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CARNAVAL Recarregando
as baterias Oficinas de percussão ensinam
o abc do samba Livia de Almeida Felipe
Varanda/Strana
 | | Mestre
Ary e seus alunos: de olho na postura e no som dos novatos |
A
multiplicação dos blocos de Carnaval contagia a tal ponto que muita
gente se sente tentada a deixar o cordão e conquistar seu lugar na bateria.
Quando começa a esquentar a temporada de ensaios, cresce também
a procura por aulas de percussão que ensinam o bê-á-bá
do batuque em tamborim, repique, surdo e pandeiro. "Já no primeiro semestre
do ano passado, eu tinha duas turmas. Em novembro, abri a terceira, para iniciantes.
E a procura é tão grande que vou começar outra na próxima
semana", diz Ary Cohen, diretor de tamborim do bloco Simpatia É Quase Amor.
O mestre de bateria denominação mais que apropriada
dá aula três vezes por semana num estúdio, em Botafogo, a
uma entusiasmada e eclética classe em que engenheiros, médicos e
advogados aprendem a batida do samba. "Era uma coisa que eu deveria ter feito
há mais de trinta anos", comenta o advogado Waldomiro Cardim, 62, noviço
no tamborim. "Quero aprender a técnica, ser aceito numa bateria e participar
da maior festa do mundo." O que não falta é vaga. A subprefeitura
da Zona Sul estima que aproximadamente 100 blocos sejam autorizados a desfilar
nessa área, e a prefeitura recebe quinze novos pedidos por dia.
Dilmar
Cavalher /Strana
 | | Professor
Suzano: aulas
de pandeiro |
Dominar
a técnica não é simples. "É preciso atenção
à postura, ao suingue e à qualidade do som", diz Ary. "O tamborim
é o instrumento mais difícil, mas é procurado por nove entre
dez alunos", conta Ricardo Pereira, mestre de bateria do Arranco do Engenho Novo
e fundador da escola Tamborim Sensação, que reúne 150 alunos
em duas filiais. Ela oferece também oficinas de chocalho, repique, caixa,
surdo e agogô. As aulas são aos sábados, na quadra do Arranco,
e o ano letivo vai de março a fevereiro. No dia 10 será a festa
de formatura, com um desfile dos alunos pelas ruas da Tijuca. Às vésperas
do Carnaval, há cursos de verão com duração de uma
semana na escola Maracatu Brasil, em Laranjeiras. Nesta segunda (22) até
sexta, o músico Marcos Suzano dá aulas de pandeiro, às 20
horas. De manhã, a partir das 10 horas, Durval Pereira ensina ritmos nordestinos.
Na semana seguinte, tem nova rodada de oficinas, desta vez de ritmos afro-baianos
e pandeiro brasileiro. Existem ainda cursos regulares, como percussão brasileira
básica, às segundas, às 19h30. Também está
a pleno vapor desde o início do mês a escola de percussão
do grupo Rio Maracatu, com aulas às terças, na Fundição
Progresso. Os alunos aprendem a batida de samba, maracatu, samba, coco e afoxé
com diversos instrumentos. A batucada não pode atravessar.
Onde
aprender
Ary Cohen. Estúdio Fórum, Rua Professor Alfredo Gomes, 33,
9146-5028 (informações). Aulas às seg., 19h, ter., 19h (iniciantes),
qua., 19h, e qui., 18h30. R$ 20,00 por aula.
Maracatu Brasil. Rua Ipiranga, 49,
2557-4754. Pandeiro com Marcos Suzano: de seg. (22) a sex., das 20h às
22h. R$ 150,00, mais R$ 20,00 de taxa de inscrição.
Rio Maracatu. Fundição Progresso,
8299-9895 (informações). Ter. e qui., 18h/20h. R$ 75,00 (uma vez
por semana), R$ 130,00 (duas vezes) ou R$ 25,00 (aula avulsa).
Tamborim Sensação. Arranco do Engenho de Dentro, Rua Adolfo
Bergamini, 196, Engenho de Dentro,
9411-6434 (informações). Aulas aos sábados. Turmas novas
em março. R$ 30,00 (matrícula) e R$ 30,00 (mensalidade).
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