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24 de novembro de 2004
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ESPETÁCULO

Improviso bem-sucedido

Zenas Emprovisadas
faz sucesso entre jovens

Isabel Butcher

 
Fotos Dilmar Cavalher/Strana

Humor: Gregório, Marcelo, Rafael e Fernando e a convidada Márcia Cabrita

Começou como brincadeira nas festinhas. Os amigos Fernando Caruso, Rafael Queiroga e Gregório Duvivier paravam a pista de dança para criar tipos e diálogos improvisados a partir de frases aleatórias sugeridas pelos amigos. Funcionou tão bem que, com Marcelo Adnet somado ao grupo, a farra se transformou no espetáculo Z.É. – Zenas Emprovisadas. A estréia aconteceu em 2003, no Humaitá, num espaço com apenas cinqüenta lugares. O público, como a turma nas festinhas, achou tanta graça que o jeito foi procurar um lugar maior. Z.É. pulou para o Teatro do Jockey (110 lugares) em novembro do ano passado. Depois, cumpriu dois meses no Teatro Maria Clara Machado (130 lugares), no Planetário, com sessões duplas. Sempre enchendo a casa, eles agora dão expediente às terças no Teatro dos Quatro (402 lugares). "Sucesso igual ao do Z.É. só vi há dez anos, com Confissões de Adolescente", diz Lionel Fisher, ex-professor de Caruso e Gregório no Tablado.

O fenômeno, que provoca filas por onde passa, surpreende seus criadores. "No começo chamávamos nossos amigos e dava para encher", diz Fernando Caruso. A peça, agora, tem até um fã-clube informal. As amigas Mariana Moreira, Laura Marques e Fernanda Moura batem ponto onde quer que eles estejam. Estudantes do Colégio Teresiano, elas conheceram o espetáculo no Planetário e voltam sempre que podem. Bateram ponto na semana passada. "Temos prova amanhã, mas não podíamos perder", diz Laura. Antes da primeira das duas sessões de terça (16), o convidado José Lavigne perguntou quem já havia visto Z.É. Mais da metade da platéia levantou o dedo. "Alguns jovens vão ao teatro pela primeira vez para ver o Z.É. É gratificante saber que estamos formando platéia", anima-se Gregório.

Fernando, Gregório e Rafael são crias do Tablado. Marcelo Adnet estreou no teatro com Z.É. e com o infantil O Alfaiate do Rei, em cartaz no Tablado. O espetáculo conta sempre com um ator e um diretor convidados (veja quadro). Bernardo Jablonsky, que também deu aulas para o trio no Tablado, aprovou. "Eu não sei como eles conseguem falar tanta besteira em tão pouco tempo", diz. Tem gente que assiste à peça e quer entrar em cena. É o caso do diretor e ator Domingos de Oliveira. "Gostaria de participar como ator. Mas tenho medo de ficar em estado catatônico no palco. O que eles fazem é incrível", observa. Z.É. – Zenas Emprovisadas termina temporada no dia 30. Mas no ano que vem tem mais.

 

Explicando Z.É.

 

A fila: começa uma hora antes do espetáculo e dá voltas no shopping

Z.É. é uma aula de improviso. A cada semana, o quarteto recebe um diretor, que propõe alguns exercícios, e um ator, que enfrenta com Fernando Caruso, 23 anos, Rafael Queiroga, 21, Marcelo Adnet, 23, e Gregório Duvivier, 18, os jogos propostos. Antes de entrar, a platéia escreve frases e inventa situações que serão vividas pelos atores. São três atos: o primeiro é um esquete de humor previamente ensaiado – o único em todo o espetáculo. No segundo, o diretor propõe uma série de jogos de improvisação. No fim, os rapazes criam músicas para um CD fictício, com tema proposto pela platéia e cantado por Adnet.

 

     
   

 

 
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