lab, espaço experimental;
e o MotoMix Tim Village, misto de pista de dança com badalação.
Divulgação
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Na sexta (27). Daft Punk. Sem fazer grandes turnês internacionais há
dez anos, a dupla francesa é a grande atração da noite de
estréia do festival, no Tim Stage. O primeiro impacto das apresentações
de Thomas Bangalter e Guy-Manuel é visual: além dos efeitos de luz,
os dois costumam tocar com capacetes metálicos para criar um clima de fantasia
em torno de suas identidades secretas. Bom, a má notícia é
que os ingressos estão esgotados. O jeito é correr para os outros
destaques da noite. O riponga-fã-de-Caetano Devendra Banhart é a
principal atração do Tim Lab. À frente da orquestra que leva
seu nome, a pianista americana Maria Schneider, ganhadora do Grammy 2005 com o
disco Concert in the Garden, toca no Tim Club. A cantora paulista Céu,
que abre os trabalhos no Tim Lab, pode ser uma grata surpresa.
Divulgação
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No sábado (28). Chance única de conferir ao vivo os vocais viscerais,
o anarquismo e a história da roqueira Patti Smith, uma das precursoras
do punk, que conserva até hoje a veia poética e a coerência
política. Seu primeiro disco, Horses, foi lançado em 1975
e hoje é clássico. Ela toca no Tim Stage antes do trio Yeah Yeah
Yeahs, novo ícone do rock de garagem nova-iorquino. Não se atrase:
o bom grupo pernambucano Mombojó abre a noite. No palco Tim Lab, a grande
atração, a dupla americana de música eletrônica Thievery
Corporation, já está com ingressos esgotados.
Danny Clinch
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No domingo (29) a coisa complica. As grandes atrações da noite já
estão com ingressos esgotados. Quem comprou, comprou. Vai se esbaldar com
os rappers branquelos do Beastie Boys e com o DJ Shadow, no Tim Stage,
ou degustar o jazz dos pianistas Ahmad Jamal e Herbie Hancock, no Tim Club. Uma
boa alternativa pode ser apostar em desconhecidas atrações
vale lembrar que o show da numerosa banda canadense de rock Arcade Fire ofuscou
muitos bambas do ano passado. Às apostas, todas do palco Tim Lab: o gaúcho
Marcelo Birck, que mistura rock dos anos 60 com música de vanguarda, o
trio americano de jazz The Bad Plus e o trio nova-iorquino Black Dice, conhecido
por incendiárias performances ao vivo, com direito a quebra-quebra de instrumentos.
5 O Tim Village,
área de convivência do festival, desta vez vai agregar o espaço
afterhours, animado por DJs nacionais e estrangeiros a partir de 1h. Nos anos
anteriores, os sets mais disputados rolavam no Tim Stage, após a programação
de shows. É muito comum dar de cara com atrações do festival
batendo perna neste espaço destinado à badalação e
ao entretenimento. Em edições anteriores passou por lá gente
como a cantora Beth Gibbons, vocalista do Portishead, e o ator, diretor, músico
e figuraça Vincent Gallo. Neste ano, o complexo que abrange o espaço
Motomix e o Tim Village será ocupado por estandes de bares e restaurantes,
como Botequim Informal, Manekineko, 00, Felice Gelatto, Caroline Café,
Pizzaria Stravaganze e Bar Sagatiba. 6
As tendas que abrigam as atrações nacionais e internacionais receberam
tratamento acústico especial para evitar vazamento de som o que
inclui o palco Tim Club, dedicado aos shows intimistas e considerado o calcanhar-de-aquiles
do festival nesse quesito. Em 2003, a cantora e pianista americana Shirley Horn
foi uma das vítimas. O espaço, com capacidade para 960 pessoas,
vai contar com proteção extra: será vedado com paredes duplas
de madeira.
Antonio Augusto Fontes
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O Rio é a matriz. A versão completa do festival, com mais de trinta
atrações, só vai acontecer na Marina da Glória.
Alguns dos artistas escalados vão esticar por edições menores
do evento em São Paulo, Vitória e Curitiba. 8
O evento tocado pela Dueto Produções desde 1985 quando começou
como Free Jazz Festival tem tradição. Nos primórdios,
preocupava-se em trazer à cidade artistas relevantes do jazz. Mais tarde
a programação agregou medalhões do pop, do rock, e artistas
do segmento alternativo, pouco conhecidos no Brasil. O cardápio democrático
já abrigou do jazz sussurrante de Chet Baker à vanguarda estridente
da islandesa Björk. O time de estrelas que já passaram por aqui reúne
ainda Ray Charles, Sarah Vaughan, Nina Simone, John Lee Hooker, Dizzie Gillespie,
James Brown, Stevie Wonder, Jamiroquai, Cake, Orbital, Sonic Youth, Kraftwerk,
Jay Jay Johanson, Primal Scream, The Strokes, The Arcade Fire, Peaches, The Rapture
e The White Stripes. Ufa... 9
Os curadores do Tim Festival dão consistência e credibilidade à
programação. A equipe passa o resto do ano pesquisando artistas
já consagrados ou que sinalizam novas tendências no Brasil e no exterior.
O time, que contava com a experiência do prestigiado produtor Paulinho Albuquerque,
falecido no início do ano, só tem bambas: o crítico de música
Zuza Homem de Mello, o saxofonista Zé Nogueira, o antropólogo Hermano
Vianna e o advogado Ronaldo Lemos, diretor do projeto Creative Commons no Brasil
(que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais).
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A produção não quer deixar a desejar nos quesitos estrutura
e organização. A Marina ganhará quarenta banheiros químicos,
instalados na área de convivência. A segurança será
garantida por uma equipe de 400 homens, sem contar os efetivos da Polícia
Militar e da Guarda Municipal. Haverá dois postos médicos no Tim
Village e três UTIs móveis disponíveis por dia. A idéia,
desta vez, é evitar a confusão de carros estacionados por perto.
Será oferecido serviço de transporte gratuito entre 19h e 5h. As
vans partem do Edifício Argentina (Praia de Botafogo, 226, com entrada
pela Rua Farani), do estacionamento da Infraero (Praça Senador Salgado
Filho, s/nº, Aeroporto Santos Dumont), do estacionamento subterrâneo
da Cinelândia (Praça Mahatma Gandhi, s/nº) e do Edifício
Mourisco (Praia de Botafogo, 501). Haverá ponto de táxi na entrada
principal, com 270 veículos credenciados. Para evitar atrasos nos shows,
a Dueto elabora uma agenda previamente aprovada por todas as atrações
e fixada em todos os palcos. |