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21 de março de 2007

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Entre o luxo e os credores

Viúva de decorador e advogado cobram Ariadne Coelho

Fabio Brisolla

André Valentim/Strana
Ariadne: "Paguei mais do que devia"


A socialite emergente Ariadne Coelho, que no início deste ano ressurgiu reluzente patrocinando festas regadas a Veuve Clicquot e freqüentadas por convidados do jet set internacional, como Quincy Jones e Naomi Campbell, teve seu brilho contestado na Justiça. O estilo de vida exuberante da ex-mulher do empresário Jair Coelho, morto em 2002, irritou outra socialite. Sílvia Fraga, viúva do decorador Hélio Fraga – que costumava trabalhar nas festas de Lily e Roberto Marinho –, resolveu cobrar na Justiça uma suposta dívida de Ariadne com o marido. Não é a única ação de cobrança a que Ariadne responde. O escritório de advogados Wellington Pimentel, que a representou em seu divórcio em 2000, cobra judicialmente o pagamento de 2 milhões de reais em honorários.

O motivo da cobrança feita por Sílvia Fraga é o projeto criado na mesma ocasião pelo decorador para a mansão da então família Coelho. Segundo o advogado de Sílvia, Ivan Nunes Ferreira, o pagamento teria sido retardado por anos. Em 2005, diz o advogado, as partes finalmente fizeram um acordo. O valor foi acertado em 120.000 reais, a ser quitado em doze parcelas mensais. Ariadne pagou apenas cinco delas. Agora, Sílvia pede na Justiça os 70.000 reais restantes, mais correção. Ariadne afirma que a quantia paga é mais do que suficiente para quitar sua dívida com os Fraga. "Fiz um acordo verbal com o Hélio e aceitei pagar uma coisa que não era devida. Mas no meio dessa confusão toda achei uma carta do Hélio para o Jair afirmando que a dívida era de 35.000 reais", conta Ariadne, exaltada. Por isso decidiu interromper o pagamento. "Paguei 50.000 reais de uma dívida de 35.000. Existem recibos de tudo o que foi pago."

Fotos Selmy Yassuda e Paulo Marcos
Sílvia (à dir., com Hélio): ela contesta valores pagos por projeto de mansão na Barra

A mansão dos Coelho, no Condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca, tem três andares, seis quartos e 2.000 metros quadrados de área construída. A entrada é emoldurada por quatro palmeiras importadas da Flórida e, para o lazer de seus moradores, conta com piscina com cascata, academia de ginástica e quadra de tênis com grama sintética. A casa foi construída por Jair Coelho para abrigar a então mulher e os três filhos do casal. Os dois se separaram pouco depois de a casa ficar pronta. Ariadne continuou morando lá com os filhos. Ex-fornecedor de refeições a presídios cariocas e envolvido em várias denúncias de corrupção, Coelho, ao morrer, tinha vários processos tramitando contra ele na Justiça. Por isso, seus bens estão bloqueados. "Quem paga as despesas da minha família sou eu, com o meu trabalho. O espólio não paga nada, e as pessoas confundem. Eu mato um leão por dia", diz Ariadne. Segundo ela, seu padrão de vida é mantido graças às festas que organiza. "Recebo as pessoas em minha casa, empresários importantes, sou intermediadora de negócios e faço isso num plano internacional. Não vou aceitar ser tratada dessa forma", protesta Ariadne. A outrora rainha das quentinhas, 1,60 metro, 38 anos, ainda enaltece o luxo. "Gosto de glamour. Não é pecado, ninguém pode ser condenado por isso", disse recentemente a Veja Rio.

A socialite se diz magoada com os dois episódios. "A Silvinha pegava meus filhos no colo. Tenho uma foto com o Hélio que está até hoje em cima do meu piano", conta. Quanto a cobrança dos honorários dos advogados, reclama: "Como eles podem cobrar 2 milhões de reais? Esse escritório trabalhou apenas quatro meses para mim na época da separação". Enquanto os advogados do escritório Wellington Pimentel silenciam sobre o caso, Ivan Nunes Ferreira, o advogado de Sílvia Fraga, não se nega a falar. "Antes de abrir suas portas para festas, ela poderia pagar suas dívidas", provoca. "Vou levar os recibos e mostrar todos os documentos. Vou provar a verdade", reage Ariadne, que promete lançar em agosto um livro com a história de sua vida. Pelo visto, muitos capítulos dessa novela ainda irão ao ar até que o vencedor possa brindar sua vitória. Com champanhe, é claro.

     
   

 

 
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