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SOCIEDADE
Entre o luxo e os credores Viúva de
decorador e advogado cobram Ariadne Coelho Fabio
Brisolla
André
Valentim/Strana  | | Ariadne:
"Paguei mais do que devia" |
A
socialite emergente Ariadne Coelho, que no início deste ano ressurgiu reluzente
patrocinando festas regadas a Veuve Clicquot e freqüentadas por convidados
do jet set internacional, como Quincy Jones e Naomi Campbell, teve seu brilho
contestado na Justiça. O estilo de vida exuberante da ex-mulher do empresário
Jair Coelho, morto em 2002, irritou outra socialite. Sílvia Fraga, viúva
do decorador Hélio Fraga que costumava trabalhar nas festas de Lily
e Roberto Marinho , resolveu cobrar na Justiça uma suposta dívida
de Ariadne com o marido. Não é a única ação
de cobrança a que Ariadne responde. O escritório de advogados Wellington
Pimentel, que a representou em seu divórcio em 2000, cobra judicialmente
o pagamento de 2 milhões de reais em honorários.
O motivo da cobrança feita por Sílvia Fraga é o projeto criado
na mesma ocasião pelo decorador para a mansão da então família
Coelho. Segundo o advogado de Sílvia, Ivan Nunes Ferreira, o pagamento
teria sido retardado por anos. Em 2005, diz o advogado, as partes finalmente fizeram
um acordo. O valor foi acertado em 120.000 reais, a ser quitado em doze parcelas
mensais. Ariadne pagou apenas cinco delas. Agora, Sílvia pede na Justiça
os 70.000 reais restantes, mais correção. Ariadne afirma que a quantia
paga é mais do que suficiente para quitar sua dívida com os Fraga.
"Fiz um acordo verbal com o Hélio e aceitei pagar uma coisa que não
era devida. Mas no meio dessa confusão toda achei uma carta do Hélio
para o Jair afirmando que a dívida era de 35.000 reais", conta Ariadne,
exaltada. Por isso decidiu interromper o pagamento. "Paguei 50.000 reais de uma
dívida de 35.000. Existem recibos de tudo o que foi pago." Fotos
Selmy Yassuda e Paulo Marcos
 | | Sílvia
(à dir., com Hélio): ela contesta valores pagos por projeto
de mansão na Barra |
A
mansão dos Coelho, no Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca,
tem três andares, seis quartos e 2.000 metros quadrados de área construída.
A entrada é emoldurada por quatro palmeiras importadas da Flórida
e, para o lazer de seus moradores, conta com piscina com cascata, academia de
ginástica e quadra de tênis com grama sintética. A casa foi
construída por Jair Coelho para abrigar a então mulher e os três
filhos do casal. Os dois se separaram pouco depois de a casa ficar pronta. Ariadne
continuou morando lá com os filhos. Ex-fornecedor de refeições
a presídios cariocas e envolvido em várias denúncias de corrupção,
Coelho, ao morrer, tinha vários processos tramitando contra ele na Justiça.
Por isso, seus bens estão bloqueados. "Quem paga as despesas da minha família
sou eu, com o meu trabalho. O espólio não paga nada, e as pessoas
confundem. Eu mato um leão por dia", diz Ariadne. Segundo ela, seu padrão
de vida é mantido graças às festas que organiza. "Recebo
as pessoas em minha casa, empresários importantes, sou intermediadora de
negócios e faço isso num plano internacional. Não vou aceitar
ser tratada dessa forma", protesta Ariadne. A outrora rainha das quentinhas, 1,60
metro, 38 anos, ainda enaltece o luxo. "Gosto de glamour. Não é
pecado, ninguém pode ser condenado por isso", disse recentemente a Veja
Rio. A socialite se diz magoada
com os dois episódios. "A Silvinha pegava meus filhos no colo. Tenho uma
foto com o Hélio que está até hoje em cima do meu piano",
conta. Quanto a cobrança dos honorários dos advogados, reclama:
"Como eles podem cobrar 2 milhões de reais? Esse escritório trabalhou
apenas quatro meses para mim na época da separação". Enquanto
os advogados do escritório Wellington Pimentel silenciam sobre o caso,
Ivan Nunes Ferreira, o advogado de Sílvia Fraga, não se nega a falar.
"Antes de abrir suas portas para festas, ela poderia pagar suas dívidas",
provoca. "Vou levar os recibos e mostrar todos os documentos. Vou provar a verdade",
reage Ariadne, que promete lançar em agosto um livro com a história
de sua vida. Pelo visto, muitos capítulos dessa novela ainda irão
ao ar até que o vencedor possa brindar sua vitória. Com champanhe,
é claro. |