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CIDADE
Novidades à beira da Lagoa A
prefeitura avalia mudança nos quiosques Sofia
Cerqueira
Dilmar Cavalher/Strana
 | | Quiosques
fechados: dois na área do Corte do Cantagalo |
Ninguém
quer ficar à margem do burburinho da Lagoa Rodrigo de Freitas. Enquanto
os quiosques do Parque dos Patins entraram definitivamente para o roteiro da boemia
carioca, algumas unidades no Corte do Cantagalo e no Parque das Taboas, próximo
ao Clube Caiçaras, amargam dificuldades para atrair público desde
a sua implantação, em 1998. Dos 25 quiosques previstos para os 7,5
quilômetros do entorno da Lagoa, cinco estão fechados. "O problema
é a localização. Alguns ficam muito próximos das pistas
e outros distantes dos estacionamentos", diz Fernando Alves Filho, diretor-presidente
da Fine Food's, empresa que detém a concessão para explorar os quiosques
por dez anos. O cenário pode mudar. "A prefeitura está avaliando
não só o posicionamento dos quiosques como também o mobiliário",
afirma o secretário de Governo, João Pedro Campos Figueira. "Os
atuais quiosques precisam de adaptações para servir melhor ao carioca
e aos turistas", completa ele. Essas mudanças são apenas parte das
novidades que vêm por aí. "O entorno da Lagoa está passando
por um processo de requalificação, com implantação
de brinquedos para crianças com necessidades especiais, rampas e substituição
de alambrados", diz a secretária municipal de Meio Ambiente, Rosa Fernandes.
Os pedalinhos no formato de cisnes hoje explorados por duas firmas
também vão mudar. A prefeitura estuda outro modelo e fará
uma licitação para a escolha da empresa que assumirá o serviço.
Não é só. Há ainda o projeto de criação
de um quiosque temático, na altura do Corte do Cantagalo, com detalhes
que lembram um cais do porto.
Divulgação
 | | Quiosque
temático: projeto do dono do Palaphita |
Não
é a primeira vez que o chef manauara Mário de Andrade propõe
inovações à prefeitura para o circuito da Lagoa. Ele é
proprietário do Palaphita Kitch, um dos mais badalados quiosques da área,
que foge ao padrão: em vez das cadeiras de plástico, há sofás
de madeira, almofadas coloridas e um menu inspirado na Amazônia. "Ninguém
quer ficar num quiosque à beira do asfalto. Se não ocorrerem mudanças,
alguns pontos continuarão no ostracismo", diz Mário. Fora o Palaphita,
ele tem outro quiosque, fechado, num trecho menos favorecido do Cantagalo. Ele
espera, além da mudança de local, conseguir autorização
para fazer seu novo quiosque temático, o KG (kiosque gay). "A intenção
não é só atrair o público GLS, mas quem gosta de um
ambiente bacana, com essa vista maravilhosa", completa. Pelo projeto, o quiosque
será de madeira pintada de branco e o teto de pindoba. Terá também
uma estrutura semelhante a uma traineira, reservada aos banheiros. Em frente,
a idéia é fazer quatro deques, com balanços no formato de
canoas. Mário ainda tem um pedido junto ao município para criar
uma escola de vela próxima ao Palaphita. "Além de pareceres técnicos,
a prefeitura leva em conta o dia-a-dia no local e os interesses de seus usuários",
explica o subprefeito da Zona Sul, Mário Filippo Júnior. Idéias
para o local não faltam. |