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REPORTAGEM
DE CAPA
Um
belo dia de cão
A
paixão dos donos faz com que o
mercado de produtos e
serviços para
os animais mobilize bilhões de reais
Fátima
Sá e Fábio Brisolla
Bruno Veiga/Strana
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| Hotel
para cães: Alain Rohr e Ana Clara são os anfitriões do canil
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"Flora Maria" era um poço de problemas. Desconfiada, não
gostava de carinho. Chorava sem parar cada vez que ficava só.
Mal tocava na comida. A família tentou de tudo. Até
recorrer à psicóloga Cláudia Pizzolatto. Algumas
sessões depois, o diagnóstico foi preciso: a origem
dos problemas estava em "traumas de infância". Até
aí, tudo bem. Não fosse Flora Maria uma cadela da
raça west terrier, aquela que ficou famosa como símbolo
de um site, e Cláudia, uma psicóloga de cães.
Flora Maria, soube-se depois, fora vítima de maus-tratos
na casa do primeiro dono. Não confiava na nova família.
Atenção redobrada e cuidados especiais devolveram
a paz ao animal. O tratamento não saiu barato. Cláudia,
que já atendeu mais de 1.000 animais,
cobra 70 reais a hora. Excentricidade para alguns, frescura para
outros, a psicologia canina é apenas um dos muitos serviços
cada vez mais requisitados por donos de animais. Além do
auxílio de terapeutas, os cães contam com especialistas
para tudo. E a área veterinária é uma parcela
de um mercado que não pára de crescer. Segundo a Associação
Brasileira do Mercado Animal (ABMA), os produtos para bichos de
pequeno porte já movimentam 14 bilhões de reais por
ano no país, 4 bilhões no Rio de Janeiro. Uma quantia
que inclui desde simples rações até pet shops
com status de butique, canis com visual de spa, iguarias dignas
de delicatessen. Dos 27 milhões de cães que há
em todo o território nacional, 2,2 milhões vivem em
terras fluminenses, segundo estimativa da Associação
Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais (Anfal). Só
na cidade do Rio existe quase 1 milhão. A paixão do
carioca pelo melhor amigo do homem fica clara nas estatísticas.
Um em cada seis moradores do Rio tem cachorro.
"O
animal ajuda a socializar a criança, faz companhia para quem
mora só. E há cada vez mais estímulo para que
as pessoas tenham bichos. Com isso, o mercado explodiu", argumenta
a titular da secretaria municipal de Defesa dos Animais, Maria Lúcia
Frota. A secretaria, aliás, é fruto desse boom. Foi
criada no ano passado. Mas a prefeitura se rendeu aos apelos da
bicharada muito antes. Em novembro de 2000, a Lagoa ganhou um ParCão,
uma área delimitada para a recreação dos cachorros,
perto do Parque da Catacumba. Neste ano foi a vez de Ipanema embarcar
na onda. Em março, a Praça Nossa Senhora da Paz reservou
espaço para esses animais. O Jardim de Alah, no Leblon, deve
ter o seu futuramente. A animação da cidade é
tanta que há até festa junina para eles. No domingo
(28), a cachorrada tijucana vai reunir-se, vestida de caipira, num
grande arraiá no pet shop Belay, na Rua Afonso Pena. Com
direito a correio do amor. O boom da bicharada provoca risos, alegra
famílias, agita o mercado. Mas tem seu lado perverso. O problema,
pondera Maria Lúcia, é que a empolgação
faz muita gente comprar o cachorro e se arrepender depois. "Pelos
mais diversos motivos, o dono acaba se desfazendo do animal. Quanto
mais gente compra, mais gente abandona", lamenta a secretária,
que virou uma espécie de mãe adotiva da bicharada
sem lar. Tem três cães e dezesseis gatos. Todos recolhidos
da rua. "O bicho é um compromisso para a vida toda, e é
preciso que as pessoas tenham isso em mente quando resolvem adquirir
um animal", diz.
Mirian Monteiro/Strana
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| Vera
Lúcia: 8 000 reais por mês para manter os dois cães da raça
pit bull |
A paixão
de Maria Lúcia pelos animais, é verdade, não
poupa exageros. Mas a secretária está longe de ser
caso raro. Vera Lúcia Ryder, por exemplo, tem dois cães
e espera a chegada de um terceiro. Quem pensa que o excesso está
no número de animais erra feio. Os cachorros de Vera levam
uma vida de nababo. Em seu amplo apartamento, em Ipanema, os irmãos
"Medéia" e "Hermano Satanus" ocupam um quarto. Só
deles. Ali, dispõem de ar condicionado, televisão,
berço, sofá, uma infinidade de brinquedos. As paredes
do quarto são decoradas com pintura de cães, as mesas
cobertas de porta-retratos. Com foto dos cachorros, naturalmente.
