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LAZER
É
brinquedo, sim!
Aeromodelismo
atrai
adeptos
à Ilha do Fundão
Fabio
Brisolla
Fotos André Nazareth/Strana
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| Pista
no campus da UFRJ: ponto de encontro de pilotos |
Já
faz parte da rotina de Pedro Ferraz, 15 anos, e de seu avô,
o médico Carlos Paiva, 65 anos. Todos os fins de semana,
os dois acordam cedo e seguem da Zona Sul para um campo a poucos
metros da Coppe/UFRJ, na Ilha do Fundão. O tráfego
aéreo tomado por miniaturas de aviões demarca o local,
que reúne os praticantes de aeromodelismo. Pedro é
o melhor piloto da Associação Insular de Aeromodelismo,
que reúne, além de garotos que sonham voar, pilotos
veteranos da aviação e empresários dispostos
a investir na brincadeira. O preço da diversão varia.
Um bom aeromodelo para iniciantes custa em média 2.000
reais. Pedro tem um protótipo top de linha, com 2,10 metros
de comprimento, que saiu por 9.000 reais.
O avô não sabe manejar o equipamento, mas se especializou
em pagar a conta. "Eu não aprendi. O que me entusiasma é
ficar olhando meu neto brincar", explica Carlos Paiva. Pedro é
um aficionado do esporte. Ganhou o primeiro avião do avô
quando tinha 8 anos. Para aprender as manobras, quebrou meia dúzia
de modelos. "Atualmente tenho dezessete aviões e um helicóptero
que voa dentro de casa. Vai da mesa para a televisão", diz
Pedro.
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| Pedro
e o avô: aeromodelo de 9.000 reais |
Carlos
Alberto: escola no plano de vôo |
Não
se trata de empolgação de garoto. Carlos Alberto Vieira,
52 anos, diretor do centro de informações da Organização
das Nações Unidas (ONU) no Rio, comprou o primeiro
avião em 1990, quando morava em Lisboa. Há três
anos na cidade, tornou-se assíduo freqüentador da pequena
pista de asfalto. "Não tenho espírito de competição.
Venho por prazer, para passar o tempo", afirma Carlos Alberto. Ele
também é um dos associados empenhados em oferecer
a garotos das comunidades carentes próximas à Ilha
do Fundão, onde fica o campus da UFRJ, a oportunidade de
aprender a pilotar um aeromodelo. "Queremos transformar a associação
também em uma escola de aeromodelismo", diz o diretor. A
entidade tem 280 sócios. O garoto Thiago, 10 anos, está
há um ano na pista. Aprendeu com o pai, o analista de sistemas
Paulo Cesar Lima Vila, que pratica o esporte há mais de vinte
anos. "Com 3 anos de idade, o Thiago já me acompanhava. Acabou
entrando para o clube", lembra Paulo, orgulhoso. Apesar da união,
o pai tem um avião e o filho, outro. O equipamento de cada
um custou aproximadamente 2.000 reais.
Jorge Assunção, 45 anos, gerente da Air France no
Aeroporto Internacional Tom Jobim, é mais um que arrastou
os filhos para o aeromodelismo. "Tenho três garotos e dois
deles costumam vir comigo pilotar no fim de semana. Em casa temos
seis aviões", conta Jorge. O tráfego aéreo
está aumentando.
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