Publicidade
 




 
 
 


23 de outubro de 2002
REPORTAGEM DE CAPA
CIDADE
SAÚDE
MODA
SOCIEDADE
AS BOAS COMPRAS
BEIRA-MAR
CRÔNICA
   

MODA

Bonito, barato e chique

O velho tênis All Star
volta à moda no verão

Melissa Jannuzzi


Fotos Cláudia Martins/Strana

/Strana
O estilista Carlos Tufvesson e a apresentadora Ana Furtado: o conforto e o design atraem a dupla

Ninguém mais tem dúvida de que ser chique, hoje em dia, é mostrar personalidade e circular por aí com aquele ar simples e casual de quem não dá a menor bola para a moda – mesmo que esse ar seja cuidadosamente preparado. O boom da simplicidade que já levou ao topo as sandálias Havaianas agora volta seus holofotes para o velho e bom tênis All Star. "A influência dos anos 70 e 80 trouxe de volta ícones como o All Star", diz o consultor de moda Giorgio Knapp. Os primeiros sinais surgiram há três meses, durante os desfiles do Fashion Rio. O estilista Maxime Perelmuter, criador da grife de moda masculina British Colony, usou o modelo cano longo para compor suas roupas. "É perfeito para a proposta esportiva da minha coleção", afirma. A elegante marca Maria Bonita Extra também adotou o tênis, que surge acompanhando vestidos e saias no catálogo da nova coleção primavera-verão. "Ele pode ser usado com tudo, só depende do estilo da pessoa", observa a estilista da grife, Maria Cândida Sarmento. "O modelo de cano longo é o mais fashion no momento. Combinar All Star com vestido floral é estar pronta para o verão", ensina Giorgio Knapp.

Mas há uma enorme legião de consumidores fiéis que nunca abandonou o tênis de lona, de cano alto ou curto. "Digo que existe o clube do All Star. Quem entende o estilo não larga mais", diz Maxime Perelmuter, que usa o modelo de cano curto desde criança. As atrizes Malu Mader e Cristiane Torloni, o diretor Ignácio Coqueiro e a apresentadora Ana Furtado são alguns sócios desse clube. "Ele é clássico, confortável e combina com tudo", comenta Ana Furtado, que adotou a marca dezesseis anos atrás e coleciona sete pares diferentes. O preço – em média, 39 reais – é outro atrativo. "É um tênis democrático, acessível, e caiu no gosto popular porque dá um ar jovem a quem usa", diz o diretor comercial da All Star, Rafi Qahtalian, empresa que produz 150.000 pares por ano no Brasil.

O estilista Carlos Tufvesson é outro fã. Há nove anos, sugeriu à mãe, a estilista Glorinha Pires Rebello, que completasse uma coleção de chiques pantalonas e túnicas em musselina de seda com pares de tênis. O desfile foi um sucesso. "O All Star é versátil e transita bem por vários ambientes", comenta Tufvesson, que adotou o modelo cano longo quinze anos atrás e gosta de usar com jeans, bermuda e até mesmo com terno sem gravata. Para quem tem estilo, existe pouca diferença entre calçar um par de tênis de lona, um sapato social ou uma sofisticada sandália de salto alto. O segredo é outro. "Um bom design é sempre eterno", afirma o estilista.

         
     
 
 
VEJA on-line | Veja Rio | VEJA Noite Rio
copyright © 2002 . Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados