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RESTAURANTES
A multiplicação
dos cones
Fast-food japonesa criada no
Rio vira rede e chega a Portugal
Fernanda Thedim
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Ricardo Fasanello/Strana

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| Os cones do chef Nao Hara: sabores contemporâneos
e preços de até R$ 8,50 |
Onze horas da manhã.
A loja ainda não abriu e um grupo de belos famintos aguarda
pacientemente na calçada da Avenida Ataulfo de Paiva, no
Leblon. Nas horas seguintes, revezam-se nas poucas mesas do Koni
Store estudantes dos colégios próximos, colegas de
trabalho em horário de almoço, madames do bairro,
patricinhas carregadas de sacolas de compras. A atração:
os cones japoneses de alga marinha recheados com arroz e peixe.
Seis meses após a inauguração, o endereço
criado por três jovens cariocas virou sucesso de público
e crítica. Transformou-se no point de várias tribos,
que lotam a casa de segunda a domingo. A rotatividade é grande:
em média, são 600 clientes por dia, que permanecem
25 minutos nas mesas. No miolo do Baixo Leblon, ladeado por dois
points da boemia carioca o bar Jobi e a Pizzaria Guanabara
, o local conquistou também o público da madrugada.
"Temos de sair avisando aos clientes que não vamos mais servir
para conseguir fechar. E isso por volta das 6 da manhã",
diz Flavio Berman, um dos sócios.
O publicitário Berman,
27 anos, pediu demissão do emprego na área de marketing
quarenta dias depois de abrir a loja. Ronnie Markus, 26 anos, largou
o trabalho que tinha na área de informática e o desenhista
industrial Michel Jager, 25, abandonou o que fazia no mercado automobilístico.
"Na segunda semana de funcionamento dobramos o número de
empregados", lembra Markus. Amigos de infância e apreciadores
da culinária japonesa, eles queriam abrir um restaurante
oriental. "Mas não tínhamos dinheiro", explica Jager.
Resolveram fazer algo menor. Berman, que havia morado em São
Paulo por dois anos e era fã das temakerias de lá,
propôs que eles se especializassem nos cones. Deu certo.
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Dilmar Cavalher/Strana

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| Markus, Berman e Jager: no início,
pouco dinheiro; agora, mais doze lojas |
Por dia são vendidas 800
unidades, número que salta para 1 300 nos fins de semana.
Cada uma custa entre 5,80 e 8,50 reais. Para bolar o cardápio,
eles tiveram a consultoria do talentoso chef Nao Hara. "Pensamos
nele desde o início", conta Jager. Craque na culinária
japonesa contemporânea, Hara criou vinte variedades, como
o poke, um dos carros-chefes, feito de salmão, atum, cebolinha,
gergelim, ovas de peixe e flocos de massa de tempura. Novos sabores
estão sendo estudados. "Já pensamos até num
cone de moqueca", diz Berman. Era inevitável expandir os
domínios. No fim do mês abrem as duas primeiras franquias,
uma em Ipanema e a outra na Barra. Até o fim do ano serão
mais doze endereços. Salvador e Brasília ganham suas
filiais em julho; depois a rede chega a Santa Catarina e ao Rio
Grande do Sul. E em outubro o sucesso do trio cruza o Atlântico:
os cones cariocas desembarcam em Portugal.
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