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24 de janeiro de 2007

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CARNAVAL

Recarregando as baterias

Oficinas de percussão ensinam o abc do samba

Livia de Almeida

 
Felipe Varanda/Strana
Mestre Ary e seus alunos: de olho na postura e no som dos novatos

A multiplicação dos blocos de Carnaval contagia a tal ponto que muita gente se sente tentada a deixar o cordão e conquistar seu lugar na bateria. Quando começa a esquentar a temporada de ensaios, cresce também a procura por aulas de percussão que ensinam o bê-á-bá do batuque em tamborim, repique, surdo e pandeiro. "Já no primeiro semestre do ano passado, eu tinha duas turmas. Em novembro, abri a terceira, para iniciantes. E a procura é tão grande que vou começar outra na próxima semana", diz Ary Cohen, diretor de tamborim do bloco Simpatia É Quase Amor. O mestre de bateria – denominação mais que apropriada – dá aula três vezes por semana num estúdio, em Botafogo, a uma entusiasmada e eclética classe em que engenheiros, médicos e advogados aprendem a batida do samba. "Era uma coisa que eu deveria ter feito há mais de trinta anos", comenta o advogado Waldomiro Cardim, 62, noviço no tamborim. "Quero aprender a técnica, ser aceito numa bateria e participar da maior festa do mundo." O que não falta é vaga. A subprefeitura da Zona Sul estima que aproximadamente 100 blocos sejam autorizados a desfilar nessa área, e a prefeitura recebe quinze novos pedidos por dia.

 
Dilmar Cavalher /Strana
Professor Suzano: aulas de pandeiro

Dominar a técnica não é simples. "É preciso atenção à postura, ao suingue e à qualidade do som", diz Ary. "O tamborim é o instrumento mais difícil, mas é procurado por nove entre dez alunos", conta Ricardo Pereira, mestre de bateria do Arranco do Engenho Novo e fundador da escola Tamborim Sensação, que reúne 150 alunos em duas filiais. Ela oferece também oficinas de chocalho, repique, caixa, surdo e agogô. As aulas são aos sábados, na quadra do Arranco, e o ano letivo vai de março a fevereiro. No dia 10 será a festa de formatura, com um desfile dos alunos pelas ruas da Tijuca. Às vésperas do Carnaval, há cursos de verão com duração de uma semana na escola Maracatu Brasil, em Laranjeiras. Nesta segunda (22) até sexta, o músico Marcos Suzano dá aulas de pandeiro, às 20 horas. De manhã, a partir das 10 horas, Durval Pereira ensina ritmos nordestinos. Na semana seguinte, tem nova rodada de oficinas, desta vez de ritmos afro-baianos e pandeiro brasileiro. Existem ainda cursos regulares, como percussão brasileira básica, às segundas, às 19h30. Também está a pleno vapor desde o início do mês a escola de percussão do grupo Rio Maracatu, com aulas às terças, na Fundição Progresso. Os alunos aprendem a batida de samba, maracatu, samba, coco e afoxé com diversos instrumentos. A batucada não pode atravessar.

 

 

Onde aprender

Ary Cohen. Estúdio Fórum, Rua Professor Alfredo Gomes, 33, 9146-5028 (informações). Aulas às seg., 19h, ter., 19h (iniciantes), qua., 19h, e qui., 18h30. R$ 20,00 por aula.

Maracatu Brasil. Rua Ipiranga, 49, 2557-4754. Pandeiro com Marcos Suzano: de seg. (22) a sex., das 20h às 22h. R$ 150,00, mais R$ 20,00 de taxa de inscrição.

Rio Maracatu. Fundição Progresso, 8299-9895 (informações). Ter. e qui., 18h/20h. R$ 75,00 (uma vez por semana), R$ 130,00 (duas vezes) ou R$ 25,00 (aula avulsa).

Tamborim Sensação. Arranco do Engenho de Dentro, Rua Adolfo Bergamini, 196, Engenho de Dentro, 9411-6434 (informações). Aulas aos sábados. Turmas novas em março. R$ 30,00 (matrícula) e R$ 30,00 (mensalidade).

     
   

 

 
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