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FILANTROPIA
Festança do bem Black-tie
no Copa para instituições de caridade Cristina
Grillo
Fotos Divulgação e Ricardo Fasanello/Strana
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e a festa: convidados como Guilherme Guimarães e Carmen Mayrink Veiga
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Na
primeira vez em que ela decidiu cobrar para um jantar black-tie em casa e assim
arrecadar fundos para enviar jovens talentos musicais para uma temporada de estudos
fora, a maledicência se espalhou nos círculos da alta sociedade carioca.
"Algumas pessoas diziam que estávamos falidos e que eu fazia isso para
arrumar dinheiro", relembra Ângela Fragoso Pires, mulher do empresário
e ex-presidente do Jockey Club José Carlos Fragoso Pires. Alguns anos depois,
com a posse do marido na presidência do Jockey, a idéia se ampliou
e Ângela criou a Nuit de Noel, que já arrecadou quase 1 milhão
de dólares ao longo de quinze anos, transformados em obras e equipamentos
para cerca de oitenta instituições de caridade da cidade.
Fragoso
Pires deixou o Jockey, mas a festa black-tie que reúne todos os sobrenomes
assíduos das colunas sociais continua a pleno vapor. Neste ano, com seus
smokings e longos grifados, estarão nos salões recém-reinaugurados
do Copacabana Palace os Mayrink Veiga, os Coser, os Pitanguy, os Índio
da Costa, as Fischer, os Fadel. É só pensar num sobrenome. Ele estará
lá. Cobrando 400 reais por pessoa, com direito a jantar e a um recital
com a Orquestra Brasileira de Harpas e o Coral das Meninas Cantoras de
Petrópolis , Ângela pretende superar os 123.000 reais arrecadados
em 2005 na festa que será realizada em 7 de dezembro. "Tem de passar dos
100.000 reais. Nem que eu me mate de trabalhar, mas vai passar", diz.
Desde
1992, quando aconteceu a primeira Nuit de Noel, à época nos salões
do Jockey, a festa já arrecadou recursos para instituições
como Santa Casa de Misericórdia, ABBR, Instituto Fernandes Figueira, Instituto
Nacional do Câncer e Hospital Universitário Pedro Ernesto. Nenhuma
delas recebeu dinheiro, mas aparelhos para diagnóstico, cadeiras de rodas,
reformas em instalações, ampliações. "Não entrego
dinheiro nunca. Faço obras, compro aparelhos, mas dinheiro, nunca", explica
Ângela, que percorre com a amiga Naná Sette Câmara várias
instituições para escolher quais serão beneficiadas e presta
conta dos gastos no site do Instituto Mário Vello Silvares (www.imvs. org.br),
criado em homenagem ao pai. "Foi ele quem me ensinou que precisamos ajudar os
outros. No Brasil não temos essa mentalidade. Nos Estados Unidos as pessoas
sentem prazer em fazer filantropia. Aqui elas têm vergonha de ajudar, se
escondem", diz. Ângela
não tem essa vergonha. Bate em várias portas. Pede ajuda. Consegue
arregimentar os melhores fornecedores para montar suas festas e pagar apenas o
preço de custo. Sabe que há quem torça o nariz quando a vê
pedindo. "Alguns falam mal, mas na hora da festa estão todos lá,
lindos e maravilhosos. E minhas festas são sempre bonitas e bem-feitas.
Não sou promoter, as festas são um meio para chegar a um fim. E
nosso fim é fazer alguma coisa pela cidade", afirma.
| Informações
sobre convites para a Nuit de Noel,
2203-3804/3851
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