Num canto, uma cama chama a atenção. "Não é
para eles", Vera apressa-se em dizer. Mas para Carlinhos, o "babá"
da dupla. Para sustentar os mimos deles, Vera gasta uma fábula.
Cerca de 8.000 reais por mês. "Se
você decide ter um animal, precisa tratá-lo bem", justifica.
"Afinal, são umas gracinhas", derrama-se. O elogio soa estranho
ao deparar com os cães de Vera. Medéia e Satanus são
dois pit bulls, a raça que saiu dos canis para as páginas
policiais depois de sucessivos ataques violentos na cidade. Os dois
ainda são filhotes. E Vera nem liga. É apaixonada
por eles. Às vezes, permite, até, que comam à
mesa com ela.
Bruno Veiga/Strana
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| Bruno
Chateaubriand: o cãozinho chow-chow é "como um filho" |
Mas nem tudo é alegria quando se decide adotar um animal.
Vera, por exemplo, anda penalizada com a situação
de Medéia. Dia desses, a cadela fraturou uma pata. Foi parar
no ortopedista. Operada, colocou pinos e, agora, inicia o tratamento
com um fisioterapeuta. A demanda por especialistas chegou a tal
ponto na medicina veterinária que a variedade de profissionais
se compara à existente em qualquer catálogo de planos
de saúde. Em Botafogo, um centro de hemodiálise e
diagnóstico para animais foi inaugurado em janeiro. "A insuficiência
renal é uma doença que precisa ser acompanhada por
vários profissionais. Por isso, temos cardiologista, endocrinologista
e neurologista", enumera o médico veterinário Márcio
Bernstein, um dos sócios do centro. No local, há também
equipamentos de ultra-som e raios X. Mas o serviço mais procurado
é a acupuntura, especialidade de Bernstein. "O número
de doenças degenerativas em animais é muito grande,
e a medicina chinesa vem somar-se à alopática", diz
o médico. O centro recebe dez cães por dia para o
tratamento com agulhas.
"Antigamente,
especialização era ser veterinário de grandes
ou de pequenos animais. Hoje, há cardiologistas, homeopatas,
neurologistas", conta Jorge Pereira, oftalmologista de animais e
presidente da ABMA. Jorge mantém um consultório no
Rio e outro em Teresópolis. Opera catarata com ultra-som
e implanta cristalinos artificiais. Cobra 1.800
reais por olho, e 3.000 reais se operar
os dois olhos do cão. "Os leigos muitas vezes consideram
o tratamento com especialistas um luxo desnecessário. Mas
o que promovemos é a saúde, e saúde não
é luxo", frisa a veterinária Cláudia Youle,
33 anos, sócia da Dentalvet, clínica na Barra especializada
em tratamento odontológico. Segundo a médica, o principal
problema nos dentes dos cães costuma ser o acúmulo
de placa bacteriana. Há os casos mais complexos. "Alguns
nascem com os dentes mal posicionados, o que causa ferimento na
boca, e a forma de tratar é colocando um aparelho fixo",
diz Cláudia.
Bruno Veiga/Strana
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| Dentes
caninos: Cláudia Youle abriu uma clínica de tratamento odontológico
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Outra
doença que aflige o universo canino é o stress da
vida urbana. Passar a maior parte do dia preso dentro de um apartamento
afeta o animal. Por isso, Daniela Prado, outra especialista em comportamento
de cachorro, montou um spa no canil Monte Olivette, em Guapimirim,
a 85 quilômetros do Rio. "Elaboramos programas voltados para
a perda de peso e para o trabalho muscular", conta Daniela. O spa
surgiu quando ela começou a avaliar o estado físico
dos cães que se hospedavam por lá. Certa vez, um teckel
(o da propaganda da Cofap) chegou ao canil e brincou como nunca.
Correu como um desvairado o dia inteiro, pulou canteiros, enturmou-se
com outros cães. No dia seguinte, o animal não se
movia. Só ficava deitado. "Ele ficou exausto porque era um
cachorro de apartamento. Começamos a reparar que muitos estavam
obesos e sem preparo físico algum", diz. Daniela elaborou
então um programa de atividades, como natação
em cachoeira, das 8 às 18h30, e inaugurou o spa. A diária
custa 20 reais, com a opção de buscar o animal em
casa.
A
mesma filosofia foi adotada pelo economista Alain Rohr, 48 anos,
que deixou o mercado financeiro para investir em seu "hotel de cães",
como costuma definir o canil Bon Voyage. O local oferece aos hóspedes
piscina, vasto gramado e dependências com ar-condicionado
para a adaptação de cães vindos do exterior.
