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REPORTAGEM DE CAPA
Três
pontos em
comum na decoração
Os
shoppings que concentram
as lojas de móveis
Cláudia Martins/Strana
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| Rio Design Barra:
perfil em mudança |
Quando o
assunto são móveis e objetos para casa, arquitetos
e decoradores cariocas têm pelo menos três pontos em
comum. São os shoppings Rio Design Center, no Leblon, Rio
Design Barra e CasaShopping. Os três constavam em boa parte
das listas de sugestões enviadas pelos setenta arquitetos
consultados por Veja Rio. E todos estão passando por
transformações. Enquanto os Rio Design ampliam o mix
de lojas com o objetivo de aumentar a circulação de
consumidores, o CasaShopping continua apostando no segmento. No
shopping do Leblon, um dos bairros mais charmosos e cobiçados
da cidade, o público mensal é de cerca de 40.000 pessoas,
30% da freqüência do CasaShopping. No Rio Design Barra,
a bela arquitetura de seus 60.000 metros quadrados e os 57 milhões
de reais investidos na transformação da área
em grande templo do consumo de decoração também
não trouxeram o fluxo de gente esperado. "O objetivo da mudança
é integrar a decoração a outros segmentos de
interesse do cliente, dar a ele mais motivos para freqüentar
o shopping. Vai ficar mais gostoso comprar", acredita Marcos Carvalho,
diretor da Ancar, empresa responsável pela reestruturação
dos Rio Design. Para Carvalho, o shopping da Barra já atende
um público sofisticado. "E o do Leblon será o lugar
mais aconchegante do Rio para fazer compras."
André Nazareth/Strana
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| CasaShopping: ampliação
sem mudar de segmento |
Até
o fim do ano, os dois shoppings devem ganhar quarenta novas lojas,
algumas já confirmadas, como Richards, Osklen, Época
Cosméticos, Sacada, além de cabeleireiros e lojas
de brinquedos. Enquanto chegam os noviços, alguns veteranos
mudam de pouso. Lojas como House Garden, Firma Casa, Lacca e IMI
estão deixando o Rio Design. Antônio Luiz Neves Garcia,
diretor da IMI, acredita que um local temático é melhor
para os negócios. Por isso, está fechando as duas
filiais Rio Design para abrir uma maior no CasaShopping. Foi recebido
de braços abertos. "Não pretendemos sair deste nicho",
diz o gerente de marketing do CasaShopping, Francisco Grabowsky.
Desde 1997 o shopping vem passando por um processo de ampliação.
O número de lojas aumentou 60% nos últimos sete anos
são mais de 100 , e o espaço construído
cresceu de 18.000 para 30.000 metros quadrados. Os onze blocos,
antes isolados, são agora interligados por passarelas. Um
deles, inaugurado há cerca de três meses, acolhe lojas
como Ornare, IMI, Trussardi e Vallvé. A construção
de outro bloco com novas marcas está prevista para 2005.
Nos próximos três anos, o CasaShopping pretende investir
mais 15 milhões de reais em sua expansão.
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