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22 de agosto de 2007

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HUMOR

Em pé, fazendo graça

Estilo stand-up comedy ganha
os palcos cariocas

Patrick Moraes

 
Cícero Rodrigues

1. A primeira categoria profissional a entender o conceito de público-alvo foi a dos assassinos de aluguel
Alexandre Paim, Ponto Cômicos

2. Homem-tranqueira é aquele que não te ajuda, ocupa espaço e mesmo assim você não tem coragem de passá-lo adiante para uma amiga que precisa
Camila Vaz, Tarja Branca

3. Não entendo por que todo doce tem nome de coisa de que a gente não gosta: pé-de-moleque, olho-de-sogra, baba-de-moça, barriga-de-freira...
Fernando Caruso, Comédia em Pé

4. Não sei por que tantas mulheres fazem escova progressiva. É para todas ficarem com o rosto entre parênteses?
Cláudio Torres Gonzaga, Comédia em Pé

5. Queria descobrir qual é a operadora dos celulares de novela: pega em qualquer lugar, a pessoa sempre atende e nem discar oito números você precisa
Felipe Absalão, Sindicato da Comédia

O stand-up comedy é um tipo de humor sem nenhum penduricalho. Não há recursos de sonoplastia ou cenografia, tampouco se recorre a caracterizações com maquiagem e figurino. O gaiato sobe ao palco sozinho e ali, cara a cara com a platéia, seu arsenal se resume a uma idéia engraçada na cabeça e um microfone na mão. E é com tiradas mordazes, fruto de observação do cotidiano, que ele tenta arrancar gargalhadas do público. Esse tipo de humor enxuto vem ganhando teatros e bares da cidade, quase sempre com casa cheia. É o caso dos grupos Comédia em Pé, Ponto Cômicos, Tarja Branca e Sindicato da Comédia, todos em cartaz (veja endereços, preços e horários). A inspiração, como o termo indica, vem de um tipo de humor americano que lançou astros como Bill Cosby, Woody Allen e o apresentador David Letterman. "A referência agora é Jerry Seinfeld, que deu um toque de sofisticação ao gênero", diz Felipe Absalão, do grupo Sindicato da Comédia.

O Comédia em Pé é a trupe mais conhecida. Formada por um quarteto com experiência em teatro – Cláudio Torres Gonzaga, Fernando Caruso, Fábio Porchat e Paulo Carvalho –, ela é pioneira do gênero no Rio e permanece em cartaz desde janeiro. As outras três companhias estão há menos de três meses em cena. Parte dos humoristas deu seus primeiros passos em sites e blogs. Em cena, cada um deles tem em torno de quinze minutos para desfiar seu repertório histriônico. Os textos, escritos por quem os apresenta, devem ser originais. Nada de piadas ou casos batidos da internet. "Na verdade, o stand-up é um humor quase franciscano", brinca Cláudio Torres Gonzaga.

         
     

 

 
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