"O objetivo é realmente distrair, brincar, socializar, dar
ao hóspede o que não costuma ter em um apartamento",
explica Alain. Há casos em que ocorre o contrário.
"Alguns cães são muito ligados ao proprietário,
querem estar perto de gente. Esses ficam alojados em minha casa."
A residência de Alain, localizada no mesmo terreno do canil,
chega a ter dez cães, de tamanhos variados, hospedados por
lá. A diária custa 20 reais para os clientes menores
e 25 reais para os grandes. O canil fica em Jacarepaguá,
mas uma van importada com ar-condicionado busca a cachorrada em
casa.
Dilmar Cavalher/Strana
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| Agulhas:
Márcio, veterinário, especializou-se em acupuntura |
O negócio é bom mesmo. Boa parte dos cães cariocas
toma banho e corta o pêlo em pet shop. Pet shop, não.
As lojas para animais estão cada vez mais parecidas com butiques.
"Dezoito anos atrás, quando começamos, com uma loja
no Humaitá, só havia ração, algumas
coleiras e ossos", lembra José Raimundo Pires, dono da Pet
Place, em Ipanema. "Hoje, só de xampu há uns sessenta.
Tudo o que existe para seres humanos já se pode encontrar
para animais", diz. Não é modo de falar. Se o cão
é sofisticado, pode comer patê de pato. Importado,
claro. Se gosta de alimentos naturais, há biscoitos de fibra.
Se faz a linha gorducho, ração light. "Existem até
produtos específicos para cães com doenças
renais, problemas de calcificação, males do coração",
lembra o secretário executivo da Anfal, João Pior.
Atualmente, estima João, 35% dos cães que têm
dono só comem ração. Caso do peludíssimo
chow-chow caramelo do socialite Bruno Chateaubriand. Apesar do nome,
"Beluga", em homenagem ao caviar que o dono adora, o chow-chow não
come nada que não seja específico para cães.
"É um cachorro que exige muito cuidado", observa Bruno. Cuidados
que não faltam. Beluga só bebe água mineral.
"É como um filho", completa ele.
O
apelo do mercado animal é tanto que até a tradicional
Farmácia Granado criou sua linha de xampus, condicionadores
e sabonetes para cachorros. "O cão saiu do jardim para a
cama do dono. E, claro, passou a gozar dos mesmos cuidados", explica
Luiz Pereira, proprietário da Pet from Ipanema, com cinco
lojas na cidade e duas fora do Rio. É lá, por exemplo,
que cães sofisticados podem encontrar coleiras de cristais
Swarovski, luxo que não sai por menos de 279 reais (coleira
com guia). Glamour à parte, um cliente de pet shop gasta,
em média, de 100 a 200 reais mensalmente na loja. Alguns
muito mais, naturalmente. Vera, a dona dos pit bulls, desembolsa
até 2.000 reais num único
mês. Não resiste às novidades, que, aliás,
não param de chegar (veja
quadro). De olho nessa procura, a ABMA promove, de
8 a 11 de agosto, no Riocentro, a II Conferência Sul-Americana
de Medicina Veterinária. E, com ela, claro, a Rio Pet-Vet
Trade Show, exposição exclusivamente de artigos para
cães. As últimas novidades do setor estarão
por lá, até abarrotar as pet shops e, depois, a casa
dos donos. Nem tudo emplaca, claro. À medida que o mercado
se sofistica, aumenta também a exigência dos donos.
Antes, banho em pet shop era um luxo. Hoje, é básico.
Já
há inclusive quem prefira cuidar de tudo em casa. Foi assim
que João Alt virou "personal dog stylist". Acostumado a embelezar
cães que participam de exposições e concursos,
João resolveu colocar suas mãos à disposição
de clientes comuns. O profissional vai à casa dos donos,
dá banho nos cães, tosa, oferece dicas de produtos
e serviços. Faz até hidratação no pêlo
da bicharada. O preço varia de acordo com o tamanho do cachorro,
o tipo de pêlo e o serviço requisitado. O trabalho
não sai por menos de 110 reais mensais, com direito a banho
uma vez por semana. "Dependendo do cão, gasto até
quarenta minutos apenas no banho e só faço tosa com
tesoura. É um serviço de qualidade", explica João.
Argumentos como esse seduziram gente como a atriz Lavinia Vlasak,
dona do scotch terrier "Ataulfo". "Ele só toma banho em casa,
com o mesmo profissional que faz a tosa, uma vez por semana", diz
ela. Todo cuidado é pouco quando o assunto é o melhor
amigo do homem. "De mais a mais, é o único amor que
se pode comprar", pondera o veterinário Jorge Pereira.
