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HUMOR
Em pé, fazendo graça
Estilo stand-up comedy
ganha
os palcos cariocas
Patrick Moraes
Cícero Rodrigues
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1. A
primeira categoria profissional a entender o conceito de público-alvo
foi a dos assassinos de aluguel
Alexandre Paim,
Ponto
Cômicos
2. Homem-tranqueira
é aquele que não te ajuda, ocupa espaço
e mesmo assim você não tem coragem de passá-lo
adiante para uma amiga que precisa
Camila Vaz, Tarja
Branca
3. Não
entendo por que todo doce tem nome de coisa de que a gente
não gosta: pé-de-moleque, olho-de-sogra, baba-de-moça,
barriga-de-freira...
Fernando Caruso,
Comédia
em
Pé
4. Não
sei por que tantas mulheres fazem escova progressiva. É
para todas ficarem com o rosto entre parênteses?
Cláudio
Torres
Gonzaga,
Comédia em Pé
5. Queria
descobrir qual é a operadora dos celulares de novela:
pega em qualquer lugar, a pessoa sempre atende e nem discar
oito números você precisa
Felipe Absalão, Sindicato
da Comédia
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O stand-up
comedy é um tipo de humor sem nenhum penduricalho. Não
há recursos de sonoplastia ou cenografia, tampouco se recorre
a caracterizações com maquiagem e figurino. O gaiato
sobe ao palco sozinho e ali, cara a cara com a platéia, seu
arsenal se resume a uma idéia engraçada na cabeça
e um microfone na mão. E é com tiradas mordazes, fruto
de observação do cotidiano, que ele tenta arrancar
gargalhadas do público. Esse tipo de humor enxuto vem ganhando
teatros e bares da cidade, quase sempre com casa cheia. É
o caso dos grupos Comédia em Pé, Ponto Cômicos,
Tarja Branca e Sindicato da Comédia, todos em cartaz (veja
endereços, preços e horários).
A inspiração, como o termo indica, vem de um tipo
de humor americano que lançou astros como Bill Cosby, Woody
Allen e o apresentador David Letterman. "A referência agora
é Jerry Seinfeld, que deu um toque de sofisticação
ao gênero", diz Felipe Absalão, do grupo Sindicato
da Comédia.
O Comédia em Pé
é a trupe mais conhecida. Formada por um quarteto com experiência
em teatro Cláudio Torres Gonzaga, Fernando Caruso,
Fábio Porchat e Paulo Carvalho , ela é pioneira
do gênero no Rio e permanece em cartaz desde janeiro. As outras
três companhias estão há menos de três
meses em cena. Parte dos humoristas deu seus primeiros passos em
sites e blogs. Em cena, cada um deles tem em torno de quinze minutos
para desfiar seu repertório histriônico. Os textos,
escritos por quem os apresenta, devem ser originais. Nada de piadas
ou casos batidos da internet. "Na verdade, o stand-up é
um humor quase franciscano", brinca Cláudio Torres Gonzaga.
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