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ESPETÁCULO
Improviso bem-sucedido Zenas
Emprovisadas faz sucesso entre jovens
Isabel Butcher
Fotos Dilmar Cavalher/Strana
 | Humor:
Gregório, Marcelo, Rafael e Fernando e a convidada Márcia Cabrita
| Começou
como brincadeira nas festinhas. Os amigos Fernando Caruso, Rafael Queiroga e Gregório
Duvivier paravam a pista de dança para criar tipos e diálogos improvisados
a partir de frases aleatórias sugeridas pelos amigos. Funcionou tão
bem que, com Marcelo Adnet somado ao grupo, a farra se transformou no espetáculo
Z.É. Zenas Emprovisadas. A estréia aconteceu em 2003,
no Humaitá, num espaço com apenas cinqüenta lugares. O público,
como a turma nas festinhas, achou tanta graça que o jeito foi procurar
um lugar maior. Z.É. pulou para o Teatro do Jockey (110 lugares)
em novembro do ano passado. Depois, cumpriu dois meses no Teatro Maria Clara Machado
(130 lugares), no Planetário, com sessões duplas. Sempre enchendo
a casa, eles agora dão expediente às terças no Teatro dos
Quatro (402 lugares). "Sucesso igual ao do Z.É. só vi há
dez anos, com Confissões de Adolescente", diz Lionel Fisher, ex-professor
de Caruso e Gregório no Tablado. O
fenômeno, que provoca filas por onde passa, surpreende seus criadores. "No
começo chamávamos nossos amigos e dava para encher", diz Fernando
Caruso. A peça, agora, tem até um fã-clube informal. As amigas
Mariana Moreira, Laura Marques e Fernanda Moura batem ponto onde quer que eles
estejam. Estudantes do Colégio Teresiano, elas conheceram o espetáculo
no Planetário e voltam sempre que podem. Bateram ponto na semana passada.
"Temos prova amanhã, mas não podíamos perder", diz Laura.
Antes da primeira das duas sessões de terça (16), o convidado José
Lavigne perguntou quem já havia visto Z.É. Mais da metade
da platéia levantou o dedo. "Alguns jovens vão ao teatro pela primeira
vez para ver o Z.É. É gratificante saber que estamos formando
platéia", anima-se Gregório. Fernando,
Gregório e Rafael são crias do Tablado. Marcelo Adnet estreou no
teatro com Z.É. e com o infantil O Alfaiate do Rei, em cartaz
no Tablado. O espetáculo conta sempre com um ator e um diretor convidados
(veja quadro). Bernardo Jablonsky, que também deu aulas para o trio
no Tablado, aprovou. "Eu não sei como eles conseguem falar tanta besteira
em tão pouco tempo", diz. Tem gente que assiste à peça e
quer entrar em cena. É o caso do diretor e ator Domingos de Oliveira. "Gostaria
de participar como ator. Mas tenho medo de ficar em estado catatônico no
palco. O que eles fazem é incrível", observa. Z.É.
Zenas Emprovisadas termina temporada no dia 30. Mas no ano que vem tem mais.
Explicando
Z.É.
 | A
fila: começa uma hora antes do espetáculo e dá voltas no
shopping | Z.É.
é uma aula de improviso. A cada semana, o quarteto recebe um diretor, que
propõe alguns exercícios, e um ator, que enfrenta com Fernando Caruso,
23 anos, Rafael Queiroga, 21, Marcelo Adnet, 23, e Gregório Duvivier, 18,
os jogos propostos. Antes de entrar, a platéia escreve frases e inventa
situações que serão vividas pelos atores. São três
atos: o primeiro é um esquete de humor previamente ensaiado o único
em todo o espetáculo. No segundo, o diretor propõe uma série
de jogos de improvisação. No fim, os rapazes criam músicas
para um CD fictício, com tema proposto pela platéia e cantado por
Adnet. | |