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Um
bom negócio
Ricardo Fasanello/Strana
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A Associação Nacional dos Fabricantes
de Alimentos para Animais calcula que existam 27
milhões de cães em todo o país,
2,2 milhões no Estado
do Rio e 910 000 no município.
O Brasil é o terceiro
maior mercado do mundo em produtos para animais de pequeno
porte. O setor movimenta 14 bilhões
de reais e cresce 20%
ao ano, segundo a Associação Brasileira do Mercado
Animal. No Rio, são 4 bilhões
de reais por ano.
1
200 lojas
com produtos para animais estão cadastradas no Conselho
Regional de Veterinária do Rio. Calcula-se que haja
300 ainda não registradas.
De 12 000 a 14
000 cães com pedigree são registrados
anualmente no Brasil Kennel Club do Rio.
O Brasil Kennel Club tem 2 200
criadores cariocas registrados.
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Compras
para cachorro
Cuidado
e muito mimo para cães exigentes
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CASACO
DE LÃ (R$ 18,00). SABONETE (R$ 2,50) e XAMPU
(R$ 11,00) da linha Pet Granado. E LENÇOS UMEDECIDOS
para cães (R$ 8,00). Fino Trato, Condado dos Cascais,
Avenida Armando Lombardi, 800, loja F, Barra,
2494-2226. |
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Cães
de gosto exigente vão adorar. Para os fãs de doces, CHOCOLATE
EM BARRA (R$ 5,60). Para os mais sofisticados, PATE
FRANCES (R$ 3,15). O da foto é de pato com legumes.
Se o bichinho quiser apenas beliscar, ROLINHO DE SALMÃO
(R$ 4,20). Pet Place, Rua Visconde de Pirajá, 76-B, Ipanema,
2523-0131. |
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RAÇÃO
ESPECIAL para cães especiais. A opção light (R$ 5,10)
ajuda a manter a dieta. E a senior (R$ 5,30) é ideal para
os velhinhos. Animália, Itanhangá Center, Estrada da Barra
da Tijuca, 1636, bloco D, loja B, Itanhangá,
2492-1885. |
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COLEIRA
E GUIA DE CRISTAIS Swarovski (R$ 279,00). COLEIRA
ELETRÔNICA (US$ 430,00). Se o cão sai da área estabelecida,
um leve choque o faz recuar. Pet From Ipanema, Rua Vinicius
de Moraes, 124-B, Ipanema,
2523-2717. |
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O
BONECO COM OSSINHOS (R$ 49,50) serve de brinquedo
e aperitivo. Welcome Pet, Avenida Bartolomeu Mitre, 455,
loja 106, Leblon,
2249-5292. |
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Para
cães que andam de carro, o CINTO DE SEGURANÇA (R$
25,00) ajuda a manter o animal sossegado e protegido.
Para os que andam na rua, proteção com CAPA DE CHUVA
(a partir de R$ 15,00). Pet Fantasy, Rua Dias Ferreira,
199, loja D, Leblon,
2239-1063. |
Fotos
Bruno Veiga/Strana
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As
raças prediletas dos cariocas
É
importante que o futuro dono de um cão conheça
as características do animal para depois não
se arrepender. A psicóloga de cães Cláudia
Pizzolatto dá dicas sobre as cinco raças que
lideram a preferência dos cariocas.
Yorkshire
(1). Como o poodle, costuma ter temperamento tranqüilo
quando é de ninhada de boa procedência. Caso
contrário, pode ser mais agitado que o poodle e mais
ranzinza.
Labrador
(2). Muito companheiro, é louco por atenção.
Desenvolvido para ser um cão de caça, gosta
de estar sempre ao lado do dono, seja em casa, seja em caminhadas
ou passeios de bicicleta. Tem muita disposição
e, por isso, costuma virar a casa do avesso quando está
enclausurado.
Pit
bull (3). Raça desenvolvida para brigar com outros
cães em rinhas. Domesticado, costuma ser dócil
com as pessoas. É sempre vigilante e extremamente fácil
de treinar. Mas é bom ressaltar: o pit bull é
bonzinho até o dia em que resolve não ser. Por
isso, mesmo o mais dócil dos pit bulls tem de andar
com coleira.
Poodle
(4). Como há um cruzamento indiscriminado da raça,
o resultado costuma ser um cão ansioso, que late sem
parar quando o dono não está por perto. Temperamental,
não gosta de contato com crianças. Já
os cães bem selecionados, com pedigree, são
mais dóceis e calmos.
Rottweiler
(5). Extremamente dócil com a família, mas
precisa ser treinado para obedecer ao dono em qualquer situação.
Isso porque o animal não costuma ser amistoso com estranhos.
Fotos Beatriz Albuquerque/Luiz
Roberto Pereira/
Fernando Lemos/Strana/Jorge Butsuem/Antonio Milena
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