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MEU ESTILO
Ike Cruz
Marina Caruso
Nana Moraes
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| Empresário, 40 anos |
Juliana Paes, Deborah Secco, Sheron Menezes, Joana Balaguer e Thaila
Ayala, aliás sua namorada, não fazem nada sem a autorização
do "boss", como elas o chamam qualquer semelhança
com o onipresente Charlie, o chefão de As Panteras, não
deve ser mera coincidência. Há três anos, o ex-modelo
Ike Cruz, que saiu das passarelas para trabalhar nos bastidores,
abriu sua própria agência e passou a administrar a
carreira de beldades como essas.
Qual a parte mais difícil
do trabalho?
Dizer mais não do que sim. Frustra
muita gente, mas estabelecer critérios faz parte. É
importante saber recusar, inclusive, dinheiro. A alma de um agente
não pode estar à venda.
Como recusar uma proposta sem
perder o estilo?
Seja um pedido de entrevista, seja o orçamento
para uma campanha, basta mostrar respeito.
E as atrizes entendem tantas
negativas?
No começo da parceria com as atrizes,
aviso logo que a minha opinião prevalece. Do Projac (Central
Globo de Produção) para dentro, não me
meto. Mas aqui fora preciso de autonomia. Tenho minhas estratégias,
decisões e critérios.
É verdade que Juliana
Paes recusou um convite internacional para poder fazer Os Produtores
no Brasil?
Ela estava com viagem marcada para Los Angeles
e foi chamada para o teste do musical. Expliquei-lhe que o mercado
internacional ainda é vago. Lá seriam feitos só
contatos. Já um convite desses, para um musical com o Miguel
Falabella, é imprescindível para uma atriz que quer
ir além da TV.
Chegar aos 40 anos mexeu com
sua vaidade?
Sim. Costumo dizer, de brincadeira, que até
pouco tempo atrás tinha 39.
De onde são as roupas
que está usando?
A camiseta é Calvin Klein, a calça
e o cinto são da Forum, o tênis é All Star e
o relógio é Bulgari.
Tem cuidados especiais com
a beleza?
Nenhum. Não tenho frescuras de creminhos
anti-rugas e similares. Corro sob o sol quase todos os dias e não
uso protetor.
O que trouxe dos tempos de
modelo?
Houve colegas bem-sucedidos na minha geração,
mas sabia que eu não seria um deles. Sempre me senti mais
atraído pela possibilidade de agenciá-los.
Qual sua maior saia-justa?
O dia em que me fotografaram beijando a Thaila
Ayala numa festa. Havíamos terminado relacionamentos recentes
e não era a hora de aparecermos juntos. Cobro discrição
dos meus agenciados, mas vacilei. O que minimiza o episódio
é o fato de estarmos juntos até hoje.
Você dá palpite
na roupa das agenciadas?
É delicado. Uma maneira de fazer com
que elas parem de usar o que não gosto é sugerir algo
melhor.
Elas não têm
direito a escolha? São maiores, adultas, vacinadas...
Muitos pensam assim. Mas sou cobrado por isso.
As pessoas me ligam para dizer: "Puxa, vi fulana com uma roupa horrível..."
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