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25 de outubro de 2006

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Novidades à beira da Lagoa

A prefeitura avalia mudança nos quiosques

Sofia Cerqueira

 

Dilmar Cavalher/Strana
Quiosques fechados: dois na área do Corte do Cantagalo

Ninguém quer ficar à margem do burburinho da Lagoa Rodrigo de Freitas. Enquanto os quiosques do Parque dos Patins entraram definitivamente para o roteiro da boemia carioca, algumas unidades no Corte do Cantagalo e no Parque das Taboas, próximo ao Clube Caiçaras, amargam dificuldades para atrair público desde a sua implantação, em 1998. Dos 25 quiosques previstos para os 7,5 quilômetros do entorno da Lagoa, cinco estão fechados. "O problema é a localização. Alguns ficam muito próximos das pistas e outros distantes dos estacionamentos", diz Fernando Alves Filho, diretor-presidente da Fine Food's, empresa que detém a concessão para explorar os quiosques por dez anos. O cenário pode mudar. "A prefeitura está avaliando não só o posicionamento dos quiosques como também o mobiliário", afirma o secretário de Governo, João Pedro Campos Figueira. "Os atuais quiosques precisam de adaptações para servir melhor ao carioca e aos turistas", completa ele. Essas mudanças são apenas parte das novidades que vêm por aí. "O entorno da Lagoa está passando por um processo de requalificação, com implantação de brinquedos para crianças com necessidades especiais, rampas e substituição de alambrados", diz a secretária municipal de Meio Ambiente, Rosa Fernandes. Os pedalinhos no formato de cisnes – hoje explorados por duas firmas – também vão mudar. A prefeitura estuda outro modelo e fará uma licitação para a escolha da empresa que assumirá o serviço. Não é só. Há ainda o projeto de criação de um quiosque temático, na altura do Corte do Cantagalo, com detalhes que lembram um cais do porto.

 
Divulgação
Quiosque temático: projeto do dono do Palaphita

Não é a primeira vez que o chef manauara Mário de Andrade propõe inovações à prefeitura para o circuito da Lagoa. Ele é proprietário do Palaphita Kitch, um dos mais badalados quiosques da área, que foge ao padrão: em vez das cadeiras de plástico, há sofás de madeira, almofadas coloridas e um menu inspirado na Amazônia. "Ninguém quer ficar num quiosque à beira do asfalto. Se não ocorrerem mudanças, alguns pontos continuarão no ostracismo", diz Mário. Fora o Palaphita, ele tem outro quiosque, fechado, num trecho menos favorecido do Cantagalo. Ele espera, além da mudança de local, conseguir autorização para fazer seu novo quiosque temático, o KG (kiosque gay). "A intenção não é só atrair o público GLS, mas quem gosta de um ambiente bacana, com essa vista maravilhosa", completa. Pelo projeto, o quiosque será de madeira pintada de branco e o teto de pindoba. Terá também uma estrutura semelhante a uma traineira, reservada aos banheiros. Em frente, a idéia é fazer quatro deques, com balanços no formato de canoas. Mário ainda tem um pedido junto ao município para criar uma escola de vela próxima ao Palaphita. "Além de pareceres técnicos, a prefeitura leva em conta o dia-a-dia no local e os interesses de seus usuários", explica o subprefeito da Zona Sul, Mário Filippo Júnior. Idéias para o local não faltam.

     
   

 

 
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