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25 de julho de 2007

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MEU ESTILO

Ike Cruz

Marina Caruso

Nana Moraes
Empresário, 40 anos


Juliana Paes, Deborah Secco, Sheron Menezes, Joana Balaguer e Thaila Ayala, aliás sua namorada, não fazem nada sem a autorização do "boss", como elas o chamam – qualquer semelhança com o onipresente Charlie, o chefão de As Panteras, não deve ser mera coincidência. Há três anos, o ex-modelo Ike Cruz, que saiu das passarelas para trabalhar nos bastidores, abriu sua própria agência e passou a administrar a carreira de beldades como essas.

Qual a parte mais difícil do trabalho?
Dizer mais não do que sim. Frustra muita gente, mas estabelecer critérios faz parte. É importante saber recusar, inclusive, dinheiro. A alma de um agente não pode estar à venda.

Como recusar uma proposta sem perder o estilo?
Seja um pedido de entrevista, seja o orçamento para uma campanha, basta mostrar respeito.

E as atrizes entendem tantas negativas?
No começo da parceria com as atrizes, aviso logo que a minha opinião prevalece. Do Projac (Central Globo de Produção) para dentro, não me meto. Mas aqui fora preciso de autonomia. Tenho minhas estratégias, decisões e critérios.

É verdade que Juliana Paes recusou um convite internacional para poder fazer Os Produtores no Brasil?
Ela estava com viagem marcada para Los Angeles e foi chamada para o teste do musical. Expliquei-lhe que o mercado internacional ainda é vago. Lá seriam feitos só contatos. Já um convite desses, para um musical com o Miguel Falabella, é imprescindível para uma atriz que quer ir além da TV.

Chegar aos 40 anos mexeu com sua vaidade?
Sim. Costumo dizer, de brincadeira, que até pouco tempo atrás tinha 39.

De onde são as roupas que está usando?
A camiseta é Calvin Klein, a calça e o cinto são da Forum, o tênis é All Star e o relógio é Bulgari.

Tem cuidados especiais com a beleza?
Nenhum. Não tenho frescuras de creminhos anti-rugas e similares. Corro sob o sol quase todos os dias e não uso protetor.

O que trouxe dos tempos de modelo?
Houve colegas bem-sucedidos na minha geração, mas sabia que eu não seria um deles. Sempre me senti mais atraído pela possibilidade de agenciá-los.

Qual sua maior saia-justa?
O dia em que me fotografaram beijando a Thaila Ayala numa festa. Havíamos terminado relacionamentos recentes e não era a hora de aparecermos juntos. Cobro discrição dos meus agenciados, mas vacilei. O que minimiza o episódio é o fato de estarmos juntos até hoje.

Você dá palpite na roupa das agenciadas?
É delicado. Uma maneira de fazer com que elas parem de usar o que não gosto é sugerir algo melhor.

Elas não têm direito a escolha? São maiores, adultas, vacinadas...
Muitos pensam assim. Mas sou cobrado por isso. As pessoas me ligam para dizer: "Puxa, vi fulana com uma roupa horrível..."

         
     

 

 
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