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21 de março de 2007

REPORTAGEM DE CAPA

CONSUMO
MEIO AMBIENTE
MEMÓRIA
SOCIEDADE
AS BOAS COMPRAS
BEIRA-MAR
OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

OPINIÃO DO LEITOR

"Parabéns pela excelente reportagem com o empresário Eike Batista ("A nova banca de apostas de Eike Batista", 14 de março). Ele só vem somar no desenvolvimento de nosso país, na geração de empregos e no nosso PIB. Sem dúvida, é um cartão de visita para o Rio de Janeiro."
Mônica Ponzi

Eike Batista

Como profissional do setor mineral, não sei por que razão os números apresentados pelo empresário Eike Batista estão todos inflados. Ele nunca perdeu 500 milhões de dólares buscando ouro. Os interesses dele na área, quando valiam mais, andavam ao redor dos 300 milhões. E ele não perdeu esses 300 milhões, vendeu a sua participação, e muito bem vendido na época. Ele perdeu dinheiro com perfumes, perdeu dinheiro montando jipes e perdeu dinheiro montando uma empresa de courier, ganhou um pouco mexendo com água. Mas se juntar tudo não dá 20 milhões de dólares. Também não acredito que o patrimônio pessoal dele ultrapasse a metade do que ele apregoa. Não sei por que, num momento em que todos se retraem, tentam não ostentar, em que a segurança das pessoas, notadamente no Rio de Janeiro, é cada vez mais precária, tal exibicionismo. Outra balela é o tal restaurante de 10 milhões de dólares. Talvez seja para induzir confiança nos que vêm investindo nos projetos atuais dele.
Luiz Carlos Vasco

Sergio Rodrigues

Sergio Rodrigues é um gênio, é o Oscar Niemeyer do móvel brasileiro ("Designer bossa-nova", 14 de março). Há muitos anos fui ao escritório do Sergio para comprar uma Poltrona Mole. O modelo de que eu gostei custava mais caro que os demais, e eu quis saber o motivo. Sergio me disse que aquele exemplar reformado pertencera a um conde, famoso pelo seu charme e poder de sedução no início do século passado. Diziam que o tal conde, em franca decadência no início dos anos 1960, só conseguia se sentir nobre novamente quando se sentava numa Poltrona Mole. Achei ótima a história, mas preferi comprar um exemplar mais barato.
Helio Holperin

 

Flanelinhas

Achei muito curiosa a reportagem "Flanelinha oficial" (14 de março), a respeito do exército de flanelinhas "oficiais" nas ruas. Não obstante a prefeitura conseguir empregar, mesmo que precariamente, mais de 5 000 pessoas e fornecer uma fortuna para o caixa do município (cujos frutos eu ainda não vi), o fato é que eu só vejo um batalhão de oportunistas. Com ou sem o colete da prefeitura, sempre me extorquem mais de 5 reais para permitir que eu pare o carro e muitas vezes, diante da minha recusa, elaboram as mais diversas ameaças. No sábado dia 10 de março tive de tirar o carro de uma vaga autorizada na Rua Dona Mariana porque um bêbado, sem colete, sem talão e sem camisa, "pai de três filhas no Nordeste e experiente 'nesse trabalho' há 25 anos", só trabalha com dinheiro adiantado. Como me avisou reiteradas vezes que meu carro não terminaria inteiro se não lhe desse o "verde" e como dinheiro não cai do céu para mim, mudei de vaga.
Alexandre Schiller

 

D. João

Qual não foi meu espanto ao ler a reportagem de Karla Monteiro "Lembranças de dom João" (14 de março). Diz o texto que "a cidade assiste nos próximos 22 meses a eventos para celebrar o bicentenário da chegada da corte ao Rio". Ora bolas, agora mesmo já estamos comemorando, patrocinados pela própria prefeitura do Rio, essa mesma chegada da corte de dom João, num espetacular musical, Império, no Teatro Carlos Gomes da Praça Tiradentes, com 22 atores e quinze músicos em cena. Um luxo só, que vem sendo aclamado pelo público desde 15 de novembro de 2006 e que pretende seguir até o Pan em julho deste 2007 e no qual eu faço o papel da rainha Carlota Joaquina.
Stella Miranda

 

Tutty Vasques

Muito bom era pegar a chuvarada andando normalmente ("Saudade do temporal", 14 de março), nada de sair correndo, e chegar em casa com a roupa colada no corpo.
Ira Couto

 

Manoel Carlos

Achei muito interessante, como sempre, a crônica "Família", de Manoel Carlos (7 de março). A comparação entre a construção de catedrais e de famílias fez-me pensar na famosa e inacabada catedral Sagrada Família, em Barcelona, do arquiteto catalão Antonio Gaudí, cuja complexidade grandiosa concebida tem levado arquitetos a impasses sobre como terminá-la. Consta que Gaudí está enterrado numa cripta de sua inacabada obra.
Waldemar Neto

 

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