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ESPORTE
As
garotas de Ipanema
Rio
tem torneio de surfe inédito,
só para mulheres
Melissa
Jannuzzi
Mirian Monteiro/Strana
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de competidoras: as surfistas estão invadindo as praias cariocas
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As
mulheres vão invadir a Praia de Ipanema. De sexta (26) a
domingo, será realizado o Circuito Petrobras Feminino de
Surfe, primeira competição da modalidade no Rio exclusiva
para elas. "As mulheres enfrentam o mesmo mar que os homens, mas
têm menos espaço nos campeonatos", diz a organizadora
do evento, Laila Werneck. Serão quatro categorias: iniciante,
amadora, profissional e longboard. Nomes manjados no meio como Andréa
Lopes e a longboarder Patrícia Sodré estarão
presentes. "Quando comecei a surfar, catorze anos atrás,
havia poucas mulheres. Hoje tem muitas meninas nas ondas", conta
Andréa. "Há dois anos, fazíamos dez pranchas
para mulheres por ano. Hoje, produzimos isso por mês", relata
Joca Secco, presidente da Federação de Surfe do Estado
do Rio de Janeiro e dono de uma oficina de pranchas. "Elas levam
vantagem porque, em geral, têm mais equilíbrio que
os homens", afirma Pedro Muller, presidente da Associação
Brasileira de Surfe Profissional, que contabiliza 2 milhões
de praticantes do esporte no país. A vencedora levará
o troféu Deborah Farah, homenagem à surfista morta
em 2001. As demais etapas do circuito serão em setembro e
novembro.
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