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OPINIÃO DO LEITOR | "Parabéns
pela excelente reportagem com o empresário Eike Batista ("A nova banca
de apostas de Eike Batista", 14 de março). Ele só vem somar no desenvolvimento
de nosso país, na geração de empregos e no nosso PIB. Sem
dúvida, é um cartão de visita para o Rio de Janeiro."
Mônica Ponzi |
Eike
Batista Como profissional do setor mineral,
não sei por que razão os números apresentados pelo empresário
Eike Batista estão todos inflados. Ele nunca perdeu 500 milhões
de dólares buscando ouro. Os interesses dele na área, quando valiam
mais, andavam ao redor dos 300 milhões. E ele não perdeu esses 300
milhões, vendeu a sua participação, e muito bem vendido na
época. Ele perdeu dinheiro com perfumes, perdeu dinheiro montando jipes
e perdeu dinheiro montando uma empresa de courier, ganhou um pouco mexendo com
água. Mas se juntar tudo não dá 20 milhões de dólares.
Também não acredito que o patrimônio pessoal dele ultrapasse
a metade do que ele apregoa. Não sei por que, num momento em que todos
se retraem, tentam não ostentar, em que a segurança das pessoas,
notadamente no Rio de Janeiro, é cada vez mais precária, tal exibicionismo.
Outra balela é o tal restaurante de 10 milhões de dólares.
Talvez seja para induzir confiança nos que vêm investindo nos projetos
atuais dele. Luiz Carlos
Vasco Sergio
Rodrigues Sergio Rodrigues é
um gênio, é o Oscar Niemeyer do móvel brasileiro ("Designer
bossa-nova", 14 de março). Há muitos anos fui ao escritório
do Sergio para comprar uma Poltrona Mole. O modelo de que eu gostei custava mais
caro que os demais, e eu quis saber o motivo. Sergio me disse que aquele exemplar
reformado pertencera a um conde, famoso pelo seu charme e poder de sedução
no início do século passado. Diziam que o tal conde, em franca decadência
no início dos anos 1960, só conseguia se sentir nobre novamente
quando se sentava numa Poltrona Mole. Achei ótima a história, mas
preferi comprar um exemplar mais barato. Helio
Holperin
Flanelinhas Achei
muito curiosa a reportagem "Flanelinha oficial" (14 de março), a respeito
do exército de flanelinhas "oficiais" nas ruas. Não obstante a prefeitura
conseguir empregar, mesmo que precariamente, mais de 5 000 pessoas e fornecer
uma fortuna para o caixa do município (cujos frutos eu ainda não
vi), o fato é que eu só vejo um batalhão de oportunistas.
Com ou sem o colete da prefeitura, sempre me extorquem mais de 5 reais para permitir
que eu pare o carro e muitas vezes, diante da minha recusa, elaboram as mais diversas
ameaças. No sábado dia 10 de março tive de tirar o carro
de uma vaga autorizada na Rua Dona Mariana porque um bêbado, sem colete,
sem talão e sem camisa, "pai de três filhas no Nordeste e experiente
'nesse trabalho' há 25 anos", só trabalha com dinheiro adiantado.
Como me avisou reiteradas vezes que meu carro não terminaria inteiro se
não lhe desse o "verde" e como dinheiro não cai do céu para
mim, mudei de vaga. Alexandre
Schiller
D. João
Qual não foi meu espanto ao ler a reportagem de Karla Monteiro "Lembranças
de dom João" (14 de março). Diz o texto que "a cidade assiste nos
próximos 22 meses a eventos para celebrar o bicentenário da chegada
da corte ao Rio". Ora bolas, agora mesmo já estamos comemorando, patrocinados
pela própria prefeitura do Rio, essa mesma chegada da corte de dom João,
num espetacular musical, Império, no Teatro Carlos Gomes da Praça
Tiradentes, com 22 atores e quinze músicos em cena. Um luxo só,
que vem sendo aclamado pelo público desde 15 de novembro de 2006 e que
pretende seguir até o Pan em julho deste 2007 e no qual eu faço
o papel da rainha Carlota Joaquina. Stella
Miranda
Tutty Vasques
Muito bom era pegar a chuvarada andando normalmente ("Saudade do temporal", 14
de março), nada de sair correndo, e chegar em casa com a roupa colada no
corpo. Ira Couto
Manoel
Carlos Achei muito interessante,
como sempre, a crônica "Família", de Manoel Carlos (7 de março).
A comparação entre a construção de catedrais e de
famílias fez-me pensar na famosa e inacabada catedral Sagrada Família,
em Barcelona, do arquiteto catalão Antonio Gaudí, cuja complexidade
grandiosa concebida tem levado arquitetos a impasses sobre como terminá-la.
Consta que Gaudí está enterrado numa cripta de sua inacabada obra.
Waldemar Neto
MANDE
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