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 Editado
por Lívia de Almeida. Colaborou Fernanda
Thedim
Uma salada carioca
Algumas novidades introduzidas nos
menus dos restaurantes
da cidade na última década Priscila
Prade  | Eduardo
Pozella  | Kiwi:
da Nova Zelândia para enfeitar as sobremesas na cidade | Lichia:
agora a fruta oriental incrementa até a tradicional caipirinha |
Julio
Bernardes  | Mauro
Holanda  | | Endívia:
de sabor amargo, virou moda no início dos anos 90 | Couscous: a
farinha de sêmola virou ingrediente da cozinha contemporânea |
Alfredo
Franco  | Rúcula:
figurinha fácil nos bufês de comida por quilo |
Frases
"Era um horror. Não tinha manteiga
boa, e o único azeite disponível era o que vinha em lata. Pensei
até em ir embora." CHEF LAURENT
SUAUDEAU recorda-se, em outubro de 2004, de seus
primeiros tempos à frente do Le Saint-Honoré, em 1980 "Hoje
em dia, as pessoas trocaram a ideologia por um belo
risoto." MARCUS
GASPARIAN, dono da livraria Argumento, comenta o aumento do número
de títulos voltados à gastronomia, em agosto de 2004 Sushi
e farofa na hora do almoço
Ricardo
Fasanello/Strana  |
O
economista Carlos Lessa não tem dúvidas. "A comida por quilo é
uma invenção carioca. O primeiro restaurante do tipo foi aberto
ainda nos anos 60, na Rua das Marrecas." Carioca ou não, o fato é
que foi na década passada que os restaurantes
com balança se multiplicaram pela cidade, modificando
hábitos alimentares de quem costumava se fiar no tradicional PF ou no fast
food. Já nos anos 80, o Celeiro (foto) havia adotado o sistema,
inspirado nas délis nova-iorquinas. De lá para cá, os quilos
se multiplicaram por toda a cidade em casas como Fazendola,
Felini, Couve-Flor, Pampa Grill e Da Silva, este com pratos de comida
portuguesa e sobremesas com a grife Antiquarius. Sushi e sashimi viraram
figurinhas fáceis nos balcões, ao lado do arroz, do feijão
e da farofa. "Só o brasileiro mesmo para comer sushi com farofa. É
a grande invenção tupiniquim, que confirma uma das principais características
do nosso povo: a mistura", declara Lessa.
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