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CONSUMO
Invasão estrangeira Chopes importados ganham os cardápios
Gustavo Autran
Bruno Veiga/Strana
 | | Chopes
importados:
sabores e
preços especiais
| O
mercado do chope está na maior pressão. O motivo é o desembarque
em larga escala de marcas importadas na cidade. Se antes essas bebidas ficavam
praticamente restritas aos enfumaçados pubs da Zona Sul, freqüentados
principalmente por turistas, hoje elas chegaram aos cardápios de bares
e restaurantes como o Caroline Café, o Conversa Fiada e o Jiló.
Produzida em uma fábrica no interior paulista, a belga Stella Artois já
se espalhou por mais de dez estabelecimentos. Ela não está sozinha
na expansão. Há outros exemplos de chopes importados servidos de
bandeja no Rio, como os alemães Erdinger e Warsteiner, o irlandês
Guinness e o holandês Heineken, que hoje já é fabricado no
Brasil. O preço maior, se comparado com o das marcas nacionais, não
aplacou a sede do consumidor. "O segmento do chope e da cerveja tipo premium,
que utiliza ingredientes especiais em sua fabricação, dobrou sua
participação no mercado brasileiro entre os anos de 2000 e 2005",
diz Rachel Ogando, gerente de comunicação da AmBev, empresa fabricante
da Stella Artois. Um
dos atrativos para os apreciadores das bebidas forasteiras é o ritual que
antecede a degustação. O controle de qualidade é rígido.
Os funcionários são treinados para armazenar o barril, retirar o
líquido da torneira e servi-lo da forma adequada, em cálices especiais
de acordo com a marca da bebida. Os copos em que são servidos os chopes
Stella Artois, Erdinger e Warsteiner vêm do exterior e têm marcação
para estabelecer o limite entre o líquido e o creme. "Isso imprime sofisticação",
diz Fabiane Noronha, sócia do Leo's Pub, em Copacabana, que serve Warsteiner
e Erdinger, esta de coloração turva por ser feita de trigo. Os ingredientes
também são escolhidos cuidadosamente. No caso da Stella Artois,
o lúpulo, planta responsável pelo amargor do chope, é cultivado
na República Checa, e o malte, produto da germinação das
sementes da cevada para emprego industrial, pode vir da Europa e do Uruguai. Outra
preocupação é com a conservação, uma vez que
os barris são trazidos de navio para o Brasil. "O prazo de validade pode
chegar a seis meses. Depois de abertos, os barris devem ser consumidos em até
quinze dias", explica Fabiane. Todos esses cuidados incidem naturalmente sobre
os preços. A cultuada Guinness, de sabor forte e encorpada, é encontrada
por até R$ 16,00 o pint, medida que corresponde a cerca de 600 mililitros.
O consumidor parece não estar nem aí. "A única preocupação
de quem pede um chope importado é com a qualidade", diz André Silva,
sócio da rede Conversa Fiada. Os donos de botecos comemoram e jogam serpentinas.
Onde
beber os importados
BELGIAN BEER CAFÉ. Shopping Downtown, Avenida das Américas,
500, bloco 9, loja 119, Barra,
3153-7675;
CAROLINE CAFÉ. Rua J.J. Seabra, 10, Jardim Botânico,
2540-0705;
CONVERSA FIADA DO JARDIM BOTÂNICO. Rua Jardim Botânico, 129,
2286-2111; JILO. Rua General San Martin, 1227, Leblon,
2274-6841;
LEO'S PUB. Rua Souza Lima, 37A, Copacabana,
2247-2503;
MIKE'S HAUS. Rua Almirante Alexandrino, 1458, Santa Teresa,
2509-5248;
MISTURA FINA. Avenida Borges de Medeiros, 3207,
2537-2844;
SHENANIGAN'S. Rua Visconde de Pirajá, 112, sobreloja,
2267-5860. | |