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22 de agosto de 2007

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FAMÍLIA

Protesto paterno

Pais separados se manifestam
pela guarda dos filhos

Livia de Almeida

 
Marcos d'Paula/Agência Estado/AE
Os bonecos na areia: uma surpresa

No último Dia dos Pais, a Praia de Copacabana amanheceu com uma surpreendente instalação. Quem passou pela Avenida Atlântica viu 365 bonecos infantis vestidos de preto e com venda nos olhos, enfileirados na areia entre as ruas Hilário de Gouveia e Paula Freitas. Essa foi a forma de protesto escolhida pelo Movimento dos Pais por Justiça, grupo de homens descasados que reivindica uma convivência mais estreita com os filhos. "Desde a separação, tenho problemas para visitar meu filho", conta o designer gráfico Nilson Falcão, pai de um menino de 5 anos e organizador da campanha. "Tanto que ele só aprendeu a me chamar de pai quando tinha 2 anos."

Formado em um site de relacionamentos no qual os participantes compartilham queixas semelhantes, o grupo fez no fim de semana sua primeira manifestação pública. "Pensamos numa solução criativa para chamar atenção e pedir o fim dos privilégios da mãe", diz Falcão. "Ela é protegida pela Justiça brasileira e muitas vezes manipula a criança para afastá-la do pai." A reunião inicial, segundo ele, foi "coisa de homem", um bate-papo em um bar da Cinelândia. Dali nasceu o blog paisporjustica.blogspot.com e a comunidade digital Pais por Justiça, com 190 integrantes. Eles arrecadaram 1 200 reais para fazer camisetas, imprimir panfletos e comprar os bonecos. O nome foi inspirado na ONG britânica Fathers 4 Justice. "Mas desaprovamos a estratégia deles", ressalva Falcão. A organização britânica ficou famosa por manifestações polêmicas como jogar farinha no então primeiro-ministro Tony Blair e ter um de seus simpatizantes fantasiado de Batman escalando o Palácio de Buckingham. "Somos só pais", afirma. A próxima manifestação já tem data marcada. Será no Dia das Crianças.

         
     

 

 
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